Mortes diárias por Covid caem 14%, e taxa de infecção indica contração

De O Globo 

Pela primeira vez em 90 dias, a epidemia de Covid-19 dá sinal razoável de estar perdendo força no Brasil. A média móvel de mortes vem diminuindo há uma semana, deixou o patamar de mil óbitos por dia e fechou ontem em 859 casos fatais.

O aparente arrefecimento, no entanto, não é visto por especialistas como uma vitória da resposta brasileira à doença. “Sair de um patamar de 1.000 mortes por dia para um de 850 mortes é como estar devendo 1.000 e pagar 150. Ainda resta uma grande dívida a ser paga”, afirma o epidemiologista Paulo Lotufo, da USP.

A situação varia entre os estados, o que ajuda a explicar o platô com mil mortes diárias que o Brasil viveu ao longo de 80 dias. Ontem, 16 unidades da federação indicavam tendência de queda nos óbitos, número recorde na pandemia. Apenas três seguiam em alta, incluindo o Rio de Janeiro.

A taxa de transmissão do coronavírus no país também está caindo. O mais recente relatório do Imperial College de Londres indicou queda de 1 para 0,94, o menor patamar desde abril.

O Brasil chegou ontem a 122.681 mortes e 3.952.790 casos confirmadosdesde o início da pandemia.

Em foco: apesar de o governo já ter liberado cerca de R$ 2 bilhões para a produção de uma possível vacina contra a Covid-19, a Secretaria de Comunicação da Presidência reforçou uma declaração do presidente Jair Bolsonaro de que “ninguém é obrigado a tomar vacina”. A fala de Bolsonaro, no entanto, contraria o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente.

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