Minha doce derrota

Por Clécio Luis, Vereador de Macapá


Aos meus familiares, [email protected], [email protected] de luta e ao povo do Amapá,

Ao escolhermos nosso caminho para seguir nessa eleição, além de nossas convicções, sabíamos dos riscos e incompreensões que enfrentaríamos em uma aliança com “diferentes”, mas diante de tantas dificuldades e da dramática situação por que passa nosso estado e nosso povo, esse caminho mais do que justificável, tornou-se necessário e empolgante. O apoio de nossas bases em todos os municípios, lugares, segmentos e o aceno positivo de nossa direção nacional, nos davam cada vez mais clareza que esse era o passo certo a ser seguido.

Infelizmente não tivemos êxito, não pelo PTB/AP, tampouco por Lucas Barreto, aliás, quero aqui fazer o meu agradecimento ao Lucas, ele também nos surpreendeu positivamente, pela forma como conduziu nosso enlace político- eleitoral primeiro porque nos tratou com respeito político, mas também porque soube ouvir, ser flexível e sustentar suas teses dentro do legítimo território da política. O que impediu nossa aliança foi à disputa interna, nefasta e impregnada nos partidos e algumas lideranças da esquerda, que colocam essa disputa acima das dores e das necessidades do povo.

Nessa nova cena tive que abrir mão de minha candidatura a deputado federal pelo PSOL/AP e por essa posição entendo que devo alguns esclarecimentos. É por isso que escrevo.

Nesses últimos dias, vivi junto com muitos companheiros momentos de muita angústia (pelas disputas internas em relação à coligação), mas também de enorme satisfação, nesses dias de pré-campanha a deputado federal. Confesso que vivencio minha melhor fase política e eleitoral, fruto da nossa organização em quase todos os municípios, da nossa inserção nos movimentos sociais, das nossas experiências acumuladas e divididas no dia-a-dia de nossa militância, e do reconhecimento do nosso mandato de vereador em Macapá, entre outras coisas. Isso torna a retirada da candidatura um pouco mais dolorosa, mas também me enche de orgulho, uma espécie de doce derrota.

Foram dias gratificantes, de muitas declarações de apoio e voto que eu não poderei mais conferir, mas, sobretudo de muito carinho e confiança que ainda permanecerão em mim. Isso não tem preço, mas pra mim tem muito valor!

Foram essas demonstrações de confiança e incentivo que me colocam a responsabilidade de não abandonar a luta política com lado na sociedade, o lado do povo, prioritariamente dos desprotegidos e dos mais carentes, (de política e esperança, inclusive), pois a vida é muito mais difícil sem ambas.

Confesso também, que ainda estou mareado pelo peso da decisão que em última análise cassou minha candidatura, sem que eu devesse nada nem a justiça, nem aos procedimentos partidários, tampouco seja um ficha suja. Às vezes me sinto como se abatido em pleno vôo. Pra me confortar, minha mãe me disse hoje, pra eu não me abater, que tudo que Deus faz é perfeito, e eu também acredito, muito embora as coisas por aqui estejam muito fora do esquadro. Vamos lá! – “Fé na vida, fé no que virá”.

Adiamos um projeto, já engatamos outro, eleger Randolfe Rodrigues, senador da República, pelo Amapá.

Lutei com todas as minhas forças e minha convicção, não deu! Não serei candidato a deputado federal, pelo menos nessa eleição, como diz aquela canção “Índio perdeu, mas lutou que eu vi!”, no entanto, já me considero recompensado, é por isso que escrevo também, para agradecer imensamente, menos pelos votos que não chegarei a conferir, mas muito, muito mais, pelo carinho, demonstrações de respeito, admiração e confiança que recebi nos últimos dias. Valeu demais!

Continuarei nosso mandato de vereador de Macapá, muito mais orgulhoso e empenhado ainda, obrigado mesmo! Até a vitória sempre!

Clécio Luís – Vereador de Macapá

  • Olá Vereador Clécio, apesar de Candidato a Deputado Federal, fiquei triste em saber da retirada de sua candidatura!!! Conheço você há muito pouco tempo, mas aprendi a respeitá-lo pela sua educação, discernimento e inteligência política!!! Tenho certeza que estes atributos continuarão a disposição do Amapá!

  • Valeu Clécio!!!
    O Capi pode até achar que aniquila o Randolfe mais ele não vai conseguir, como tu disseste “O que impediu nossa aliança foi à disputa interna, nefasta e impregnada nos partidos e algumas lideranças da esquerda, que colocam essa disputa acima das dores e das necessidades do povo”. Conte com nosso apoio e força, Randolfe senador 500 e outro candidato qualquer que não seja o João OLIGARCA Capiberibe.

  • Taí um dos poucos políticos que ainda me faz acreditar que os “políticos´´ não são todos iguaiss(corruptos).É uma pena não poder contar com senhor Clécio Luís na Câmara Federal.

  • Fique tranquilo vereado, na proxima eleição o senhor sera eleito, mas é uma pena mesmo que nós não vamos lhe ter como D.federal. continue na luta por todos que ainda acrditam em politicos como o senhor.

  • Resumindo – mas resumindo mesmo -, ele só disse que desde o começo o PSOL sabia que a tal coligação poderia dar em nada. Pagaram pra ver ser ter cartas na mão. Foi só um blefe. E não caíram nele. Simples assim.

  • Esse radicalismo de setores tanto do PSOL ,quanto do do PSB, só servem para enfraquecer a oposição. Ninguém do PSB, pode falar do Randolfe, que sempre foi leal ao Capi e tem o direito de lançar seu nome. O que o Capi quer? Um Randolfe no senado ou um da base harmônica? E o pessoal do Randolfe tem que baixar a bola, e pensar no Amapá. Dizer que é Randolfe e qualquer um, é querer que continue tudo como está. Companheiros de oposição: Temos que nos unir em prol de um Amapá melhor. Sempre voto no Capi, mas acho que chegou a hora do novo, e esse novo atende pelo nome de RANDOLFE 500. Renovação do senado, e FÉ NO QUE VIRÁ…

  • O ver. Clécio deveria agradecer ao Deus que sua mãe põe fé, pois essa aliança com o PTB mancharia sua tênue biografia. Como levar a sério um lutador social que se frustra ao ser barrada sua aliança com a direitona de Roberto Jefferson. A auto crítica manda que Randolfe, Clécio e a companheirada não percam de vista que tudo que queriam era encurtar caminho para construir caminho pessoal para um mandato. Depois RR bateria continência para Sarney, afinal, bastaria São Lucas pedir. Ô raça!

    • Dúvida 1: O que é um “lutador social”? Seria aquele sujeito que, esporadicamente – junto com amigos, talvez -, resolve praticar karate, judo ou alguma luta similar?

      Dúvida 2: Desde quando Roberto Jefferson é de direita? O cara é do PTB de Vargas, santo Deus! Já viu algum programa do PTB? O Jefferson defende a CLT, um dos maiores calhamaços legais do mundo! Cadê a defesa do liberalismo? Cadê a defesa do indivíduo? Cadê a defesa da diminuição do Estado?

  • Valeu, Clécio agora e so trabalha para colocarmos o Randolfe no senado e acaba de vez com a era capiberibe, já que nem pra escolhe vice para o seu filho o capi sabe pois escolher umazinha qualquer e querer enterrar de vez suas pretenções politicas no Amapá….

  • Ja era tempo do PSOL arregimentar pessoas , incentivar a criaçao de outras lideranças , dentro de seu proprio partido , para se tornar independente.

  • Não tenho partido, no entanto gosto de acompanhar a política, principalmente a local, pois é preocupante, ganha meu voto quem me passar coerência e amadurecimento político, e vc vereador Clécio tem minha admiração, noto uma inteligência diferenciada, e estratégica, se não foi agora sua candidatura para deputado federal, tenha certeza que Deus tem outros projetos, talvez até mais ousados. E com certeza “Fé na vida, fé no que virá.

  • Alcilene, gostaria que vc comentasse a pressão que os jovens que participam do programa Amapá Jovem vem sofrendo para apoiar Pedro Paulo. O secretario Portugal tem ameaçado cortar 60 monitores no próximo pagamento por não terem sedido a pressão. Fique de olho, o caso é GRAVE!!!

  • Clécio é meu amigo, e de outros carnavais. Eleição, eleição; amizade à parte. Há gente em sua assessoria que deu de fazer beicinhos, numa demonstração de quem deu e não gostou (em posição antagônica com “comeu e não gostou”), e troca de calçada se vir esta singularíssima pessoa que vos fala em seu caminho. O sujeito finge que não me enxerga a um palmo de sua fuça. Se eu fosse uma cobra, ele levaria uma picada. Quem sabe assim deixaria de bossalidade, e pararia de fazer cudocinho com seu olhar de paisagem. A assessoria do Vereador precisa urgentemente de umas liçõezinhas do Mobral. Olha o breve texto publicado no site do Corrêa Neto: “Parabéns Macapá”, em seguida, “Nosso presente, é a nossa luta”. A construção frasal está incorreta por tratar-se de vocativo em que a vírgula é obrigatória, assim: Parabéns, Macapá! A unidade sintática que contém sujeito e predicado, como na frase: “Nosso presente, é a nossa luta”; o sinal gramatical (,) é terminantemente proibido, pois não se separa com vírgula o sujeito do predicado de uma oração. A frase escorreita deveria ser assim: “Parabéns, Macapá! O nosso presente é a nossa luta.” Do contrário, meu caro companheiro, o seu presente de aniversário vai parecer um cavalo de tróia. E certos leitores – como eu – vão acha que Vossa Excelência está falando grego. E devo confessar que sua “doce derrota” para mim é contra-indicado: sou diabético apostólico romântico…

  • muintas pessoas incruindo eu falei para voces nao confiar no capi
    ele so ve ele e a familia
    capi senador
    janete deputada
    camilo governador nepotismo

  • Renivaldo Costa disse:
    15 de julho de 2010 às 16:45
    Sou solidário ao Clécio. Havia empenhado minha palavra que apoiaria sua candidatura a deputado federal e o Randolfe ao Senado. A candidatura dele não deu mas continuo firme no propósito de eleger Randolfe senador. Será minha segunda maior alegria em 2010. A primeira foi o nascimento do meu filho Vinicius. e a terceira será a derrota do Gilvan.

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    Esse rapaz chamou o Fernando Canto de ET, disse que o barbudo é um ser extraordinário. Quase. De tanto o Fernando pintar o cabelo, os pêlos foram ficando cinza, depois ficaram ruivos, e agora estão quase verdes. Se o barbudo for abduzido por um OVNI, vai ser pra descobrir o segredo da alquimia do Grupo Pilão, que pesquisa a música desde a flauta de bambu que é da Idade da Pedra; só depois que eles vêm abduzir o Bi Trindade pra análise contrastiva: vão querer saber se o Bi fala francês ou patuá. Clécio, o Renivaldo é que nem o Michel Jagger, em quem ele mira, perde. Votou no Gilvan, ele perdeu pro Capi; só foi recuperar o mandato no tapetão, com a ajuda do bandido honorável Zé Sarney. Vaticinou vitória ao Lucas Barreto, ele ficou no 1º turno. Agora ele declara voto pra ti… Rum!, nem preciso falar em corda na casa de enforcado. Eu tenho um dó danado do Randolfe. Quer uma sugestão? Procura pelo Rui Guilherme, ele tem uma mandinga que é tiro e queda pra mau-olhado. Não sei se o Randolfe se elege, mas vai ficar de corpo-fechado aos fluidos aziagos do Renivaldo Costa (bate três vezes na madeira). E outra, não o deixa subir à tua lancha, lembra-te do Titanic…

  • E de repente, não mais que de repente, o vereador do PSOL, aquele partido esquisito que coloca na mesma frase as palavras “socialismo” e “liberdade”, começou a me parecer mais simpático… Apesar de suas escolhas políticas, frise-se…

    • Estranha a sua posicao. Vc nao se decide nunca. Esta sempre criticando e nada esta bom para vc. Nunca vi um comentario seu que nao tivesse uma gotinha de maldade. Haja amargura. Pobre de quem convive com vc.

        • Yashá, o que a nobre leitora talvez queira dizer, é que nem todas as vezes que a barriga dói, é preciso ir ao banheiro. Quem tem como opção o candidato Serra, deveria sofrer sua dor resignadamente; e não querer jogar no ventilador suas quizilas…

          • Serra é só a opção que resta… Tá longe de ser meu candidato ideal. Ele é muito de esquerda pro meu gosto…

            Mas eu tenho um trunfo! Nunca ninguém poderá me acusar de votar num terrorista, né? Já quem vota em Dilma…

          • A caturrice é mesmo invencível. E não vai ser eu quem vai te convencer hermeneuticamente que “subversivo” não é o mesmo que “terrorista”. Se assim for, Serra foi terrorista porque conspirou contra o regime discricionário militar no Brasil, e depois de exilado no Chile, defendeu Allende contra o governo golpista de Pinochet. É essa inclinação de esquerda do Serra que te faz torcer o nariz? É o passado ou o presente gauche que incomoda no teu candidato? Se o Serra tivesse culhão de pegar numa arma pra enfrentar os golpistas que aterrorizavam o País, talvez ele merecesse meu voto. Mas prefiro a subversiva Dilma Rousseff à figura patética e pusilânime do teu candidato que nem de longe se compara com aquele estudante subversivo, que fugiu pro exílio pra não ser assassinado pelos terroristas que tomaram o poder. Os mesmos que torturaram Dilma Rousseff e mataram milhares de inocentes.

          • Ah, mas eu não nego que Dilma, junto com os demais bandoleiros do seu grupeto terror… ops! subversivo, lutou contra a ditadura militar. O problema é dizer que ela queria o fim do regime militar para ver implementada no Brasil uma democracia. Aí é mentira! E é isso que a torna terror… ops! subversiva.

            Estou errado? Pois bem, se me arrumar um (um mísero só!) documento daqueles grupos de extrema-esquerda defendendo a democracia, escrevo uma retratação e ainda voto nela. Que tal? O problema é que isso não vai acontecer, pois não há tal documento! Os terror… ops! subversivos da esquerda radical brasileira nunca defenderam a democracia! Queriam o fim da ditadura militar para implementar, no lugar, um outro tipo de regime. A democracia, para eles, sempre foi uma “invenção burguesa”, uma concessão que a “classe revolucionária” devia fazer à “burguesia” até que fosse possível erradicá-la. E, se formos analisar as experiências históricas dos regimes que essa gente idolatrava (alguns idolatram até hoje!), não é difícil concluir que a utopia de Dilma e dos seus amigos terror… ops! subversivos teria matado bem mais que o odiento regime militar.

            Serra, neste aspecto, merece muito mais crédito que ela: lutou contra os militares, mas sempre defendeu o Estado democrático de direito. Em outras palavras, nunca achou que a sua “causa” justificasse o assalto a bancos, sequestros de civis e assassinato de inocentes, como fizeram os bravos terror… ops! subversivos da extrema-esquerda.

            Mas fazer a opção pela democracia e pelas liberdades individuais, eu sei, é uma escolha pessoal de cada um. Assim, você está certo em não tentar me convencer de que o tal “outro mundo possível” idealizado pelos terror… ops! subversivos de Dilma era mesmo o melhor caminho. Eu, antiquado que sou, vou continuar achando que quem sequestra, tortura e mata não serve pra ditar os rumos de um país. Seja a pessoa de direita, ou de esquerda.

          • Documento?! Fácil assim, basta ir aos arquivos do SNI e DOI-CODI que lá você vai se fartar com declarações em favor da democracia que vão desde a confissão de se ter o livre arbítrio de torcer pelo seu time de futebol às confissões mais macabras em defesa do Estado democrático de direito do País. Tudo sob tortura. Há documento assinado com o polegar em que a tinta de melar o dedo era o próprio sangue do torturado. Quer mais? Lá você encontra documentos de retratação da Dilma Rousseff em que ela mentiu (mentirosa!) se declarando inocente e renegando pertencer a grupos subversivos que lutavam pela democracia. Isso é pouca porqueira? Ah, aproveita, ao consultar os alfarrábios da ditadura, pra saber o que fizeram com Rubens Paiva. Quanto ao seu voto em Dilma não é necessário, fica com o Serra; mas me arranja outro vice que seja menos estúpido que o Índio, que pensa que nem você: Dilma foi terror… ops! subversiva, e hoje banca o narcotráfico… ops! banca o Bolívar, time mais popular da Bolívia. Aliás, seu cacoete de confundir alho com bugalho, ou seja, de principiar uma palavra e trocá-la por outra – cínclise do vinil furado– é um recurso lúdico de altista. Repeti-lo é uma provocação barata. Desnecessário tartamudear o mesmo bê-á-bá. Experimenta cantarolar essa canção cheia de tatibitates: Pára Pedro; Pedro pára/Pedro pára; pára Pedro/Esse Pedro é uma parada! Fez um sucesso retumbante nos porões da ditadura militar. Aqui foi cantiga de ninar na Maternidade Mãe-Luzia…

          • Então, como diria o Tony Blair, “that is that. The end”. Se você quer cair no conto de que a extrema-esquerda subversiva era democrática, faça isso. Eu, de minha parte, caio no conto de que eles eram um bando de vagabundos que queriam trocar uma ditadura pela outra.

            Aliás, interessante ter mencionado as ligações de Dilma com as FARC… É curioso notar como essa gente subversiva tenha tantos bandidos de estimação, né? Não bastasse os assassinos cubanos, também são companheiros dos sequestradores e narcotraficantes das FARC. Mas tudo bem. Eu sei que as FARC só sequestram, aprisionam, tortura, estupram e matam pessoas inocentes porque querem o tal “outro mundo possível”…

            Ainda bem que a utopia da subversiva Dilma não vingou, né? Assim, temos a liberdade de votar cada um no seu próprio candidato, sem precisar ter medo. Ainda bem que venceram aqueles “pelegos” (era assim que Lula os chamava!) que queriam a “constituição burguesa”.

            Sobre os candidatos a vice, melhor nem comentar nada. Ou você vai ser obrigado a defender ninguém menos que Michel Temer… Vou poupá-lo disso, em respeito aos seus cabelos brancos.

  • yasha vc nao tem nada cabeça, isso da pra ver lendo as asneiras q vc comenta… nao fale o q vc nao sabe, muito menos sobre politica, historia, e as farc piorou… abc

    • Ô Alex, teu texto e tua crítica são tão ruins quanto os elogios do fã-clube do Yashá. Não te mete, e não me comprometa! Agora, experimenta puxar o saco dele. Logo, logo vai surgir a Alcilene e – Rá! – vai te aplaudir como uma foquinha amestrada. Deixa comigo, que eu sei como tratar reaça metido à besta. Quanto à foca, um torrãozinho de açúcar basta pra deixá-la álacre e obediente. Simples assim. E antes que eu me esqueça, Alex, vai ver se eu estou na esquina, vai…

    • Você joga a isca e sai correndo, e eu que sou o troll? Yashá, a sua tática pusilânime de bom-moço é mais antiga que a convencional posição de papai-e-mamãe de fazer neném, só convence os otários e os beócios. Como nossa discussão saiu do rosto do blog, e eu não respondi a sua última provocação (tipo: Vou poupá-lo disso, em respeito aos seus cabelos brancos), vou respondê-lo na caixa de comentário do início do blog. Se porventura a dona não aceitar, fica aqui minha resposta, e se você quiser pode dar por encerrado o assunto.
      Tenho 54 anos, mas minha aparência é, no máximo, de 53 risonhas primaveras. Sou da cepa nordestina (de Juazeiro do Norte, onde abrigou Padim Cícero, um dos maiores gênios da humanidade), e tenho o pé na África. Sou – como quer você – da escória tupiniquim dos brasileiros, cara-pálida. Gostaria que respeitasse não só os meus cabelos, branco, como também meu gosto peculiar por subversivo, pois gosto e fiofó todo o mundo tem um. Discute-se democraticamente, é verdade; mas com respeito ao gosto e ao fiofó distintos. O Temer e o Sarney são como árvore bastarda de fundo de quintal, que o vizinho espertamente se apropria da sombra e dos frutos, mas reclama da árvore da qual caem folhas secas que sujam os seus quintais. Yashá, eu sei que você pode querer sofismar a sentença a seu favor, apresso-me em adverti-lo de que a ordem dos fatores não altera o produto. E pro seu desespero, vamos ganhar esta eleição com “eles” ou sem “eles”. A subversiva Dilma Rousseff é melhor que o Serra, subversivo de meia-tigela. Na nossa terrinha vamos ganhar do bandido honorável Sarney e do PPDH (Pedro Paulo Dias Herodes). Camilo Capiberibe, candidato do PSB é o mais bem preparado, porque além de botafoguense é filho de casal subversivo, Janete e Capi. Só aí já leva larga vantagem sobre os outros. Quero ver se na hora de a onça beber água, o Lucas Barreto é mesmo candidato de oposição. Pra que lado vai se inclinar no 2º turno? Yashá, você não acha que se Duda Mendonça usar a musiquinha “Pára Pedro” como trilha sonora, vai bombar na Campanha do PPDH: Governo do Amapá – a gente não pára? Eu pensei que o complemento do slogan “A gente não para”, o verbo não fosse acentuado em obediência ao acordo ortográfico – mas que nada! Outras acentuações como o trema continuam a vigorar na redação de seus textos. A Secretária de Comunicação, Cléia Lima – que não sabe distinguir preposição de verbo –, parece barata mundiada de naftalina; quando tem que redigir um texto, mistura alho com bugalho, e chama urubu de meu louro. Se eu fizesse um ditado de vinte linhas pra essa pequena, e ela acertasse duas, eu dava – juro! – o Nobel de Literatura pra ela…

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