Macapá Hotel

*Mariléia Maciel. Jornalista

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Na memória dos macapaenses que vivem a história desde os tempos de Território, o Novotel Macapá está entre as lembranças de uma juventude que circulava a pé na cidade. Ponto de encontro de famílias e grupos de jovens, o garçom Inácio era o único que servia o sorvete em taças, geralmente para quem vinha das sessões do Cine João XXIII.

 

O vento, a paisagem, as festas, os frequentadores, tudo era favorável para a procura do Novotel Macapá para as tardes de fim de semana. Junto com os também históricos Museu Joaquim Caetano, Praça Zagury, Fortaleza de São José e Trapiche Eliezer Levy, formava o corredor onde desfilavam da alta sociedade até formadores de opinião e autoridades.

 

Quando o nome mudou para Macapá Hotel o glamour continuou com menos intensidade, mas sempre com ares de sofisticação. Era lá que os bailes de carnaval de salão mais pomposos aconteciam, e as sacadas se transformavam em camarotes da mais fina flor da sociedade amapaense, regados a ponche e whisky importado.

 

Mais um tempo passou e a paisagem e a brisa do Amazonas já não eram suficientes para atrair tantos hospedes e convidados para as noites fabulosas. O tempo, traiçoeiro, aliado à falta de uma boa reforma, se encarregou de deixar apenas nos escritos os momentos de glória.

 

Uma proposta parece ser o começo de uma nova história do hotel. A ideia é transformá-lo em Centro Cultural, interligando Casa do Artesão, Casa do Índio, Trapiche e Fortaleza. O projeto é do Governo do Estado e foi discutido com entidades culturais, e tem à frente a paisagista e arquiteta Rosa Grena Kliass, uma das mais importantes do paisagismo moderno e contemporâneo, e Amir Addad, teatrólogo não menos famoso.

 

O governador Camilo Capiberibe pretende inaugurar o Centro Cultural até dezembro. Na última sexta-feira ele recebeu o projeto que foi elaborado por técnicos de da Adap, Secult e Setur.

  • O primeiro nome do hotel foi Macapá Hotel. Quando ele passou a ser administrado pela rede Novohotel, assim foi chamado. Com a saída da rede Novohotel, voltou ao nome primitivo, Macapá Hotel. Era bom pegar a brisa do Amazonas na pracinha que havia na frente.

  • Talvez seja uma boa ideia, um Centro Cultural, os bons tempos do Macapá Hotel, no início de suas atividades, nos trazem boas lembranças, depois virou Novotel e ficou mais sofisticado e tinha uma boa imagem, depois disso foi caindo, entregue a pessoas que não souberam manter o Macapá Hotel na linha dos mais belos pontos de nossa cidade. E sem politizar o assunto, mas quem tirou a Rede Novotel de lá foi o governador Capiberibe, talvez o filho possa consertar esse erro e nos devolver esse majestoso monumento. Estamos na torcida.

    • Caro José Rodrigues, se não me engano as despesas de energia elétrica e reformas do Novotel eram custeadas pelo governo. Quem sabe não foi para diminuir os gastos do governo que o Novotel, perdendo essa “boca”, encerrou suas atividades aqui? Gostaria de que alguem confirmasse isso. Na época em que trabalhei no Turismo (anos 90), que ainda era Corrdenadoria de Industria , Comercio e Turismo as despesas não apenas desse hotel, como do restaurante do Marco Zero, dos hoteis dos municipios eram mantidos pelo Estado.

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