Grupo de apoio à mulher, Ciranda Materna, completa seis anos de existência 

 

Atualmente a rede de acolhimento à mulher em seus processos de gestação, parto e maternagem, é coordenada por Priscylla Resque e Adriana Baldez. 

 

No próximo domingo, (11), o grupo Ciranda Materna celebra seis anos de existência e, em comemoração a esse momento importante, o projeto vai realizar uma live no dia 10 de outubro, às 17h, via Instagram com a idealizadora da iniciativa, a artesã e doula, Camila Bentes.

Priscylla Resque, uma das coordenadoras do Ciranda, explica que o surgimento do projeto se deu pela necessidade de buscar por mais dignidade para as mulheres no momento de parir. “O Ciranda Materna nasceu com a inquietação da gestante Camila Bentes em procurar uma via de parto com mais respeito aqui em Macapá, pois de acordo com as visitas realizadas nos hospitais e maternidades públicas e particulares – no singular, pois só tem uma de cada -, ela constatou que os índices de violência obstétrica eram altos demais”, afirma.

Apesar de ser uma prática muito comum, a violência obstétrica ainda tem dados muito escassos. Um estudo realizado pela Fundação Perseu Abramo em 2010, intitulado ‘Mulheres brasileiras e gênero nos espaços públicos e privados’, mostrou que 1 a cada 4 mulheres são vítimas de violência obstétrica no Brasil. “Realizamos a primeira roda de conversa do grupo com algumas mulheres gestantes, pois Camila é doula e estava acompanhando três delas na época. O intuito era trocar informações sobre via de nascimento e todas ali estavam em busca de um parto normal”, diz Priscylla.

“Dentro desses 6 anos, nunca dissociamos o grupo do ato político de ser mulher, mãe, de gestar e parir. Antes do grupo nós já lutávamos por pautas do feminismo, mas aos poucos o grupo se expandiu e deu espaço para outras pautas. ‘Como pensar em criar essas crianças enquanto os direitos das mulheres não estão sendo respeitados?’”.

 

A live com o tema ‘Parir no Amapá – 6 anos de Ciranda Materna’ acontece nesse sábado, (10), às 17h no Instagram @cirandamaterna.ap.

Laura Machado – Jornalista

 

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