Faltar farinha? Nãaaaaoooo

Governador Camilo Capiberibe investe R$ 1,5 milhão para reduzir importação de farinha

Com a meta de tornar o Amapá autossuficiente na produção de farinha de mandioca, o governador Camilo Capiberibe liberou nesta terça-feira, 15, o valor de R$ 1.519.950,00 para estimular o setor agrícola. Os convênios do Programa Territorial de Agricultura Familiar (Protaf) e do Fundo de Desenvolvimento Rural do Amapá (Frap) vão injetar recursos em 11 associações de agricultores de todo o Estado, beneficiando 305 agricultores para o incremento da produção em 305 hectares nos municípios de Macapá, Pracuúba, Porto grande e Mazagão.

No Salão Nobre do Palácio do Setentrião apinhado de famílias de agricultores, Camilo Capiberibe anunciou as metas ambiciosas para o setor em 2013. “O Brasil tem priorizado o plantio de soja para exportação, com isso houve redução do plantio de mandioca e todos reclamam do aumento do preço da farinha. Hoje, o Amapá produz apenas 30% da farinha que consumimos e, a partir dos recursos liberados, nossa meta é tornar nosso Estado autossuficiente na produção de farinha de qualidade”, afirmou.

Ao assinar os convênios, o governador destacou a importância do fortalecimento do setor primário. “Não se trata apenas de mais um investimento do governo, mas de uma política de Estado para fixar o homem no campo com modernização da agricultura familiar e inclusão social”, frisou.

Os recursos do Protaf serão aplicados na compra de insumos de fundação, defensivos agrícolas e preparo mecanizado das áreas destinadas ao plantio de mandioca, feijão, milho e melancia. Atualmente, o programa atente a 1.073 pequenos agricultores beneficiando 7.511 pessoas em 12 municípios, com investimentos do Estado de R$ 5,5 milhões.

Em termos comparativos, o governador ressaltou que “enquanto o governo federal investe R$ 2.400 por família no período de dois anos para estimular a agricultura familiar, o Governo do Amapá injeta R$ 5 mil por família a cada ano e vamos fazer um esforço para chegarmos a duas mil famílias ao final de 2013”.

Casas de farinha

Para zerar a dependência do Amapá à importação de farinha de outros estados, Camilo Capiberibe assegurou que a meta do Protaf é atingir cerca de 20 mil pessoas com o montante de R$ 11 milhões. “Através do Pro-Agroindústria, vamos estimular a multiplicação das casas de farinha semimecanizadas, além de queijarias e fábricas de biscoitos de castanha-do-brasil”.

A projeção do governador aponta para 30 casas de farinha, das quais 13 já estão com os projetos concluídos e os recursos do Frap prontos para serem liberados.

Ao assinar os convênios, a secretária de Estado de Desenvolvimento Rural, Cristina Almeida, destacou “o enorme esforço e a determinação do governador Camilo Capiberibe para mudar o perfil da agricultura familiar do Amapá”.

Cristina Almeida reforçou que “os investimentos significam não apenas o impulso para a melhoria da produção agrícola, mas um incremento na qualidade de vida das famílias responsáveis em produzir alimentos”.

 

Régis Sanches/Secom

  • Promover o desenvolvimento do Estado do Amapá através do incremento da PRODUÇÃO DE FARINHA, parece ser a única fórmula encontrada pelo PSB desde o governo de 1995 até 2002.
    Mudam os atores mas a peça continua a mesma.
    Óbvio que não têm a mínima condição de governar, pois não possuem propostas de desenvolvimento sério para a sociedade. Apenas muito blá, blá, blá….

  • O Setor Primario de Macapa anda de mal a pior, porem com essas tais de bolsas miseraveis espalhados pelo Brasil todo, juntamente com a falta de investimento de logistica no setor nao poderia dar outra coisa.
    Estamos em ponto estratégico do Planeta, para exportar para o mundo todo, porem temos que suprir as demandas locais e depois pensar mais grande.
    Agora com as politicas, se eh que tem alguma neste Estado, não tem como as coisas avançarem..Eu acredito que isso vai mudar….mas nao com esses politicos de moolo de galinha que temos por aqui…sinceramente..

  • Vale apena tentar investimentos nesse povo (no setor Primário))que traz o alimento para as nossas mesas já que estão esquecidos a anos, sem dúvida é melhor que investir nos especuladores de terras e do “agronegócio”.

  • Eu tenho terreno no interior e sabem qtas famílias plantam por lá? Nen huma, pq com esse bando de bolsas esmolas q são dadas pelo governo o povo não quer ir mais pra roça não. Até ano passado eu ainda conseguia comprar farinha lá na Tessalônica mas nem isso mais. Tá critica o pessoal prefere transportar alunos p escola, mesmo não recebendo em dia do que ter um troco com a roça.

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