Escola da década de 40 e primeira do então território do Amapá, após obra de restauração, será entregue em julho

A Escola Barão do Rio Branco é uma das escolas mais tradicionais do Amapá, e foi inaugurada em 20 de abril de 1946, entregue pelo primeiro governador do Amapá,  Janary Nunes. A instituição leva o mesmo nome da Praça que fica bem em frente. Mas desde 2014, a Escola funcionava em um prédio alugado na Avenida Iracema Carvão Nunes, entre Tiradentes e General Rondon, e atendia cerca de 570 alunos do ensino fundamental do 6º ao 9º ano.

Escola Barão do Rio Branco no ano de 2021

 A 1ª Escola feita de tijolos do Amapá

Grupo escolar Barão do Rio Branco em 1947

 O professor e historiador, Célio Alicio ressalta a importância histórica da primeira Escola feita em alvenaria e que formou grandes autoridades no estado.

“Foi a primeira Escola fundada pelo Janary Nunes e se chamava grupo escolar Barão do Rio Branco. Foi também responsável pela formação de vários alunos, por ser localizada no Centro, era considerada uma escola de elite. As pessoas de famílias mais abastadas cursavam primário no Barão, antes de ingressarem no Colégio Amapaense, Escola Industrial antigo GM e Escola Técnica CCA e IETA. Mas as crianças do antigo Igarapé das Mulheres, hoje Perpétuo Socorro, do Laguinho e formigueiro também estudaram lá. Sem dúvida é um resgate a nossa história essa restauração”, concluiu.

Professor e historiador, Célio Alicio

 

Teatro Cine Territorial

Em 1948, surge o Cine Teatro Territorial, de propriedade do Governo do Território do Amapá, uma das curiosidades é que funcionava nas dependências da Escola Barão do Rio Branco, um espaço também de lazer. O primeiro filme exibido no Cine Teatro Territorial foi “A Grande Ilusão”, (La Grande Ilusion, 1937 , dirigido por Jean Renoir, com o grande elenco)Tendo como cenário a 1ª Guerra Mundial (1914-18), onde dois franceses que sobrevoavam território inimigo são abatidos pelos alemães. Como disse Renoir, a 1ª Guerra Mundial era ainda uma guerra com classe e cavalheirismo.

A grande novidade da obra é que o Cine também está sendo restaurado e será utilizado como um espaço multiuso com fins pedagógicos. A comunidade escolar após a restauração, contará com 23 salas de aula e mais um complexo de compartimentos administrativos e pedagógicos. Todos divididos em quatro blocos. O Cine funcionará por agendamento, assim que for possível a liberação destes ambientes.

Na plateia, entre outros presentes,
o ex-Governador Ivanhoé Gonçalves Martins (na 2ª fila à esquerda de óculos e paletó escuros) e sua esposa(ela também de óculos à direita dele). O General Ivanhoé governou o ex-Território do Federal do Amapá de 10 de abril de 1967 até 6 de outubro de 1972.

Professores que lecionaram no Barão do Rio Branco

Alguns ilustres professores que lecionaram na Escola Estadual Barão do Rio Branco: Teresinha Del Castillo, Graziela Reis de Souza, Cacilda Barreto; Ana Rosa Vilhena, Antônia Gomes, Maria de Belém Mira, Get Maria Magalhães de Almeida, Clarice Lamarão, Maria de Fátima Aquino, Ester Lourenço Chaves, Jalba Jansen. Esses são alguns dos mestres que ajudaram na formação de inúmeros amapaenses.

 

Obra

Após sete anos fechada, à obra do prédio histórico da Escola Barão do Rio Branco foi concluída no final de 2020 pelo governo do Amapá, no centro de Macapá. As obras iniciaram em janeiro de 2019, com limpeza da área externa e isolamento com colocação de tapumes. O investimento custou aos cofres públicos do Estado mais R$ de 6 milhões.

As obras iniciaram em janeiro de 2019.

Durante mais de um ano de obra, foram feitas reforma no telhado, implantação de rampas de acesso para pessoas com deficiência, troca de subestação de energia, o que significa o aumento na capacidade de consumo que saiu de 75KVA para 500KVA. Também houve uma modernização do espaço, as salas de aula foram climatizadas, toda iluminação foi substituída por lâmpadas de led e a quadra poliespoetiva foi totalmente revitalizada.

O investimento custou aos cofres públicos do Estado mais R$ de 6 milhões.

O investimento custou aos cofres públicos do Estado mais R$ de 6 milhões.

Segundo o titular da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf), Alcir Matos a obra não é uma reforma.  “Não gosto de chamar de reforma e ampliação, é uma obra de restauro porque fizemos de tudo para conservar as linhas arquitetônicas originais do prédio. Mantivemos o máximo que pudemos. Apesar de todas as adequações, Matos, a escola ainda tem boa parte de sua memória e identidade”, explicou.

Secretário de Infraestrutura, Alcir Matos, governador, Waldez Góes e secretária de Educação, Goreth Souza

Entrega

Mesmo coma a escola pronta, as aulas em formato híbrido só devem retornar quando os profissionais da Educação, o que inclui:  professores, merendeiras, porteiros, serviços gerais, os que integram o quadro de funcionários estiverem todos vacinados.

No novo espaço, são 23 salas de aula com instalações modernas e climatizadas

“A entrega do prédio histórico tem previsão para o mês de julho e só não foi inaugurada, por conta dos índices epidemiológicos do Coronavírus. Mas, as atividades da escola já estão ocorrendo no prédio novo.  O contrato com o prédio antigo onde funcionava a  escola já foi finalizado”, explicou a  secretária Adjunta de Apoio à gestão, Keuliciane Baia.

 

 Fotos: Erich Matias, Lilian Monteiro, Arquivo Seinf e Porta Retrato AP.

 

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