Entrevista do Domingo

Na entrevista de hoje, a linda e doce Leda Farias Rêgo, médica obstetra, ginecologista e mastologista, queridinha de boa parte do mulherio de Macapá, pela competência e dedicação com que pratica a medicina. Leda é paraense, atua no Amapá e aqui teve seus três filhos. É casada com o médico Aljerry Rego.

O que a trouxe para o Amapá – O amor. Eu conheci o Aljerry na residência médica em São Paulo, quando começamos a namorar. Ele resolveu voltar para o Amapá e eu vim junto.

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Qual a primeira impressão ao chegar em Macapá – Pra quem morava em São Paulo era uma grande diferença. O impacto profissional foi grande.  Mas também deu uma imensa vontade de colaborar, tanto de minha parte, quanto do Aljerry. E é o que temos feito.

A cara de Macapá – A Fortaleza. É linda. E é um lugar de paz e tranquilidade. Quando estou cansada ou estressada, só de passear lá e já me sinto bem. Ela me revigora espiritualmente.

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Pra curtir o final de semana – Passear na orla de Macapá. Sempre.  E comer Camarão no Bafo, no Lamaru ou na Flora.

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Uó em Macapá – Os buracos nas ruas. E principalmente o não cumprimento das regras do trânsito por parte dos motoristas.  Em São Paulo, por incrível que pareça, é melhor de dirigir do que aqui, apesar dos congestionamentos. As pessoas respeitam as leis do transito.

Uma referencia no Amapá – O jornalista Correa Neto, que faleceu este ano. Ele exercia o jornalismo com liberdade e autonomia. E sem medo.

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Um bairro ou uma rua, em Macapá ou em qualquer lugar do mundo – Uma cidade inteira. Gramado. Pela organização e pelo zelo da população com a cidade.

 

Um roteiro no Amapá – O município de Mazagão, que é muito agradável. É onde mais vou, por ser um lugar onde a família de meu marido tem sítio. Gostaria de viajar mais pelo Amapá. Mas a falta de estrutura nos municípios atrapalha. Com três filhos pequenos a gente precisa de uma estrutura mínima pra ficar.

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O jeito de ser do povo daqui – Um povo muito acolhedor. Amigável. Que cuida da gente. Fui  muito acolhida no Amapá. Aqui as pessoas abrem as portas de sua casa pra gente.

Sua opinião sobre o programa “Mais médico” da presidente Dilma – Acho que houve uma inversão. O certo seria primeiro melhorar a estrutura das unidades de saúde, com mais leitos, ambulatórios, diagnósticos, medicamentos, e aí sim trazer médicos, principalmente especialistas. Eu não sou contra trazer médicos estrangeiros. Desde que tragam médicos bem qualificados que revalidem seu diploma como outros profissionais. Temo que esse programa seja mais marketing, pra acalmar as ruas, do que um programa efetivo pra melhorar a saúde para todos.

Temos que ter cuidado para que os jovens brasileiros não saiam do Brasil para ir estudar medicina em outros países, em cursos de qualidade inferior, como na Bolívia, por exemplo,  pra não ter que passar a fazer uma faculdade em 8 anos.

A impressão que tenho é que querem implantar a medicina do pobre. Quando deveriam trabalhar por uma saúde de qualidade para todos, pobres e ricos.

 

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