Entrevista do Blog

Iniciamos nesse domingo, nova sessão de entrevistas no blog. Já fizemos as séries “Macapá, Marejando o meu Olhar” e “Blá da Tribo do Blog”. Iniciamos essa com um formato bem leve, pra falar de pessoas e coisas do Amapá. Ainda não tem nome. Já surgiu o nome “Pessoal do Meio do Mundo”, mas gostaria de fazer uma enquete e ver a opinião de vocês, que podem sugerir outros nomes para a entrevista do blog.

 

A entrevistada de hoje é a advogada Telma Duarte, presidente da Confraria Tucuju. Ela anda agitando a cultura na cidade nos últimos anos, resgatando sua memória e revelando talentos. Telma nasceu em Macapá, no bairro do Laguinho. Passou parte da sua vida em Belém, quando seus pais foram estudar e trabalhar lá. Telma é filha do engenheiro Henrique Duarte(falecido) e de D. Nazaré, que era funcionária da representação do AP em Belém. Voltou para Macapá já formada advogada para trabalhar no seu estado.

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Um lugar de ontem e um lugar de hoje – De ontem, Belém, especialmente a Cidade Velha, onde passei parte da minha infância e adolescência. De hoje, a rua General Rondon, próximo a Praça da Bandeira, na esquina do Bar Xodó, onde moro há 32 anos.

Cidade Velha
Cidade Velha

Tem a cara de Macapá – A Dos Anjos. Ela tem a cara de Macapá. Parece uma pororoca, quando chega, mas ao mesmo tempo tem a ternura de uma roda de marabaixo. Tem o respeito pelos nossos pioneiros e a fé de nosso Glorioso São José.

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Qual a trilha sonora da sua vida – As músicas de Caetano Veloso. Embalaram todos os meus anos de faculdade na década de 70. Tigresa. It’s a Long Way, Força Estranha,  Elegia e tantas outras belas canções.

O melhor lugar do mundo – Minha terra. Onde eu vivo. Eu viajo para tudo quanto é lugar, mas eu gosto é de voltar pra cá.

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E o que é ruim em Macapá – A falta de amor com nossa cidade. Essa poluição visual e sonora. Nossas calçadas tomadas. Quero nossas ruas largas e lindas, limpas. Que acabe essa desorganização que afeta Macapá na última década.

Uma pessoa genial – Macapá tem muitas pessoas geniais, falarei sobre os de minha área. Destaco o advogado Vagner Gomes, aprendi muito com ele. E Cícero Bordalo, era carinhoso e tinha um trato especial com os novos advogados.

Vagner Gomes, rodeado, na Confraria Tucuju
Vagner Gomes, rodeado, na Confraria Tucuju

Um bairro ou uma rua – A rua Mendonça Furtado. Quando passo nessa rua tenho alegria. Conheço-a do inicio ao fim. Nela tinha o escritório do meu pai e é onde fica a sede da Confraria Tucuju.

 

Av. Mendonça Furtado. Foto: Rostan Martins
Av. Mendonça Furtado. Foto: Rostan Martins

Artes ou coisas do povo daqui – Eu convivo com os artistas de todos os segmentos culturais na Confraria. Temos muitos artistas talentosos que precisam um pouco mais de apoio e respeito.

Panelas do Maruanum
Panelas do Maruanum

Pensando o Amapá – O Amapá precisa de um projeto cultural, que seja um Projeto de estado, para 50 anos. Nós temos que ter um caminhar. Nossa cultura é exótica e linda. Nossos traços Maracá-Cunani não são conhecidos pela própria população daqui e estão sendo usados por arquitetos do Brasil, e aqui não. Vi outro dia um arquiteto famoso do Brasil na TV, mostrando a decoração de uma casa e que em umas paredes ele decorou com traços indígenas dos Waiãpis. E disse que eram dos índios do Amapá.

Ao trabalhar com cultura, o estado educa, preserva, avança na cidadania de seu povo. Cultura é a porta de desenvolvimento de qualquer lugar.

  • Amiga que há muito não vejo. Pessoa extraordinária e alto astral. Filha de um grande amigo dos meus pais e meu professor o saudoso Engº Henrique Duarte. beijos

  • ai está um pessoal que soma muito para o amapá, o trabalho dessa confraria é muito interessante, eu como sulista, dou muito valor ao trabalho dessas pessoas, gostar de sua terra natal é natural, trabalhar para valoriza-lá é muito especial….

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