Embrapa chega aos 46 anos, pronta para novos desafios

 

Criada para revolucionar a forma de produzir alimentos no País, por meio da ciência, a Embrapa completa 46 anos nesta sexta-feira, 26/04. Nos últimos 40 anos, a Empresa contribuiu para que o Brasil aumentasse em cinco vezes a produção de grãos – em 240% a produção de trigo e milho, 315% a produção de arroz, sem contar a elevação da produtividade do setor florestal em 140%, e o triplo do setor cafeeiro.

No Amapá, a Embrapa está presente desde 1980 quando foi criado o Núcleo de Pesquisa Agropecuária do Amapá, vinculado ao então Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico Úmido, com sede de Belém (Pará).

Atualmente, a Embrapa Amapá funciona como um centro de pesquisas ecorregional, com sede em Macapá e três campos experimentais (Fazendinha, Cerrado e Mazagão), diversos laboratórios e uma biblioteca especializada. Atua no território do Amapá e Estuário Amazônico (ponto de encontro entre o rio e o mar, entre os estados do Amapá e Pará), em parceria com instituições de pesquisa locais, instituições de ensino superior, órgãos de extensão rural e florestal, associações de agricultores, de agroextrativistas, escolas famílias rurais e outras entidades do setor produtivo de vários segmentos.

Um dos destaques alusivos aos 46 anos da Empresa é o Lucro Social de 2018 que chegou a R$ 43,52 bilhões. Para cada real aplicado na Embrapa no ano passado, foram devolvidos R$ 12,16 para a sociedade. Os dados são da última edição do Balanço Social, publicado em abril deste ano. Esse valor foi obtido a partir da análise do impacto econômico de 165 soluções tecnológicas e de cerca de 220 cultivares desenvolvidas pela Empresa.

Entre as tecnologias da Embrapa Amapá publicadas no Balanço Social 2018 estão o choque térmico no processamento do açaí em batedeiras; a transferência de conhecimentos para cultivo de bananeiras resistentes à Sigatoka-negra e da cultivar de açaí de terra firme BRS-Pará; a adaptação do Sistema Bragantino de produção de alimentos para as peculiaridades do Amapá; e capacitações em manejo de açaizais nativos de mínimo impacto.

Dulcivânia Freitas

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