Embrapa Amapá tem novo Chefe-Geral

O pesquisador Antonio Claudio Almeida de Carvalho assume o cargo em 1º de fevereiro

O pesquisador Antonio Claudio Almeida de Carvalho, 58, assume nesta segunda-feira, 1º de fevereiro, a chefia-geral da Embrapa Amapá (Macapá, AP), em substituição ao pesquisador Nagib Melém, que se despede da função após três anos. O novo chefe-geral foi aprovado em processo de seleção interna conduzido pela Diretoria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ele ingressou na empresa há quase 34 anos, recém-graduado Engenheiro Agrônomo.

Antonio Claudio exercerá o mandato por dois anos, com possibilidade de renovação por mais dois períodos. Foram nomeados com ele, a pesquisadora Cristiane Ramos de Jesus para a chefia adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento; o pesquisador Jô de Farias Lima para a chefia adjunta de Transferência de Tecnologias; e o técnico Izaque Pinheiro para a chefia adjunta de Administração.

O novo chefe-geral da Embrapa Amapá é Engenheiro Agrônomo formado pela então Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (Fcap), atualmente Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Possui mestrado em Estatística e Experimentação Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e doutorado em Desenvolvimento Socioambiental pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (NAEA/UFPA), com uma tese sobre a valoração das áreas de Reserva Legal da Amazônia pela maximização dos produtos florestais não-madeireiros.

Ingressou na Embrapa Amapá em maio de 1987 ainda recém-graduado, no primeiro concurso público deste centro de pesquisa. Na Embrapa Amapá, Antonio Claudio já exerceu cargos de Chefe Geral Interino e Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologias. Em períodos cedidos para o Governo do Estado do Amapá, exerceu os cargos de Secretário de Estado de Meio Ambiente; de diretor-presidente do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA); e de Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia.

Embrapa Amapá

A Embrapa Amapá é uma das 43 Unidades Descentralizada da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Tem sede em Macapá (AP) e atua na geração e adaptação de tecnologias, serviços e recomendações em aquicultura e pesca, recursos florestais, proteção de plantas e agricultura sustentável. O portfólio de pesquisa inclui espécies como tambaqui, pirarucu, tracajás, camarão-da-amazônia, cipó-titica, pau-mulato, castanha, açaí, banana, mosca-da-carambola, soja, milho, feijão, mangaba, citrus, mandioca, café, entre outros.

Esta Unidade da Embrapa também atua em projetos vinculados ao conceito da bioeconomia https://www.embrapa.br/tema-bioeconomia/sobre-o-tema), um modelo de produção industrial baseado no uso de recursos biológicos. Está alinhada ao esforço de gerar dados para contribuir com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que é a Agenda 2030 compactuada pela Organização das Nações Unidas (ONU) voltada para erradicação da pobreza e proteção do planeta.

Políticas Públicas

Entre as pesquisas que geram dados e informações para políticas públicas estão o Zoneamento Ecológico-Econômico do Amapá (ZEE-AP), o Sistema Bragantino (tecnologia desenvolvida pela Embrapa do Pará e adaptada ao Amapá); e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (para milho, feijão-caupi e soja). Também contribui para a atualização da lei do manejo da cipó-titica, um produto florestal não-madeireiro de expressiva importância econômica, ambiental e social para o Amapá; estudos estratégicos e atualização dos hospedeiros da mosca-da-carambola; instalação de fossas sépticas biodigestoras em comunidades ribeirinhas do Estuário Amazônico (Afuá/PA) e disseminação de boas práticas de fabricação de açaí em batedeiras visando garantir um alimento seguro.

Parcerias estratégicas

Os diversos parceiros da Embrapa são reconhecidos como co-protagonistas dos esforços visando o desenvolvimento sustentável, a exemplo dos órgãos dos governos federais, estaduais, municipais, instituições de ensino, agências de fomento, profissionais da comunicação, e programas como o Fundo Amazônia, que atualmente financia 19 projetos da Embrapa na Amazônia Legal.

Outro aliado da Embrapa Amapá é o Sebrae, por meio de cooperação técnica e financeira para promover o acesso a inovações tecnológicas no beneficiamento do açaí e de frutíferas diversas como abacaxi, banana, cupuaçu, além de hortaliças e mandioca. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) também se configura nas parcerias para viabilizar projetos inovadores, a exemplo da Escola do Açaí a ser instalada no município de Santana, para oferecer capacitação a batedores de açaí, estudantes, e outros elos desta cadeia produtiva.

Outras parcerias relevantes são as instituições da Rede Integrada de Pesquisa do Estado do Amapá (Ripap), formada por tradicionais parceiros como o Instituto Estadual de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa), a Universidade Federal do Amapá (Unifap), a Universidade do Estado do Amapá (Ueap), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFAP), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Faefap), entre outros.

Banca federal – A bancada federal do Amapá também soma esforços no fortalecimento da Embrapa Amapá, por meio de emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União. Como exemplo os laboratórios de aquicultura e pesca, e transferência de tecnologias para indígenas de Oiapoque (Janete Capiberibe); instalação do gerador de energia elétrica (Roberto Góes); equipamentos para Escolas Famílias Rurais (Fátima Pelaes); reforma do Campo Experimental de Fazendinha, suporte computacional para toda a Embrapa, transferência de tecnologias para mandioca (Davi Alcolumbre); capacitação para fabricação de matapis (Aline Gurgel); transferência de tecnologias para mandioca e banana (Cabuçu Borges); fossas sépticas biodigestoras para comunidades ribeirinhas (Camilo Capiberibe); tanques escavados para cultivo de peixes e tracajás, e projeto ambiental na área do Igarapé da Fortaleza (João Alberto Capiberibe); infraestrutura de laboratórios (Jurandil Juarez); infraestrutura do Campo do Cerrado (Marcos Reátegui); infraestrutura de laboratórios (Papaléo Paes – in memoriam); pesquisa e transferência de tecnologias em aquicultura e pesca (Professora Marcivânia); e sistema de irrigação do Campo Experimental do Cerrado (Luiz Carlos).


Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *