Deu na Veja. Randolfe rebate ameaça de Bolsonaro

Por Gustavo Maia -Veja

 

O senador Randolfe Rodrigues, líder da oposição ao governo Bolsonaro no Senado, rebateu há pouco a ameaça que o presidente fez a ele durante ligação com o seu colega, Jorge Kajuru, no sábado. No trecho com a menção a Randolfe, revelado por Kajuru só nesta segunda-feira, Bolsonaro diz que “vai ter que sair na porrada com um bosta desse”, se “a canalhada do Randolfe Rodrigues” participar da CPI da Covid-19 e “começar a encher o saco”.

“A violência costuma ser uma saída para os covardes que têm muito a esconder. Não irão nos intimidar! Especialmente porque sabemos que a fraqueza desse governo está em todos os âmbitos. Nossa única briga será pelo povo! Pela vacina e por comida na mesa!”, escreveu Randolfe pelo Twitter, no final da manhã.

No trecho da ligação, revelado por Kajuru em entrevista a José Luiz Datena, na Rádio Bandeirantes, o senador diz que não faz questão de não participar da CPI se ela for “revanchista”, ao que Bolsonaro rebate:

“Se você não participa, daí a canalhada lá do Randolfe Rodrigues vai participar. E vai começar a encher o saco. Daí eu vou ter que sair na porrada com um bosta desse”.

Mais cedo, em conversa com apoiadores, Bolsonaro reclamou que foi gravado em conversa telefônica, sem citar Kajuru, e comentou: “A que ponto chegamos no Brasil aqui? Gravado…”. Quando um simpatizante apontou que era “sacanagem vazar áudio”, Bolsonaro desafiou Kafuru a divulgar “tudo” da sua parte. A princípio, o parlamentar não divulgou a íntegra da conversa por telefone.

“Não, não é vazar… é te gravar. a gravação, só com autorização judicial, agora gravar o presidente e divulgar? E outra, só pra controle: falei mais coisa naquela conversa lá, pode divulgar tudo da minha parte, tá?”, afirmou o presidente. Dito e feito.

No início da tarde, Randolfe enviou ao Radar a seguinte mensagem sobre a bravata do presidente:

“A briga que estou preocupado é colocar vacina no braço e comida no prato dos brasileiros. Em homenagem às mais 350 mil vidas perdidas de compatriotas nossos, é a única luta que todos os agentes públicos a essa altura devem ter. Em homenagem às mais 350 mil famílias enlutadas, é o único esforço que nós devemos desprender. Em homenagem aos milhões que estão passando fome por conta do agravamento da pandemia, é o único foco que nós devemos ter. O único. É lamentável que o presidente da República esteja a essa altura preocupado com outras brigas que não sejam essas.”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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