Covid-19: Promotoria da Saúde alerta para alto risco de contágio e cobra plano de ação emergencial do poder público

Diante dos boletins epidemiológicos do período de 25/10 à 31/10, do Governo do Estado (GEA) e da Prefeitura de Macapá (PMM), ambos indicando ALTO RISCO de contágio da Covid-19, a Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público do Amapá (MP-AP) alerta a população para o recrudescimento da pandemia do novo coronavírus no Amapá e cobra plano de ação emergencial do poder público, a fim de assegurar o atendimento necessário à comunidade.

 

A alta no número de casos da Covid-19 já vem sendo acompanhada nas últimas semanas pela Promotoria da Saúde, que chegou a recomendar o aumento imediato de leitos clínicos e de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no Hospital Universitário (HU), referência para o atendimento de pacientes em casos graves. Os dados desta segunda-feira (9), até às 18 horas, revelavam que dos 53 leitos clínicos, havia apenas um vago e, dos 42 leitos de UTI, somente dois vagos, com a possibilidade do estado aumentar o número de leitos até o fim da noite de hoje.

 

Em meio a esse aumento dos casos de Covid-19, o que levou o GEA e PMM a decretarem medidas de restrição, visando aumentar o isolamento social, o Amapá sofreu a maior crise energética da sua história, causando consequências incalculáveis em todos os níveis, forçando a população a se aglomerar em filas por suprimentos básicos.

 

“Antes mesmo do apagão já estávamos registrando o início de uma segunda onda de covid no Amapá. Os dados dos Comitês Científicos não deixam dúvida. De pouco adianta decretar medidas de restrição e não fiscalizar. Essa ausência do poder público torna qualquer medida restritiva pouco efetiva. O caos, provocado pelo apagão, só tende a piorar ainda mais esse quadro. Por isso, precisamos alertar e conscientizar a comunidade: a pandemia não acabou!” manifesta a titular da 1ª Promotoria da Saúde, Fábia Nilci.

 

Macapá está no nível roxo; entenda a classificação de riscos

 

A escala de monitoramento epidemiológico vai de zero a 40, onde zero representa risco muito baixo e 40 risco muito alto. Conforme o Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde, Macapá se concentra na faixa de Risco Muito Alto – de sinalização Roxa – com 35 pontos, sendo necessário, portanto, adotar Medidas de Restrição Máxima, ou seja, quarentena, associadas às demais medidas não-farmacológicas e mais efetivas.

 

Essas ações são indicadas para redução da velocidade da propagação do vírus e diminuição da necessidade de hospitalização, prevenindo, assim, um colapso no sistema de saúde.

 

O Ministério Público do Amapá está monitorando diariamente a situação em todas as unidades de saúde e reforça que o quadro atual está muito perto de superlotação.

 

“É nosso papel fiscalizar e alertar a população sobre o que, de fato, está acontecendo. Não vamos ficar de braços cruzados. Estamos cobrando providências imediatas do poder público, mas, também, precisamos que a população esteja ciente e adote as medidas de segurança sanitária. Façamos a nossa parte”, reforça a promotora.

 

Com o restabelecimento parcial do fornecimento de energia, a Promotoria da Saúde informa que está funcionando – das 8h às 12h, no Complexo Cidadão da Zona Norte e das 8h às 17h, em caráter excepcional, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, localizada no Araxá, onde a comunidade pode tirar dúvidas e fazer denúncias.

 

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

Gerente de Comunicação – Tanha Silva

Núcleo de Imprensa

Texto: Ana Girlene

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