Coluna Café com Notícia

Por Márcia Corrêa e Ana Girlene

Na mira do CNJ

Corregedora do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, ministra Eliana Calmon, considerou haver indícios suficientes para a deflagração de processo administrativo disciplinar contra o juiz federal João Bosco Soares. Segundo a ministra, há clara constatação de que o magistrado descumpre “reiteradamente as determinações impostas pela Corregedoria Regional da 1ª Região, especialmente no que se refere à abstenção de participação ativa do magistrado em solenidades de conotação política (…)”.

Na mira do CNJ II

João Bosco responde a procedimentos movidos por procuradores do Ministério Público Federal – MPF, que acusam o magistrado de atuar com morosidade excessiva nos processos sob sua responsabilidade; praticar atos desnecessários e em desacordo com as normas processuais, especialmente pela realização de inúmeras audiências públicas e outros atos considerados incompatíveis com o cargo que ocupa.

Para onde vai a Dalva?

A deputada federal Dalva Figueiredo (PT) ainda não decidiu quem terá seu apoio nas eleições municipais da capital. Adepta da política feita com muito “café no bule” tem reunido com alguns candidatos, mas não bateu o martelo, o que só deve acontecer no final do mês de agosto. Enquanto isso faz visitas ao interior. Neste final de semana esteve em Laranjal do Jari, onde seu candidato Eliseu Viana disputa coligado com PC do B e PSOL. Lá, a cabeça de chapa é do Partido dos Trabalhadores.

Depressão

Giovana Lopes, fisioterapeuta do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador – CEREST revelou durante a semana em entrevista ao Café com Notícia que é acentuado o número de servidores da educação e saúde que chegam ao centro com sintomas avançados de depressão. “São trabalhadores expostos ao contato diário com pessoas em atividades desgastantes e que não contam com serviço de apoio. Estamos fechando os números, mas posso adiantar que são muitos os casos”, disse.

Poetas fora da Bienal

Parte considerável dos poetas e escritores do movimento literário Poesia na Boca da Noite corre o risco de não participar da Bienal Internacional do Livro, que acontecerá em agosto na capital paulista. Os poetas foram convidados pela Editora PerSe para lançar o livro de poesias do grupo e fazer apresentações em praças da cidade e no local do evento. Sem o dinheiro das passagens e hospedagem, muitos não poderão ir. Há poetas de 7 a 70 anos no grupo, uma experiência que, sem dúvida, merece ser olhada.

 

Jogando a toalha

Vereador Luizinho Monteiro, único vereador do Partido dos Trabalhadores na capital, admitiu estar fora da disputa eleitoral deste ano. Barrado pela Lei da Ficha Limpa, Luizinho teve seu recurso negado e disse que não vai mais recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral – TRE. “Isso é muito desgastante. Não vou expor minha família e nem a mim. Depois fica uma campanha cheia de insegurança, e no final a gente ganha, mas não leva”, revelou para a coluna.

Café pingado

Discurso de austeridade

Atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Favacho (PMDB), faz malabarismo retórico na hora de imprimir um tom de austeridade em seu discurso sem “ofender” o presidente afastado, deputado Moisés Souza. Fala das medidas que vem adotando como se tudo estivesse transcorrendo na maior tranquilidade. No pacote, mandou suspender os pagamentos com publicidade e encaminhou os contratos para assessoria jurídica.

Quem manda no dinheiro é a AL

Além de dizer que o governador “meteu a mão” no dinheiro dos poderes, referindo-se ao corte no duodécimo do Judiciário, o presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, desembargador Mario Gurtyev, falou que “quem manda no dinheiro do estado é a Assembleia Legislativa. O governador é apenas depositário do dinheiro, mas não pode decidir nada”.

Os números do medo

Pesquisa inédita realizada pelo Ministério da Justiça ouviu 75 mil pessoas nas 27 capitais brasileiras para saber o impacto que a violência tem na vida das pessoas. 70,3% dos moradores de Macapá disseram que deixam de ir a alguns lugares por causa da criminalidade; 59,1% afirmaram que deixam de ir a certos bancos e caixas eletrônicos pelo mesmo motivo. Por outro lado, é pequena a proporção dos que possuem alarme em residências, 5,8% e apenas 2,2% afirmaram possuir vigias armados em suas casas.

 

  • Sobre a nota “números do medo”, ela estaria 100% correta se informasse que a pesquisa foi realizada com 75 mil pessoas, entre 2009 e 2010, pelo Data Folha e pelo Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) da Universidade Federal de Minas Gerais, conforme revela a revista VEJA.

  • A pesquisa sobre segurança foi realizada nos anos de 2009 e 2010, mas foi publicada somente agora. São, portanto,os dados mais recentes. Enquanto o Amapá não fizer suas próprias estatísticas fica difícil questionar no “achômetro”. Tem que investir em pesquisa e produção científica! Posso dizer que tem muito servidor da área especialista que poderia ajudar.

    • Vejo a falta de interesse desses profissionais pois os dados existem, acho que os “profissionais” interessados é que não!

  • IBGE realizou aqui no Amapá em 2010 a pesquisa de Vitimização como suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, e buscou, com o maior detalhamento possível, traçar o perfil socioeconômico das vítimas de roubo, furto, agressão física e tentativa de furto ou roubo.

    Características relevantes dessas ocorrências criminais foram pesquisadas.
    Foram vistas, também, questões comportamentais tais como a sensação de segurança e atitudes de prevenção da violência.
    No tema Justiça, analisado em convênio com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), buscou-se conhecer os tipos de conflitos vividos pela população nos últimos cinco anos e como as pessoas tentaram resolvê-los, com acionamento do Poder Judiciário ou de instância alternativa.
    Também foram objeto de estudo os motivos que tenham desestimulado as pessoas a buscar a Justiça ou a procurar outros modos de solução.

    Os dados foram divulgados e está a disposição

  • Sabe o que é mais enoja… Isso fica guardado e não é levado para os profissionais da área discutir e estabelecerem mecanismos de atuação e ajustes nas políticas adotadas pelas instituições.
    Quando surgem crises aparecem mentes premiadas com suas formulas mágicas.

  • Digníssima e “imparcial” “jornalista”, faltou dizer que essa pesquisa foi realizada aqui em Macapá em 2010. Digo pq participei e o questionário continha umas 20 perguntas, não entendo pq usaram apenas as que a região norte e nordeste se sairiam pior por fatores culturais. Vcs tem que aprender a ler pra depois começar a transcrever!

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