CARTA ABERTA A OPERADORA TIM

Renivaldo Costa – jornalista

Meu calvário em relação a operadora Tim começou no dia 12 de agosto de
2009, uma quarta-feira. Acompanhado de minha mulher, fui a uma loja da
operadora, localizada na avenida Padre Julio, no bairro Central, para
comprar um celular. Cheguei à loja às 18h05. Na porta, estava escrito
que o atendimento prosseguiria até as 18h30, mas duas funcionárias que
abordei se negaram a atender-me e orientaram-me a retornar outro dia,
pois não haveria tempo de fechar a transação de compra naquele dia.
Falei então com uma terceira funcionária e a convenci a pelo menos
escolher um aparelho, no que retornaria no dia seguinte logo cedo
apenas para concretizar a compra. Ela concordou e escolhi um celular
marca Sony Erickson modelo F305, no valor de R$ 399.
No dia seguinte, uma quinta-feira, dia 13 de agosto, por volta das 8h
da manhã, retornei à loja e na vitrine o valor do aparelho continuava
o mesmo. Mas para minha surpresa, ao fechar o negócio, fui avisado
pela funcionária, de prenome Rubia, que na madrugada a loja teria
recebido um e-mail orientando a atualizar o preço do produto para R$
693,00, sendo que a vista o preço cairia para R$ 529,00.
Pasmem! Pois da mesma forma o fiz. De um dia pra outro o produto
sofreu majoração que quase 75%. Imediatamente liguei para o Procon e
fui atendido pela própria presidente, advogada Alba Nize Caldas. Ela
tentou, por telefone, esclarecer à vendedora Rubia Quellen que a
cobrança era abusiva e que, na duplicidade de preços, a lei
determinava a escolha pelo menor valor. A vendedora não se
sensibilizou mesmo com a declaração da presidente do Procon de que
mandaria uma equipe para fiscalizar a loja e apurar o fato.
Como queria muito o aparelho, paguei o valor pedido pela loja, R$
529,00 (a vista, com desconto, o que é ilegal, mas vá lá!). No momento
de receber a nota fiscal, fui ainda coagido a assinar o verso da nota
fiscal, sob pena de não receber a nota, onde consta que a loja apenas
trocará aparelhos que apresentarem defeitos em até sete dias, o que
contraria o Código de Defesa do Consumidor.
Pois bem, senhores, mas meu calvário não termina aí. Levei o caso ao
Procon. Na audiência, a preposta da Tim, cujo nome preservarei,
comentou comigo: “Acho bom o senhor levar o caso à justiça, a Tim
dificilmente faz acordos no Procon. Prefere que o caso vá para a
esfera judicial porque a empresa ganha tempo e muita gente acaba
desistindo, em função da demora da justiça.”
Sem um acordo no Procon levei o caso à Justiça, pedindo que a empresa
fizesse cumprir o valor estipulado na vitrine, como determina a lei, e
devolvesse em dobro aquilo que tivesse sido pago a mais, além de
exigir uma indenização pelos danos sofridos até a presente data. Na
audiência, ocorrida em 12 de novembro de 2009, compareci ao Juizado e
fui convencido pela razão que o melhor seria um acordo. Ademais, o
advogado da operadora era alguém por quem tenho respeito, admiração e
estima, o doutor Cícero.
O prazo para a empresa depositar o valor acordado expirou há algumas
semanas e sequer consigo obter alguma informação. Em contato com a
advogada da Tim, a doutora Carla Bordalo, fui até encorajado a pedir a
execução visto que ela não vislumbrava em curto prazo uma solução para
o impasse. É o que farei. Mas quis também compartilhar com vocês meu
calvário como forma de demonstrar a forma desrespeitosa como uma das
maiores operadoras de telefonia do país trata seus clientes.
Infelizmente não sou o único.

  • faz sentido em relação a buscar os nossos direitos, realmente nós(consumidores) deixamos muitas vezes de “brigar” por nossos direitos por puro comodismo, ele agiu certo mesmo em buscar aquilo que considera seu direito enquanto consumidor, mas tenho uma observação: Já que houve o problema com relação ao preço, por que então ele não utilizou o seu livre arbítrio e simplesmente foi a outra loja? é um caso a se pensar, pois temos também esse direito.

    • De fato eu poderia ter ido a outra loja mas como trabalho com assessoria de imprensa, procuro não mudar o numero de telefone em função do transtorno que isso acarreta.

      • Hoje as pessoas são donas dos números, não as operadoras. É lei. A estória tem pontas soltas demais. Não bate. A Tim não é santa ms a diretora da Procon não tem mais moral nem com balconista? Tenta falar com o papa. A operadora é Italiana.

        • Vc já tentou garantir a PORTABILIDADE aqui no Amapá? O sistema está na idade da pedra. Procure uma operadora? Eu já tentei.

  • Vocês lembram daquela música do Geraldo Vandré que dizia “É a volta do ció de aroeira no lombo de quem mandou dá”? Não tô dizendo que é o caso do Renivaldo, mas muita gente migrou pra Tim depois que se espalhou na cidade que havia um “esquema” na operadora que permitia que as pessoas fizessem inúmeras ligações, inclusive a cobrar, sem pagar nada. Bastava digitar um código que andava rolando aí pela cidade. Aí, como tem muita gente metido a esperto, milhares de pessoas abandonaram as suas operadoras e foram pra Tim. Só que o esperto tem vida curta. Agora taí todo mundo reclamando, mas ninguém reclamava quando trapaceava a empresa. Não quero dar uma de advogado do diabo, mas pra muita gente que se beneficiou com aquele esquema, é bem feito. As pessoas tem que aprender a querer fazer as coisas direito, só assim mudaremos a sociedade em que vivemos. Não vale querer ser honesto apenas quando estamos sendo lesados.

  • Renivaldo, espero que vc tenha mais sorte que a minha esposa. Ela teve um problema com uma operadora por causa de um aparelho celular. Fomos ao PROCON e lá nos orientaram que fossemos procurar a justiça. Procuramos as “pequenas causas” em 2007. Já se pasaram 3 anos e nada de resolverem o problema da minha esposa. A justiça só resolve rapidamente quando o réu POBRE, aí ela cresce e aparece, mas quando se trata de alguém que tem dinheiro, ela faz vista grossa. Este ano, vai vai fazer 4 anos que essa situaçao está rolando. Só acredito mesmo, é na JUSTIÇA DE DEUS. Essa sim, não falha.

    • Procurei ontem o Juizado Sul para pedir a execução. A funcionária me falou que vai fazer o pedido mas vai demorar pq o juiz tá de férias, o contador tá de férias, e o pessoal do Bacen também tá de férias. Há muito tempo deixei de acreditar na justiça do Amapá. Ela tarde e muitas vezes falha.

  • Bem,tbm tive problemas com a TIM, meu caso foi diferente, mas fui mal tratada e desreipeitada dentro da loja, em primeiro lugar pensei em ir no PROCON, mas fui no Juízado Sul, levou tempo sim minha ação contra a empresa, mas não desisti, e eles foram condenados e pagaram a mim por danos morais. Penso que é por ai, não devemos desistir por mais que demore. Aqui as operadoras, os serviços de um modo geral, fazem pouco caso dos clientes. Tipo assim: Quer tem esse, não quer esse então dane-se. Só que comigo não funciona mais, leve o tempo que levar, vou continuar sendo a consumidora exigente que sou. Como diz a Lady Kate: TÔ PAGANDO!!!!!!

  • É caro amigo, a Tim “TI” enganou. Saiba que a empresa tem estudos minuciosos que prevêem esses fatos com o consumidor, e a solução dela é sempre tirar vantagens!

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