Bora se meter embaixo da mesa, pessoal! Olha essa matéria de O Globo

Amapá, terra fértil em fraudes com dinheiro público

Jailton de Carvalho ([email protected]), enviado especial

BRASÍLIA – A Operação Voucher levou 36 pessoas acusadas de corrupção ao Instituto de Administração Penitenciária de Macapá, pôs em xeque o mandato da deputada Fátima Pelaes (PMDB), mas nem por isso alterou a rotina da população local. O Amapá já parece se acostumar a ser alvo de operações da Polícia Federal. De 2003 até o momento, a PF realizou 39 ações de combate ao desvio de verbas da saúde, da educação, e de obras, entre outras, em Macapá e adjacências.
As operações, algumas entre as mais impactantes da polícia, resultaram na prisão de um número recorde de pessoas. Nos últimos oito anos, foram detidos 308 políticos, servidores públicos e empresários acusados de fraudes com dinheiro repassado pelo governo federal. Os dados foram compilados por dirigentes do PSOL local. A última incursão da polícia em nichos de corrupção no estado aconteceu há menos de um ano. Cerca de 75% da economia do Amapá gira em torno de verbas públicas.

Deflagrada uma semana antes do primeiro turno das eleições, a Operação Mãos Limpas resultou na prisão do governador Pedro Paulo (PP), em pleno exercício do cargo; do ex-governador Waldez Goes (PDT) e do presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amajás (PSDB), entre outros influentes políticos da região. O ex-governador João Capiberibe (PSB) também teve o mandato de senador cassado em 2005 depois de ser acusado de compra de votos.

O senador Randolfo Rodrigues (PSOL-AP) diz que o alto grau de corrupção dos poderes públicos não é uma exclusividade do Amapá, mas reconhece que no estado o problema, de fato, é grave. Historiador por formação profissional, Rodrigues argumenta que desvios de conduta têm origem nas elites que se apoderam do estado ao longo de sua formação. O isolamento geográfico também teria ajudado a reforçar a sensação de que ninguém seria punido por mais tosco que fossem os crimes.

– Criou-se aqui uma cultura muito forte de se misturar o público com o privado, e muitos se valem da impunidade em torno disso – afirmou o senador.

Um dos primeiros políticos atingidos numa investigação por corrupção foi o ex-prefeito de Macapá João Henrique Pimentel. Ele era do PT na época e agora está no PR. Pimentel foi um dos presos na Operação Pororoca, em 2004. Entre os detidos estava o secretário de Saúde. Desde então, outros dois secretários de Saúde foram detidos e nem assim a sangria aos cofres públicos foi estancada. Até hoje as obras do Hospital Metropolitano, iniciadas em 2001 e de crucial importância para a população mais pobre, não foram concluídas.

O estado também sofre com obras inacabadas em estradas e portos, entre outras áreas. Macapá tem 450 mil habitantes, mas não dispõe de banda larga. A telefonia celular local funciona de forma precária. A promessa do governo é instalar a banda larga a partir de 2012. Mas moradores locais veem o programa com desconfiança.

Para o procurador da República Celso Leal, a corrupção no Amapá pode estar relacionada ao volume de verbas federais que abastece o estado. Ex-território, até hoje o Amapá sobrevive de investimentos públicos. Leal é um dos responsáveis pelo prisão de 36 pessoas na Operação Voucher, semana passada.

– O estado é muito dependente do governo federal. Talvez isso contribua (para corrupção) por ser um dinheiro fácil – disse o procurador.
E No blog de Alcinéa Cavalcante www.alcinea.com

Voucher – Juiz dá cinco dias para preso cobrir cheque sem fundos; suspeito diz ter “fé em Deus”

  • O Amapá é um belo Estado, de povo bom e trabalhador. Acredito nesse Estado, mas concordo com o excesso de Governo na vida das pessoas.

  • Tudo oque foi dito é VERDADE.O Amapá já deveria estar caminhando há muito tempo com suas própias pernas,mesmo quebradas por esses surrupiadores do dinheiro público.Quanto ao “cheque”,o judiciário aqui neste Estado é de uma “bondade” impressionante,fazer oquê?

  • Isso é mentira! Querem denegrir a imagem dos nossos queridos políticos e do povo amapaense, gente de bem, inofensiva e passiva (passiva mesmo e não pacífica). São essas pessoas más, do maravilhoso centro-sul do País que fazem com que sejamos mau vistos. Aqui tudo é bom: a fazendinha, o camarão no bafo, os empregos públicos, a brisa do Amazonas. São essas pessoas que “vem de fora”, ganham o seu sustento aqui e ainda falam idiotices a respeito do nosso maravilhoso Estado. Aqui é tão bom que nós podemos fazer concursos públicos para um cargo qualquer, depois somos apadrinhados por uma deputada federal, estadual, senador etc., e não aparecemos mais no emprego. Ou temos nossas funções transferidas para termos dois, três quatro empregos. Isso é muito justo a meu ver. Estou indignado com essa famigerada matéria. PROTESTO com lágrimas nos olhos!!!

  • O problema do Amapá não está só no Poder Executivo e Legislativo, que agem (roubando, desviando, peculateando). Está também no Judiciário e no MP que, se não agem, omitem-se.

  • Um Estado deveria ser feito de governantes, governados e legitimidade para governar. No Amapá falta o 3º requisito (legitimidade). É que os primeiros concursos foram todos fraudados. Tecnicamente tem o pior poder judiciários e MP do Brasil. Daí, a maioria das eleições foram fraudadas. Não existe nexo relacional entre o povo (na maioria ribeirinhos) e os Poderes constituídos. O Amapá é bizarro, infelizmente.

  • reproduzindoo que coloquei em outros posts, nao sei o quem tem no amapa, para ter tanto politico ladrão do dinheiro publico, alguem poderia fazer um tese sobre isso, quem sabe e o calor do sol que cozinha o cerebro dos politicos ?, diga ai, vamos fazer uma pesquisa para saber o que cada um acha que faz com que o amapa tenha tanto politico ladrão.

  • Há algum tempo, uma autoridade aqui do Amapá disse que, aqui no Amapá, há um círculo em que todos têm o rabo preso. Quando alguém puxa o rabo do da frente, este puxa o rabo do outro e segue o efeito dominó até o rabo do que puxou primeiro ser puxado. Aí, para não dizer que termina em harmonia porque essa palavra atualmente é de baixo calão, há uma frouxidão.

  • O Estado é maravilhoso… uma pena que isso aconteça !!! O amapaense tem que pensar mais na hora de votar !!!! Com poucos votos se elege um político no Estado .

  • Não temos dúvidas de que o Amapá,depois que passou a condição de Estado,se transformou em balcão da corrupção.Qualquer governo que venha com o propósito de banir a corrupção, acabará entrando nela, se não quiser ser “crucificado”…

  • Em relação a passividade do povo amapaense diante da corrupção, vale ressaltar que essa é uma caracteristica do povo brasileiro em geral.

    • Verdade,o povo brasileiro é assim,prova disto é que os escandalos continuam pipocando na capital federal e por todos os cantos do país e ninguém se mexe p/nada.Saudade dos “caras pintadas”.

  • Muito estranho, todas as operaçoes sempre motivadas pela policia federal, poucas vezes vimos a policia local se manifestar sobre qualquer problema no uso do dinheiro publico. E todos sabemos que a PF nao pode meter o dedo em tudo. Se pudesse muitos outros escandalos ja teriam explodidos. FATO

  • O Senador Capiberibe governou este Estado por mais de sete anos e não teve seus secretários presos ou conduzido coercitivamente pela PF, e nesse periodo sempre veio verba federal. Usou de rigor com o dinheiro público, e até hoje é taxado de perseguidor, porquê cobrava pelos serviços executados, seja do servidor público, empresário ou seus cargos de confiança, procurou dar vazão às necessidades da população. E como ele não poderia passar incolume, por não ter nos jogado nas páginas políciais do Brasil, montarão aquela imfamia para cassar seu mandato.

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