Autoridades dos governos francês e brasileiro avaliam o primeiro dia de trabalhos da VII CMT como positivo

Encerrou no início da noite desta quinta-feira, 24, o primeiro dia de trabalhos da VII Reunião da Comissão Mista de Fronteira Brasil/França (CMT), que acontece até esta sexta-feira, 25, em Macapá. O objetivo do evento é expor aos representantes e autoridades políticas dos governos brasileiro e francês as necessidades enfrentadas atualmente na região de fronteira.

O Governo do Estado do Amapá apontou sugestões que viabilizem acordos reais de cooperação internacional entre os dois países, a partir da conclusão da Ponte Binacional. Dezoito pontos de cooperação foram expostos aos representantes da CMT, como saúde, segurança, setor energético, comércio, entre outros.

O governador Camilo Capiberibe avaliou como positivo o primeiro dia do evento. “Conseguimos desenvolver tópicos de cooperação em diversas áreas. Muitos foram temas delicados, com interesses, às vezes, convergentes, mas conseguimos avançar nas propostas. Estamos em construção de compromisso e, mais que isso, cumprindo esses acordos para termos muito mais que mostrar na próxima reunião”, destaca.

“Trabalhamos muito bem e concretamente. Já temos prioridades identificadas e os processos necessários para avançar ainda mais no setor de energia, comércio e transportes”, afirma o embaixador da França no Brasil, Yves Saint-Geours.

Para o ministro Santiago Mourão, diretor do Departamento da Europa, do Itamaraty, o Amapá tem feito o seu dever de casa. Ele também considera que houve avanço nesta primeira rodada do encontro. “O evento tem sido positivo. Há um longo caminho ainda a percorrer, mas, neste ritmo, a cooperação acontecerá de fato e logo”, avalia.

Os componentes da 7ª CMT voltam a se reunir nesta sexta-feira, 25, para expor outras propostas aos governos brasileiro e francês. Serão tratados assuntos como justiça, desenvolvimento da Bacia do Oiapoque, segurança, desenvolvimento humano e temáticas de interesse comuns entre os dois países, como Plano Operacional (PO) da Amazônia, turismo e agricultura.

Júnior Nery/Secom

 

  • Talvez fosse uma oportunidade para discutir um novo modelo de desenvolvimento econômico sustentável, contemplando pesquisa; tecnologia e inovação.Agregando por exemplo, pesquisadores da EMBRAPA e Universidades juntamente com órgão similar Francês, poderíamos, quem sabe, aproveiar esse serrado a longo da estrada de ferro que “serviu” Serra do Navio, com a cultura da Soja; outras áreas – próximas a ponte – propícias à cultura do cacau e eucalipto, duas culturas de enorme cadei produtitiva e que poderiam agregar valor econômico considerável e criar uma gama de empregos diretos e indiretos.
    Vamos tentar mudar essa matriz hoje existente: tão-somente vinculada ao contracheque?
    Essa ponte pode fazer uma integração com outros países; além da vantagem comparativa estratégia que tem o Amapá, no tocante a Porto Marítimo.Posição que favorece em muito o ganho em competitividade na exportação de produtos, quer seja para a América do Norte e/ou Europa.
    att Josenildo Mendes de Sousa

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