Após denúncias de fura-filas, vacinação contra COVID-19 para população quilombola é suspensa em Macapá

 

Após polêmicas e denúncias de fura-filas, a vacinação da população quilombola foi suspensa nesta terça-feira, 13, em Macapá, por orientação do Ministério Público Federal ( MPF). Os Quilombolas fazem parte do grupo prioritário e estão inclusos no Plano Nacional de Imunização.

Foto: Divulgação PMM

O MPF se manifestou e disse que as vacinas destinadas às comunidades quilombolas não devem ser utilizadas em outros grupos.

Durante o encontro online entre os representantes do MPF, do Ministério Público do Estado do Amapá (MP-AP), do Conselho Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq), e da Secretaria Municipal de Saúde de Macapá (Semsa), ficou acordado que a vacinação para quilombolas e ribeirinhos será suspensa para reorganização do plano.

O procurador da República Alexandre Guimarães reforçou a necessidade de se estabelecer critérios para identificar efetivamente pessoas que, de fato, pertencem às comunidades quilombolas. “Por precaução, foi acordado entre todos os participantes que seria mais cauteloso suspender, por ora, a imunização pra que se possa aprimorar, reorganizar esse processo o mais rápido possível a fim de garantir a retomada da vacinação, em breve”, explicou o procurador.

Em nota,  a Prefeitura de Macapá informou que:

A Semsa informa que suspendeu temporariamente a vacinação contra a Covid-19 das comunidades quilombolas, após audiência realizada com o MPF, motivada pela Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq). A medida foi adotada para que a Semsa reajuste a programação de imunização nestas comunidades.

Até o momento já vacinamos 2.475 quilombolas em Macapá. A vacinação segue uma lista encaminhada pelas lideranças dessas comunidades conforme critérios estabelecidos pelo Plano Nacional de Imunização.

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