Anvisa e PNI alteram orientação sobre vacinação em grávidas e puérperas

 

 

Nesta terça-feira, 11, o Programa Nacional de Imunização (PNI) emitiu informativo para suspender a vacinação das mulheres grávidas e puérperas sem comorbidades, com todas as vacinas, e somente mulheres grávidas com comorbidades poderão tomar os imunizantes, excetuando-se a vacina Astrazeneca.Anteriormente, os municípios estavam orientados pelo Ministério da Saúde (MS) a aplicarem doses da vacina Astrazeneca em grávidas e puérperas, orientação que mudou.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orientou, na noite de segunda-feira, 10, a alteração do Plano Nacional de Imunização (PNI) com a retirada da vacinação de grávidas e puérperas do calendário de vacinação do imunizante Astrazeneca. O PNI acatou a orientação e também acrescentou que as mulheres grávidas sem comorbidades não devem ser vacinadas. Foi levado em consideração que mulheres grávidas com comorbidades têm maior possibilidade de agravo para a doença.

A vacina produzida pela Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, tem em sua bula a orientação de que grávidas podem tomar o imunizante apenas com a orientação médica, com a avaliação da relação entre riscos e benefícios e foi por este motivo que Anvisa realizou a nova orientação diferente do que vinha sendo adotado. No Amapá, os responsáveis pela imunização alinharam a alteração com os municípios.

“Já orientamos os coordenadores municipais para suspenderem o uso da Astrazeneca nas grávidas e também passamos a decisão do PNI em vacinar somentes mulheres grávidas com comorbidades”, declarou Andrea Marvão, chefe da Unidade de Imunobiológicos da SVS.A Anvisa também esclareceu que foi recebido um caso suspeito de trombose com plaquetopenia em uma gestante após a utilização da vacina Astrazeneca. Este caso está sob investigação.

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