Alerta: gráfico aponta que 60% da população de Macapá não está cumprindo o isolamento social

De acordo com os dados da Inloco Tecnologia da Informação S.A, divulgados nesta quinta-feira, 7, pela Prefeitura de Macapá, no mapa do isolamento social, cerca de 60% da população do município não está cumprindo o isolamento social, principal ferramenta apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como forma de diminuir o contágio da Covid-19. Os números estão crescendo em Macapá. Já são 1.616 casos confirmados de pessoas com Covid-19 e as aglomerações ocupam as principais reclamações no Disk Denúncia.

Bairros como Central, Buritizal, Pacoval e Santa Rita são os mais denunciados. As aglomerações são de vários tipos, como em vias públicas, fazendo atividades físicas, bares e até festas. Ao todo, já foram 4 mil ligações (de 22 de março até dia 4 de maio). Segundo a coordenadora do Disk Denúncia, Naldima Flexa, a situação é muito complicada, pois os macapaenses não estão cumprindo os decretos da prefeitura, nem do Governo do Estado.

A coordenadora relata que as denúncias são muito parecidas. No início, a reclamação era nas lojas, supermercados, postos, atacadão. Com os decretos, as empresas foram cumprindo e diminuindo. Mas, infelizmente, a população não anda colaborando, está circulando normalmente. Agora, com o uso das máscaras, as pessoas acham que estão imunes, e cresceu o número de pessoas contaminadas. Já receberam denúncia da realização de cultos e até de festas.

Devido ao pagamento do Auxílio Emergencial, no fim de abril até maio, o Centro está com uma alta rotatividade de pessoas, em frente aos bancos da Caixa Econômica e Lotéricas, além de uma grande movimentação em outros bancos. Também houve denúncia de igrejas abertas com aglomeração. No bairro Buritizal, as reclamações são de aglomeração em lojas de materiais de construção, feiras e lojas automotivas.

No Pacoval, também há muita reclamação de aglomeração de lojas de construção e automotivas, muita gente circulando na rua e se reunindo em frente às casas. No bairro Santa Rita, o que possui o maior número de casos confirmados de Covid-19, com 56 pessoas contaminadas, a reclamação está nas aglomerações em miniboxes e lojas.

“As pessoas têm que entender que é preciso cumprir o isolamento, apenas uma pessoa pode sair de casa, se for extremamente necessário. É uma forma de se proteger, proteger a sua família e outras pessoas. Quanto menos pessoas ficarem em contato com outras contaminadas, menos risco terá, e assim conseguiremos baixar a contaminação e mais rápido sair do isolamento. Mas todos têm que colaborar, usem o delivery. Muitas lojas e empresas utilizam essa forma para comercializar seus produtos. Quando forem ao mercadinho próximo de casa tentem não entrar com muita gente. Se possível, peçam os produtos e aguardem fora”, alerta Naldima Flexa.

Máscaras

Elas ajudam na proteção, mas não evitam a contaminação. A máscara é uma forma de impedir que infectados contaminem outras pessoas. Lembrando que muitos não apresentam sintomas, mas transmitem a doença. Outros tantos propagam a infecção antes mesmo de apresentar tosse, febre ou falta de ar.

“Pedimos para a população manter o isolamento social e, se precisar sair de casa, que use máscara. Ela é fundamental para evitar a propagação da Covid-19. Ela diminui o risco de contágio para quem tem a doença e evita que quem está bem não seja infectado facilmente”, destaca a coordenadora do Comitê de Enfrentamento da Covid-19 em Macapá, Silvana Vedovelli.

Fiscalizações na cidade

De acordo com o Departamento de Trânsito da CTMac, nas últimas blitzen realizadas, em parceria com a Guarda Municipal e BPTran, cerca de 60% dos veículos da frota normal de Macapá circulam na cidade. As blitzen são educativas, orientando os condutores e passageiros sobre o uso das máscaras, as medidas de segurança, a necessidade de ficar em casa e da importância do isolamento. “O ideal seria apenas 10% trafegando na cidade, e evitar muita gente no carro. Se possível, apenas duas, e usar álcool nas mãos, sempre de máscara, e o vidro da janela do carro aberto”, explica Manoel Filho.

O secretário de Meio Ambiente, Marcio Pimentel, que está à frente da fiscalização dos decretos da Prefeitura de Macapá em relação aos estabelecimentos que insistem em abrir ou fazer atendimento presencial, destaca que a equipe percorre todo dia a cidade, e encontra muita gente na rua, e muitos descumprindo o isolamento social. “Não sabemos ao certo se é por coincidência do pagamento do Auxílio Emergencial ou o fato das máscaras fazerem as pessoas se sentirem mais seguras. Por isso, intensificamos as fiscalizações, estamos indo aos estabelecimentos e caçando o alvará destes, se estiverem descumprindo o decreto”.

“Estamos conduzindo os infratores à delegacia, mas a população não colabora, pois está saindo para fazer compras, não apenas de alimentos ou remédios, mas de vestuários e acessórios, que neste momento não são tão necessários. Esta semana, estamos em parceria com o Estado e montando barreiras de fiscalização para tentar conter essa movimentação e, com isso, diminuir a transmissão desse vírus”, completa o secretário Marcio.

Secretaria de Comunicação de Macapá

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