70 anos da criação de um território “de um povo que deu o sangue para ser brasileiro”

Para Randolfe, a história do povo amapaense mostra sua força e vontade de ser brasileiro

“Eia povo destemido, deste rincão brasileiro. Seja sempre teu grito partido, de leal coração altaneiro”. Os versos do Hino Amapaense conhecido como “Canção do Amapá”, traduzem um pouco da força do povo amapaense, destacada em todos os discursos feitos no senado federal nesta segunda-feira (16).  As manifestações ocorreram durante a sessão solene em homenagem aos 70 anos de criação do território amapaense, comemorada no dia 13 de setembro.

 

Para o senador Randolfe Rodrigues (POSL-AP), propositor da sessão solene no Senado, “Essa terra de poesias próprias, de histórias próprias, de contos próprios, por sua geografia, foi forjada e formada para nunca ser anexa”.  Randolfe relembrou a riqueza cultural e geográfica do Amapá. Além de exaltar a bravura do povo amapaense que lutou bravamente contra a invasão francesa ao seu território, ocorrida em 15 de maio de 1895, na Vila de Espírito Santo de Amapá. A batalha vitimou mais de 90 amapaenses e “foi nessa epopeica batalha que se forjou a determinação de ser brasileiro”, disse Randolfe. Assista aqui ao vídeo da sessão solene

A sessão solene foi prestigiada por muitos amapaenses, entre eles, o último governador do ex-território do Amapá, Jorge Nova da Costa, e Janary Nunes Filho, filho de Janary Gentil Nunes, primeiro governador do estado do Amapá.

Na mesa estavam o Procurador do Estado do Amapá – Davi Evangelista – representando o governador Camilo Capiberibe; o senador Randolfe Rodrigues; o Presidente do Senado – senador Renan Calheiros; o senador José Sarney; a Procuradora-Geral de Justiça do Estado do Amapá, Ivana Cei; e o Procurador Luiz Carlos Starling.

“Trago aqui a palavra do Ministério Público. Quero lhes dizer que o Amapá é tudo isso: as pessoas são acolhedoras, as pessoas são simples, as pessoas são humildes, mas as pessoas são como o nosso hino, elas são destemidas, porque são descendentes de uma raça guerreira”, frisou a Dra. Ivana Cei.

Com música, a cantora amapaense, Emília Monteiro, cantou um pouco da cultura e da história do Estado.  Acompanhada pelo violonista João Ferreira, Emília interpretou a Canção do Amapá, hino do Estado, com letra de autoria de Joaquim Gomes Diniz. Com “Jeito Tucuju”, Emília encerrou a sessão solene. A canção de Joãozinho Gomes e Val Milhomem é também um hino para os amapaenses, destacando a beleza do Rio Amazonas, a bravura dos ribeirinhos, suas crenças e a diversidade da sua cultura.

Em sua fala o senador Randolfe resgatou um pouco dessas belezas. Com muita poesia e dados históricos (Leia a íntegra do seu discurso). E por toda a história de luta e resistência do povo amapaense, Randolfe ressaltou que o Estado cumpriu sua vocação e conquistou seu espaço na história do Brasil.

“Nós tivemos vocação vinda do povo Maracá-Cunani, das populações tucujus, vocação vinda das ocupações dos séculos XVII e XVIII, vocação vinda da fundação do Território, do legado de Janary, de Álvaro da Cunha, de Celso Salé, dos pioneiros do século XX, vocação para ser grande, para construir uma bela civilização à margem esquerda do Amazonas. Que esses 70 anos simbolizem que essa vocação será cumprida”.

Os números mostram que o Amapá está crescendo. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013, são 730 mil amapaenses. A estimativa do Instituto é de que até 2030, serão quase um milhão.

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