O Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) Amapá vão implementar em 2019, o Projeto do Novo Ensino Médio. A proposta pedagógica prevê um currículo organizado por áreas de conhecimento e não por disciplinas, totalmente contextualizado à realidade dos estudantes e integrado à formação técnica e profissional.

O projeto piloto está em prática no SESI e no SENAI de Alagoas, Bahia, Goiás, Ceará e Espírito Santo. A nova proposta permite que os estudantes iniciem mais cedo, e de forma qualificada, a vida profissional, além de estimulá-los a dar significado aos saberes e às atividades escolares. O grande desafio da iniciativa é que os professores da educação básica e da educação profissional trabalhem as competências e habilidades de maneira integrada.

“A ideia é apresentar à sociedade uma proposta curricular inovadora, factível, replicável, alinhada com as diretrizes da nova Lei do Ensino Médio e conectada com as aspirações dos alunos”, pontuou a diretora da Escola SESI, Valena Calandrini. “O SESI e o SENAI são instituições de excelência em educação. A nova legislação permitirá que avancemos qualitativamente na formação de cidadãos e profissionais”, acrescentou a diretora.

Formação

Para disseminar as informações e planejar as ações para 2019, docentes do SESI e do SENAI Amapá estão reunindo-se semanalmente em encontros de formação. Segundo a coordenadora do Núcleo de Produção Educacional do SENAI, Rayza Aires, o projeto Ensino Médio com Itinerário de Formação Técnica e Profissional permitirá a construção do caráter profissional do aluno. Os processos de desenvolvimento e a avaliação da aprendizagem são baseados no desenvolvimento de competências.

“É uma forte mudança de estrutura, de metodologia, do fazer pedagógico, que nos obriga a inovar e propor um processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico, moderno e interessante ao aluno que precisa perceber a aplicação dos conteúdos em sua vida. Os conhecimentos precisam ter significado e estar relacionados às diversas áreas de conhecimento”, destacou Rayza Aires.