Minha mãe, professora Delzuite Cavalcante, faria hoje 79 anos.

Minha mãe era tão ativa, alegre e cheia de vida, que não consigo imaginá-la idosa. Como ela seria? Cabelos branquinhos? Acho que não. Com certeza pintaria. Fisicamente é difícil. Mas acho que seria uma idosa bem alegre, pertenceria com certeza a esses grupos da melhor idade e com eles viajaria muito.

Estaria conectada a internet e suas redes sociais, com toda certeza.

Minha mãe era super-moderna e antenada com novas tecnologias, até por que trabalhava muito, adquiria logo tudo o que facilitava sua vida.

31 de julho era dia de festa, alegria e muitas visitas em casa.

Logo pela manhã, chegava a D. França, mãe de sua grande amiga professora Idália, portuguesona bonita e tradicional, que chegava com seus mimos. No fim da tarde nossa vizinha D. Otília (a comadre Otília), quieta que só ela, mas como essas duas conversavam…E visitas e presentinhos de ex-alunos. A noite, muitas amigas professoras, com seus filhos. E o entra e sai dos amigos dos quatro filhos.

O cardápio era variado, mas sempre presente o inesquecível Camosquim de camarão, a famosa galinha picante (que nunca comi igual) e vatapá muito apimentado.

A casa tinha violeiro, o Zoth, que tinha que tocar “Minha História”, de Chico Buarque, sua música preferida.

Saudade… Mamãe.

mamae