Manifesto à Sociedade Amapaense

 

Os Movimentos Sociais do Estado do Amapá vem a público repudiar a atitude covarde de pessoas que se utilizaram da manifestação dos professores para agredir o governador do Estado do Amapá Camilo Capiberibe.  Alguns professores foram incitados à violência. A atitude desses deixa claro que a questão é político partidária e não reivindicatória. Grupos oportunistas se utilizando do direito sagrado de manifestação dos trabalhadores para fazer oposição descarada ao governo com nítido interesse eleitoral. Como ocorreu no ano passado, que apesar de inúmeras negociações ainda assim ouve uma greve abusiva de três meses que afetou  todo calendário escolar prejudicando à sociedade amapaense.

A sociedade civil organizada, consciente das lutas justas do povo jamais aceitará atos de  violência e vandalismo contra o patrimônio publico. Mais uma vez reiteramos que o calendário escolar não pode ser de forma alguma afetado novamente, pois reconhecemos nas atitudes do governo estadual formas de solucionar os problemas referentes as reivindicações dos professores. Entendemos que a melhor forma de se chegar a denominadores comuns em qualquer tipo de negociação é sempre o dialogo e nunca o radicalismo.

Pelos fatos apontados em nome de toda a sociedade amapaense personalizadas na representatividade da sociedade civil organizada repudiamos veementemente as atitudes de um grupo minoritário partidarizado que certamente não representam os educadores do Estado do Amapá.

Assinam este manifesto

Confederação Nacional das Associações de Moradores- CONAM

União Brasileira de Mulheres – UBM

Federação das Entidades Comunitárias do Estado do Amapá- FECAP

Conselho das Associações de Moradores do Estado do Amapá- COAM-AP

Federação das Associações de Moradores do Estado do Amapá – FEAMA

Conselho das Associações de Moradores e Entidades Comunitárias do Município de Macapá- CONAMA

Federação das Associações Comunitárias, e de Moradores e Grupos Organizados do Estado do Amapá – FACOMM-GOAP

União da Juventude Socialista – UJS

Juventude Socialista Brasileira- JSB

Movimento Popular Socialista-MPS

Sindicato dos Trabalhadores Mototaxista do Estado do Amapá-STMTA

Federação Folclórica e Cultural do Amapá-FFCA

Federação das Associações de Moradores e Amigos da Zona Norte de Macapá -FAMAZONM

Instituto Popular Junino do Amapá-INPOJAP

Do PC do B

Resolução Política

 

A Comissão Política Estadual do PCdoB, em vista dos acontecimentos recentes a cerca da incorporação da regência de classe ao vencimento dos professores e o episódio de agressão sofrida pelo Governador do Estado, expressa sua opinião:

1- Os Professores (trabalhadores) possuem o legítimo direito de reivindicar, por questões pertinentes aos seus interesses e anseios, direitos garantidos após décadas de lutas no mundo e em particular no Brasil.

2- Entendemos que a luta economicista (objetiva) da categoria se dá por melhorias das condições materiais e até mesmo de subsistência.

3- A Direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SINSEPEAP) vem conduzindo a categoria em uma direção estérea onde se acumula perdas sequenciais, a exemplo da recusa do reajuste de 16,56 % no ano passado que trouxe grande prejuízo aos professores.

4- Tem perdido a capacidade e a autoridade de negociar os reais interesses da categoria, colocando em segundo plano e pautando na ordem do dia uma luta política eleitoral sem precedentes e coerência.

5- É necessário que os professores encontrem um novo caminho para estabelecer o dialogo que rume ao atendimento de suas reivindicações que são legítimas.

6- Entretanto, em que pese a categoria ser surpreendida pela votação na Assembleia Legislativa do projeto de lei que incorpora a regência ao vencimento base, nada justifica a o ato de agressão perpetrada contra o Governado do Estado Camilo Capiberibe, pautada na clara manifestação de intolerância por parte de alguns que atenta conta o estado democrático de direito, o que consideramos inaceitável.

7- Arguimos sempre pela força do argumento e não pelo argumento da força, em determinado momentos a radicalização da luta é fruto de um grau elevado de atitudes antidemocráticas, que não é o caso.

8- O PCdoB pugna pelo entendimento e dialogo para construir um caminho onde os interesses dos Trabalhadores e do Governo sejam convergentes e promovam o bem está de toda sociedade.

Macapá-AP, 29 de abril de 2013

Comissão Política Estadual