Fotoarqueologia é tema de exposição em Macapá a partir desta quinta-feira, 16

 

O Amapá recebe nesta quinta-feira (16), às 10h, na Secretaria de Estado da Cultura (Secult), a abertura da exposição fotográfica ‘Fotoarqueologia que fica na Amazônia: sítios, vestígios e andejos ribeirinhos’. De autoria do fotógrafo Maurício de Paiva, a exposição é fruto de uma parceria entre a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no Amapá e a empresa CADAM S/A.

A mostra conta com cerca de trinta quadros fotográficos e textos que retratam vestígios, sítios arqueológicos, modos de vidas dos ribeirinhos e paisagens naturais de regiões dos municípios de Laranjal do Jari, Calçoene, Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque e Amapá. E ainda das comunidades do arquipélago do Bailique, Cunani, Curiaú, Conceição do Maracá e Igarapé do Lago.

Há 14 anos Maurício de Paiva viaja à Bacia Amazônica brasileira e ao Amapá para realizar e acompanhar pesquisas. Durante a exposição o fotógrafo busca destacar a reflexão acerca do tema do que seria arqueologia que fica. Fica onde? Pra quem? A imagem é também alicerce patrimonial do patrimônio material e imaterial?

“Este é o estado que provavelmente possui a maior diversidade arqueológica de toda a Amazônia. Nessas andanças escutei de caboclos e nativos a refletirem sobre a ideia de que muitos pesquisadores estrangeiro vão “cavar” em seus quintais e levar peças arqueológicas. Afinal, o que fica pra esses interioranos? Por isso decidi prestar algum tipo de “homenagem” à ideia do saber mais sobre suas histórias a partir da narrativa imagética”, ressalta Maurício de Paiva.

Além das imagens, textos colaborativos de autores como Stéphen Rostain; dos arqueólogos Mariana Cabral, Michel Bueno, Kléber Oliveira, Lúcio Siqueira Leite, do IEPA, do professor Getúlio Castro, do editor Ronaldo Ribeiro; do Superintendente do IPHAN no Amapá, Haroldo da Silva Oliveira, compõem a exposição.

Maurício de Paiva

Fotógrafo documentarista e jornalista independente, dedica-se a contar histórias, com vivência e rigor informativo e estético, em áreas dos direitos humanos, esporte, arqueologia e em temáticas socioambientais diversas, com ênfase nas comunidades tradicionais da Bacia Amazônica. Colaborador regular da revista National Geographic Brasil desde 2004, já publicou mais de 20 reportagens. Há mais de 15 anos fotografa, reporta e pesquisa na Amazônia, onde já realizou incursões em diversos sítios arqueológicos. Desde 2006 viaja ao Amapá e Pará regularmente.
Pelo Brasil, Maurício acompanha expedições bioantropológicas com equipes interdisciplinares do mundo todo em parceria com instituições como o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), o Museu Emílio Goeldi (Pará) e o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (IEPA). Atualmente produz e edita audiovisuais e mini-documentários sobre a Amazônia.

Programação

A exposição estará aberta para visitação, no mezanino do Museu da Imagem e do Som (MIS), na Secut, que fica localizada na Avenida Pedro Lazarino, 22, Santa Inês, até o dia 4 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 14h. A partir do dia 11 de fevereiro a exposição segue para a Casa Comandante, no Museu da Fortaleza de São José de Macapá, onde ficará até o dia 4 de março. Tendo ainda para março uma terceira itinerância, a definir na cidade de Belém ou São Paulo.

De realização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e Ministério do Turismo (MTur), e curadoria do próprio fotógrafo com co-realização, apoio e patrocínio da empresa CADAM S/A, Governo do Estado do Amapá (GEA) através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e Núcleo de Pesquisa Arqueológica (Nuparq); do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (IEPA), a exposição conta com o apoio da National Geographic, Museu de Arqueologa e Etnologia do Amapá (MAE) e do Museu da Imagem e do Som (MIS).

 

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