A Fundação Marco Zero é uma entidade recentemente constituída. Mesmo assim, já tem o credenciamento de Fundação de Apoio da UNIFAP e celebrou contratos com o governo para realização de concursos, que tem sido objeto de controvérsias dos candidatos inscritos.

As Fundações de Apoio das Universidades Federais Brasileiras estão na mira no Tribunal de Contas da União, desde o escândalo envolvendo a FINATEC com a UnB, inclusive com as denúncias de compras luxuosas, realizadas para o apartamento do reitor, fartamente denunciada pela mídia.

No Amapá, durante a realização do concurso público do Instituto de Administração Penitenciária – IAPEN, alguns atropelos geraram instabilidade a todo o certame e acabaram por anular e adiar a prova. A nova prova realizada no domingo, dia 28 de novembro, mais uma vez está sendo alvo de contestação junto ao Ministério Público. Desta vez as reclamações direcionam-se aos requisitos do conteúdo programático do Edital, segundo os candidatos, incompatível com as questões da prova. Fatos que levaram a anulação de várias questões e a contenda judicial de outras mais.

Merece esclarecimento fatos relativos à operacionalização das provas dos concursos. A maioria das provas foi elaborada pelos servidores da Unifap, os quais foram contratados por docentes ligados ao Departamento de Processos Seletivos da instituição.

Esta situação está produzindo uma série de questionamentos que precisam ser esclarecidos, para dar lisura ao certame, tranqüilidade aos candidatos e possibilidade da Fundação Marco Zero esclarecer à sociedade amapaense em que patamares estão baseadas suas relações com o GEA e UNIFAP.