O candidato ao governo do Amapá, Camilo Capiberibe, iniciou o processo de conversa com possíveis aliados políticos para o segundo turno. Eleito com uma diferença de 806 votos a menos do primeiro colocado, Lucas Barreto, o candidato da Frente Popular (PT/PSB) foi procurado por lideranças populares e políticas após a eleição deste domingo e garante que vai ouvir e conversar com todos que o procurarem, mas afirma que não terá  como aliado o grupo político do senador José Sarney. “Somos  os principais adversários deles, seria incoerente combatermos a prática exercida por Sarney e seu grupo aqui no Amapá, que nos levou à situação social caótica em que vivemos, e agora aceitar o apoio deles, não podemos generalizar e dizer que todos os filiados e os que os apoiaram seguem a mesma prática, mas iremos estudar cada situação”, fala Camilo.

A coligação Frente Popular, de apoio à Camilo Capiberibe, avalia esta eleição como um grande avanço. De acordo com pesquisa do IBOPE, Camilo começou a campanha, há apenas dois meses, com 10% das intenções de voto, subiu para 17%, logo após voltou para a mesma porcentagem inicial, ficando em 4º lugar  e na última pesquisa já estava empatado tecnicamente com Lucas Barreto, com uma diferença de apenas 2%. Segundo o candidato, o crescimento de sua candidatura se deve ao desejo da população que ocorra mudança nos rumos do Estado. “O Amapá precisa de um rumo novo, precisa de união para que se reconstruam os laços de confiança da população com o governo. É preciso arregaçar as mangas e trabalhar muito para que nosso estado volte a crescer”.

Os eleitos- A Frente Popular conseguiu eleger pela terceira vez a deputada federal mais votada, Janete Capiberibe (PSB), com 28.147 votos e garantiu a reeleição da deputada Dalva Figueiredo (PT). A candidata professora Marcivânia (PT)  foi a quarta mais votada para a Câmara dos Deputados. Para a Assembléia Legislativa a Frente Popular garantiu a vaga de Balieiro e Cristina Almeida, do PSB.

Capi recorre – A posse de João Capiberibe como senador também será definida pelo STF. Assim como  a deputada Janete, seu registro de candidatura foi indeferido na semana passada por causa da Lei Ficha Limpa. Os dois foram acusados de comprar dois votos por R$ 26 reais pagos em duas parcelas, nas eleições de  2002 e perderam os mandatos mesmo após a confissão de um dos acusadores, que afirmou que havia sido usado pelo grupo de Gilvam Borges, para a armação contra os Capiberibes. Gilvam assumiu a vaga de Capiberibe e agora, diante de novo vitória de Capiberibe o senador do PMDB espera novamente assuimr uma vaga no senado. “Não acredito que seremos novamente injustiçados, fui o segundo mais votado, 130 mil eleitores decidiram o melhor para representar o Amapá no senado, mas esta decisão será tomada por apenas um ministro”. João Capiberibe viajou na tarde de hoje para Brasília onde já recorreu contra o indeferimento da candidatura no TSE e vai entrar com recurso extraordinário no STF.( Assessoria de ComunicaçãoFrente Popular)