O módulo Rendimento de todas as fontes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada ontem (11/04) pelo IBGE, mostrou que, em 2017, a massa de rendimento domiciliar per capita do Amapá foi de R$ 742 milhões. Desse total, 48,1% ficaram concentrados nos 10% da população amapaense com os maiores rendimentos, parcela superior à dos 80% com os menores rendimentos. Esse percentual é acima da média nacional (43,3%) e da Região Norte (42,7%). A concentração de renda no Amapá é menor apenas do que aquela identificada na Bahia e no Amazonas (49,4%). Sendo portanto, a terceira mais alta do País. O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, ressalta que o Nordeste é onde esses 10% concentram a maior massa de rendimentos, 45%: “em particular na Bahia, onde essa concentração chega a 48,9%. No Sul a desigualdade é menor, 37,2%. Em Santa Catarina, por exemplo, os 10% de maior rendimentos detêm 32,4% dessa massa”.
Em 2017, do total de 792 mil pessoas residentes no Amapá, 386 mil (48,7%) possuíam algum tipo de rendimento, seja proveniente de trabalho (36,3% das pessoas) ou de outras fontes (16,5% das pessoas), como aposentadoria, aluguel e programas de transferência de renda.

Se todas as pessoas que têm algum tipo de rendimento no Amapá recebessem o mesmo valor mensal, ele seria de R$ 1.924, mas não é isso que acontece. A metade dos trabalhadores com menores rendimentos recebe, em média, R$ 729, enquanto o 1% com os maiores rendimentos ganha, em média, R$ 29.848, ou seja, 49,9 vezes mais.

Outra forma de observar a distribuição de rendimento é através da renda domiciliar per capita, que é calculada da seguinte forma: soma-se todos os rendimentos de um domicílio e divide-se pelo número de moradores.
Em 2017, o rendimento médio domiciliar per capita foi de R$ 938. Mas, da massa de R$ 742 milhões gerados, os 20% da população com os maiores rendimentos ficaram com uma parte superior (R$ 480 milhões) à dos 80% com os menores rendimentos (R$ 263 milhões).

Em 2017, no Amapá, 26,4% dos domicílios (55.847) recebiam dinheiro referente ao Programa Bolsa Família (BF) e 6,3% (13.305) recebiam o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O rendimento médio mensal domiciliar per capita nos domicílios com recebimento de bolsa família ficou em R$ 308. Naqueles com recebimento de BPC-Loas, essa renda era de R$ 580. Já nos domicílios sem esses programas sociais do Governo Federal, as rendas eram R$ 1.257 e R$ 965. Portanto, sem BF e BPC, respectivamente.

 

O índice de Gini dos rendimentos mede a desigualdade da sua distribuição, e seu valor varia de zero (igualdade) até um (desigualdade máxima). Em 2017, o índice de Gini do rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Brasil foi 0,549. No Amapá, esse índice foi de 0,594. Portanto, uma desigualdade maior do na média nacional.

Essas informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – Rendimento de todas as fontes, de 2017. A publicação completa e o plano tabular da pesquisa podem ser acessados em: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/trabalho/17270-pnad-continua.html?=&t=sobre>.

12 de abril de 2018
*Unidade Estadual do IBGE no Amapá*
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