Para que já tá feio

Derrotado novamente nas últimas eleições, Gilvan Borges já tenta de novo a tática do “tapetão” contra o senador eleito Davi Alcolumbre, como fez quando perdeu a eleição para João Alberto Capiberibe em 2002.

A coligação, “A Força do Povo” (PMDB, PDT, PP), de Gilvan, ingressou com ação na Justiça Eleitoral acusando a campanha de Davi Alcolumbre (DEM) de ter maquiado a prestação de contas entregue ao TRE, com notas frias.

A última vez que Gilvan venceu uma eleição nas urnas foi em 1994. Em 2002, Gilvan perdeu para Capi e seu partido entrou com uma ação acusando Capi de comprar voto. Capi não deu a devida atenção à armação e quando se deu conta estava sendo cassado. Gilvan ficou com o mandato de Capi. Que venceu novamente Gilvan nas urnas, nas eleições de 2010.

A assessoria de Davi nega as acusações e acusa Gilvan de não aceitar a vontade do povo.

Davi está atento à repetição da estratégia. O Brasil de hoje é muito diferente do Brasil de 2004. E Sarney não terá mandato em 2015.

Sobre cassações, o ex-ministro Francisco Rezek, que foi presidente do TSE, deu fortes declarações ao site Consultor Jurídico.

Ele declarou que o ex-governador do Maranhão, Jackson Lago, sucumbiu diante do trator que é a oligarquia Sarney; “Não me lembro de nenhum erro tão clamoroso” disse Rezek; O ex-ministro disse ainda que pretende escrever sobre o episódio.

“A maior decepção que a Justiça Eleitoral me causou foi quando o Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato já, então exercido pela metade, do doutor Jackson Lago, governador do Maranhão, para oferecê-lo numa bandeja à doutora Roseana Sarney” afirmou Rezek ao Consultor Jurídico.

  • Égua, não foi esta coligação que disse que foi feito a vontade do povo, então porque não digeriram a DERROTA para o senado federal? Égua não!!!!

  • Vou esperar o TRE se posicionar, pois o que as redes sociais dizem e uma parte da imprensa é que o candidato Davi “encheu” na prestação de contas dele um monte de irregularidades entre elas notas fiscais falsas e por ai vai.
    Vou ficar observando o desenrolar dessa nova novela DAVI x GILVAN.
    É o que acho viu.

  • Esse Gil da van já está querendo armar para tirar o mandato do Senador Davi, mas felizmente essa ação não tem procedência nenhuma.

  • Não foi bem dessa maneira como você escreve: “Capi não deu a devida atenção à armação e quando se deu conta estava sendo cassado…”. O Senador Capi foi processado, na forma da lei, e foi cassado por uma decisão judicial, em um Tribunal Superior; e exerceu todos os meios de recurso disponíveis. E ainda, só foi empossado nesse novo mandato graças à interpretação dada pelo STF à lei da ficha limpa. Claro que iria atribuir qualquer decisão que não lhe fosse favorável, à “influência do Sarney”. Isso mostra o senso democrático de respeito às instituições dos políticos “de esquerda” …

  • As análises e decisões no TSE, a respeito do assunto são conforme parecer abaixo, duvido que vá mudar só por causa dos chinelos do Barbudo
    . 8. Quanto a imputação de abuso de poder, para aplicação da pena de inelegibilidade, necessária seria a prova de que o ilícito teve potencialidade para desequilibrar a disputa eleitoral, ou seja, que influiu no tratamento isonômico entre candidatos (‘equilíbrio da disputa’) e no respeito à vontade popular […]. No caso, não se vislumbra que as irregularidades na prestação de contas tenham tido potencial para influir na legitimidade do pleito, desequilibrando a disputa entre os candidatos e viciando a vontade popular. Assim, como a relevância da ilicitude relaciona-se tão só à campanha, mas sem a demonstração da potencialidade para desequilibrar o pleito (afetação da isonomia), não há falar em inelegibilidade. […].”

    (Ac. de 28.4.2009 no RO nº 1.540, rel. Min. Felix Fischer.)

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