A missa dos Quilombos em bela matéria de Abinoan Santiago no Portal G1 Amapá

Abinoan Santiago Do G1 AP

Momento de oração conduzido por líderes religiosos na UNA, em Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1)
Momento da oração conduzida por líderes religiosos na UNA, em Macapá (Foto: Abinoan Santiago/G1)

Vários líderes religiosos usaram o mesmo palco para celebrar a tradicional Missa dos Quilombos, considerada o momento mais religioso dentro da programação da Semana da Consciência Negra, iniciada em 16 de novembro no Amapá. A missa aconteceu na noite desta quarta-feira (20), na sede da União dos Negros do Amapá (UNA), em Macapá, após a caminhada Zumbi dos Palmares.

A tradicional celebração teve representantes da umbanda, candomblé, tambor de mina e catolicismo. No entorno do palco, fiéis acompanharam em pé a missa, conduzida pelo padre Paulo Roberto – que vestia um manto com estampa afro – e por pais e mães de santo. As religiões uniram seus respectivos rituais durante o evento em comemoração ao Dia da Consciência Negra.

Com bandeiras representando santos e comunidades quilombolas, era possível identificar a mistura de crenças na platéia. A tradicional roupa branca das religiões africanas se misturava ao colorido das saias rodadas das mulheres do marabaixo e batuque, danças tradicionais do Amapá.

A Missa dos Quilombos foi aberta com orações e canções das religiões representadas na festa. Ao longo de toda a missa, um grupo de bailarinos vestidos com trajes típicos da raiz africana, dançava em frente ao palco. Os cânticos sob ritmo africano tiveram acompanhamentos de uma banda base.

Mesa com as frutas como oferendas aos participantes da Missa dos Quilombos (Foto: Abinoan Santiago/G1)
Mesa com as frutas como oferendas aos participantes da Missa dos Quilombos (Foto: Abinoan Santiago/G1)

No evento, um dos momentos mais importantes, o ofertório, que é diferente das missas tradicionais. Ao invés de o fiel fazer a oferta, são eles que recebem frutas como oferendas na Missa dos Quilombos.

Outro momento marcante na Missa dos Quilombos foi o tradicional banho de cheiro. Os líderes religiosos jogaram na platéia baldes com água a base de ervas e perfumes.

Pai de santo dando banho de cheiro na platéia na Missa dos Quilombos (Foto: Abinoan Santiago/G1)
Pai de santo dando banho de cheiro na platéia na Missa dos Quilombos (Foto: Abinoan Santiago/G1)

O encerramento foi com o abraço entre os presentes na missa para representar a comunhão entre as religiões e comunidades afro-descentes do estado. Nesse momento, o padre Paulo Roberto pediu paz e união entre as raças. “Somos iguais perante o pai porque todos são irmãos, por isso estamos clamando o fim da desigualdade entre as raças”, disse.

  • Acho muito legal! A festa então é tudo de bom. Lamento apenas que a consciência dos nossos amigos e cidadãos de cor da America Portuguesa seja tão diferente da dos mesmo cidadãos da America Inglesa.

  • NA MINHA OPINIÃO O NA EXISTE DISTINÇÃO DE RAÇA OU COR DE PELA O PROPRIO NEGRO É RACISTA CONSIGO MESMO E VOU PROVA MINHA OPINIÃO A BIBLIA SAGRADA NOS FALAR NO CAPITULO 17, VERSICULO 26 DE ATOS DOS APOSTOLOS QUE ESTA ESCRITO DA SEGUINTE FORMA: E DE UM SÓ SANGUE FEZ TODA RAÇA OU GERAÇÃO DOS HOMENS, PARA HABITAR SOBRE TODA A FACE DA TERRA , DETERMINANDO OS TEMPOS JÁ DANTES ORDENADOS E OS LIMITES DA SUA HABITAÇÃO,ENTÃO MEUS IRMÕES NEGROS A CONCIENCIA QUE TEMOS DE TER É NOSSA MUNDANÇA DE CARACTER PARA NOS APROXIMAR DO DEUS CRIADOR PARA ALCANÇARMOS A IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS QUE É BENDITO E ETERNO

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