Tambores do Meio do Mundo: 9 de dezembro tem show do Grupo Senzalas com a participação de Zé Miguel e Nivito Guedes

 

A penúltima edição de Tambores do Meio do Mundo será no dia 9 de dezembro, com a participação de Zé Miguel e Nivito Guedes no palco com Joãozinho Gomes e Val Milhomem. É a celebração dos 20 anos do projeto do Grupo Senzalas que movimentou Macapá com os shows semanais no Centro de Cultura Negra do Amapá (CCNA), no bairro Laguinho. Tambores no Meio do Mundo é realizado à céu aberto, no Largo do Formigueiro, centro histórico da capital, a partir das 20h.

O projeto Tambores do Meio do Mundo iniciou em julho, revitalizando culturalmente o Largo do Formigueiro e levando para o palco o Grupo Senzalas e convidados. Por lá já passaram Brenda Melo, banda Afro Brasil, Negro de Nós, Eletro Reggae, Berço do Marabaixo da Favela, Enrico Di Miceli, Finéias Nelluty, Mayara Braga, Deyze Pinheiro, Marabaixo do Laguinho e nesta edição, Nivito e Zé Miguel.

A noite será de reencontro no palco com o Zé Miguel, compositor e cantor amapaense, que faz parte da primeira formação do Grupo Senzalas, nos anos 90, quando os artistas iniciaram a imersão musical pelo estado do Amapá, para pesquisar os cantos, sons e danças das comunidades tradicionais. A pesquisa deu origem aos discos Planeta Amapari e Dança das Senzalas, inspiração e nascedouro de um movimento musical de valorização da cultura afrodescendente do Amapá.

Nivito Guedes é cantor compositor e violonista amapaense, herdeiro de uma família de músicos, que tem o ecletismo como marca de seu trabalho. Ele vai do marabaixo ao merengue, do reggae ao pop, e é um dos autores da simbólica Tô em Macapá, em parceria com Sabatião. Nivito faz parte da geração de músicos que contribuíram para a construção da identidade musical regionalizada do Amapá, baseada nos sons do batuque e marabaixo, nos sons indígenas e na Amazônia.

“Tambores do Meio do Mundo não é só shows, palco e luzes, ele é muito maior, um projeto sem tempo para acabar, é para reviver o Largo do Formigueiro, trazer de volta a efervescência cultural que aconteceu neste espaço histórico de Macapá. Um chamado para as novas gerações de artistas, independente de estilo, se apropriarem com responsabilidade e respeito pelo Largo, colocar em prática projetos e ideias” disse Val Milhomem.

Os shows do projeto Tambores do Meio do Mundo encerram nos últimos dias de dezembro de 2022.

Mariléia Maciel
Fotos: Nani Rodrigues