Emenda parlamentar garante recursos para aviário, produção de manteiga de cupuaçu e experimentos de café da Embrapa Amapá

Senador Lucas Barreto (o segundo a partir da esquerda), produtores parceiros e equipe da Embrapa, em visita ao aviário experimental, instalado no distrito periurbano de Fazendinha (Macapá-AP)

A expansão das Unidades de Referência Tecnológica (URT) de avicultura, beneficiamento de açaí e de cupuaçu, e cultivo de café, em assentamentos rurais do Amapá, foi o principal assunto tratado durante visita do senador Lucas Barreto (PSD/AP) à Embrapa Amapá na última segunda-feira, 24/6. O parlamentar foi recebido pelo chefe-geral Antonio Claudio Almeida de Carvalho, demais gestores, e equipes técnicas de diversas áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.

A programação conta com uma reunião técnica na sede do centro de pesquisa, em Macapá (AP), e visita ao sistema de criação e manejo de galinhas poedeiras Embrapa 051 . No ano de 2023, recursos na ordem de R$ 400 mil, de emenda parlamentar do senador, viabilizaram este sistema e também a compra dos equipamentos para instalar uma mini fábrica de manteiga de cupuaçu no município de Porto Grande; a construção de um secador para sementes de café; um viveiro para mudas; e reforma da casa de vegetação da sede da Embrapa Amapá.

O senador afirmou que mantém seu apoio a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica, com foco na melhoria da agropecuária sustentável do Amapá, e pretende apresentar emenda ao Orçamento da União de 2025, incluindo os recursos para a construção da mini fábrica de manteiga de manteiga cupuaçu foi instalado na área da Associação dos Produtores Rurais da Colônia Agrícola do Matapi, município de Porto Grande.

Recursos custearam experimentos de café    

O pesquisador Rogério Alves detalhou ao senador, os avanços, desafios e perspectivas da pesquisa com cafeeiro, incluindo as URTs instaladas no Campo Experimental do Cerrado e em área de produtores parceiros, localizados nos municípios de Porto Grande, Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio . Ele destacou a importância dos recursos da emenda parlamentar para a manutenção dos experimentos. Alves explicou ao senador que a Embrapa atua em pesquisas com cafeeiro com dois objetivos: lançar uma cultivar genuinamente amapaense; e recomendamos cultivares já lançadas pela Embrapa Rondônia, que sejam adequadas ao Amapá nos aspectos de desenvolvimento da planta, resistência a doenças e pragmatismo e qualidade da bebida.

Um dos experimentos no Campo do Cerrado foi instalado a partir de sementes. É composto de 500 plantas, sendo que 20 plantas foram selecionadas para análises, lançamos uma cultivar genuinamente amapaense, detalhou Rogério Alves. Ele acrescentou que outro experimento também foi instalado no Campo do Cerrado, mas com clones de cultivares que já foram desenvolvidos e lançados pela Embrapa Rondônia.

Sucesso no manejo de poedeiras Embrapa 051

Durante uma visita ao aviário instalado no distrito de Fazendinha, o senador constatou in loco a evolução das 400 poedeiras coloniais Embrapa 051. Estas aves são galinhas híbridas, resultantes de cruzamentos entre linhas Rhode Island Red e Plymouth Rock Branca, selecionadas na Embrapa Suínos e Aves (Concórdia/Santa Catarina). O chefe-geral da Embrapa Amapá ressaltou as características desta linhagem como adequadas para o incentivo ao segmento da agricultura familiar, por serem rústicos se adaptarem bem aos sistemas menos intensivos. Com isso, pequenos produtores rurais têm acesso a uma tecnologia que consiste em genética avançada, que proporciona aumento de produtividade na postura e agregação de valor pela venda da carcaça para consumo, conforme material de divulgação da Embrapa 051.

O aviário visitado pelo senador é administrado em parceria pelo pesquisador Jorge Segovia e pelo produtor Walter Cunha da Silva e seus familiares. O principal objetivo do sistema de manejo de poedeiras Embrapa 051 é gerar tecnologia voltada para a produção de galinhas poedeiras rústicas, precoces e de alta produtividade de ovos caipira, com rendimento médio de 345 ovos por ciclo; com boa produção de carcaça no final do ciclo (2,3 quilos) e obter material de cama de aviário (serragem) de boa qualidade para a produção agroecológica de hortaliças.

No dia da visita do senador, as 400 aves contavam com 16 semanas de vida. Foram adquiridas com um mês e a idade indicada como adulta é de três meses, sendo que a postura é aguardada para o período de 14 a 18 meses, portanto no mês de agosto deste ano. Seguindo o check-list de manutenção diária, o produtor Vicente Neto contribui para o sucesso do sistema, que aponta a sobrevivência de todas as aves adquiridas para o experimento.

“No galinheiro estamos sempre medindo a temperatura e a umidade, sendo 30 graus a temperatura ideal. Quando estiver acima de 30 graus tomamos medidas como baixar as cortinas, ligar os ventiladores para o ar circular, e em dias chuvosos levantar a cortina e ligar as lâmpadas”, explicou. Outra medida de manejo é manter uma ração balanceada. A água é filtrada e as aves não tomam antibióticos. A prevenção de doenças é feita com vacinas.

A programação foi acompanhada também pela chefa adjunta de Pesquisa, Cristiane Ramos de Jesus; chefe adjunto de transferência de tecnologias, Jô de Lima; chefe adjunto de Administração, Adalberto Barbosa; pesquisador Nagib Melém; pesquisadora Ana Elisa Montagner; analista Daniel Montagner; pesquisadora Valeria Bezerra. Estiveram na equipe do senador, a assessora Ana Paula Braga e o assessor legislativo Egnaldo Costa.

Dulcivânia Freitas (DRT-PB 1.063/96)
Embrapa Amapá