Meu Nome é GAL…

Por Lilian Monteiro

Maria da Graça Costa Penna Burgos, a nossa GAL COSTA, de todos os brasileiros e brasileiras, deu uma pausa na voz potente e afinada nesta quarta-feira (09) de novembro de 2022, com sua partida inesperada. Ela pegou todo mundo de surpresa e fez silenciar cada coração que no peito já sente uma saudade enorme de um talento descoberto aos 20 anos ao lado de Caetano Veloso e Gilberto Gil.

A menina mulher baiana com o dom de encantar, um dos símbolos da MPB, disse em uma das suas últimas entrevistas em 2021, que era pessoa com “alma de jovem”, e disse não temer a passagem do tempo. “Isso não me aflige, mas significa que estamos perto de partir deste mundo. Eu adoro a vida, ela é preciosa. É um milagre. Quero viver muito”, disse Gal.

Com seu canto, com sua voz, Gal era ativamente política, ela dizia que: “a música tem força, sim, para lutar contra as injustiças do mundo”. Por certo, ela sabia exatamente que sua voz, sua musicalidade era infinitamente maior do qualquer sentimento que não brindasse a vida e ao amor, porque ela foi amor da cabeça aos pés, como um dia de domingo.

 

E Assim ela foi Chuva de Prata… com a voz de clássicos como “Baby”, “Meu nome é Gal”, “Meu bem, meu mal”, “Pérola Negra” e “Barato total”. Gal tinha a voz doce e muito forte ao mesmo tempo. Me apaixonei por ela desde moleca, quando ouvia na vitrolinha do canto do quarto compartilhando emoções tão reais e únicas com ela, assim como muitos admiradores dela.

Seu Nome é GAL… é ela! Ela já conquistou os nossos corações e o mundo, seu nome já está escrito por toda vida. Você é meu caminho, meu vinho. Meu vício, desde o início.
Nosso muito obrigada, Gal.

Sentiremos falta do seu talento, estarás em cada nota cantada de suas canções.