Governo do Amapá leva alimentos e água para mais de 250 indígenas afetados pela cheia do Rio Oiapoque

Apesar da situação, nenhuma família precisou ser remanejada

Nesta quarta-feira, 15, o Governo do Estado enviou 50 kits de alimentos, do programa Amapá Sem Fome, e 250 litros de água potável para três aldeias afetadas por alagamentos causados pela elevação do Rio Oiapoque, na fronteira entre Brasil e Guiana Francesa. As localidades ficam dentro das Terras Indígenas de Juminã e Galibi, onde cerca de 43 famílias foram atingidas pelas águas.

A situação ocorre devido às contínuas chuvas que afetam a região, elevando o nível do rio. Segundo a secretária dos Povos Indígenas do Amapá, Sônia Jeanjacque, o material enviado à região chega na manhã desta quinta-feira, 16, e será enviado diretamente para as aldeias, onde irão atender 250 pessoas.

“A logística que montamos considera todo o percurso até as localidades. São cerca de 600 quilômetros da capital até Oiapoque e, chegando no município, desembarcamos os kits na sede da Funai. Da cidade até as aldeias, leva aproximadamente uma hora de viagem. Lembrando que as três comunidades ficam geograficamente em lugares diferentes. Uma dentro do Igarapé do Taparabu, dentro da Terra Indígena Galibi, e duas dentro do Igarapé do Juminã”, explicou Sônia.Os alagamentos afetaram as aldeias Uahá, Marripá e Kuai Kuai, localizadas em áreas de ilhas, dentro de campos naturalmente alagados. A chuva na região tem elevado o nível da água, fazendo com que alcance as residências e afetando o fornecimento de água potável em pelo menos uma comunidade. Apesar da situação, nenhuma família precisou ser remanejada.

“Pedimos uma visitoria da Defesa Civil, que foi até a região e constatou o alagamento. A partir disso, o governador Clécio Luís, solicitou que a gente pudesse estar enviando toda essa auxílio para as aldeias”, destacou a secretária.

Monitoramento

Desde a última quinta-feira, 9, o Governo do Amapá vem monitorando o aumento do Rio Oiapoque, com verificação nas localidades para identificar a situação de cada área atingida com o objetivo de traçar e colocar em prática ações que amenizem os prejuízos causados pelo avanço da água.

De acordo com o acompanhamento da Defesa Civil do Amapá, avaliando os últimos três meses do ano, houve elevação no nível do rio, contudo foi registrada queda na última semana.

Segundo o major do Corpo de Bombeiros e chefe da Seção de Planejamento da Defesa Civil, Wagener Reis, o monitoramento do nível do Rio Oiapoque é contínuo.

“Estamos dando apoio a Defesa Civil Municipal com estes levantamentos das áreas indígenas, que é para onde estão indo os kits e continuamos no monitoramento até a normalização da situação na região”, explicou o major.

Ainda segundo a observação da Defesa Civil, o aumento do nível da água provocou a contaminação de poços e fossas sanitárias utilizadas pelos povos indígenas, por isso a necessidade de também levar água potável para a região.

Dependendo da situação nos próximos dias, outras ações poderão ser encaminhadas às comunidades, como entrega de mais mantimentos.

Governo do Amapá abre chamada pública para compra de alimentos de agricultores e entidades sociais

Em 2022, o Programa de Alimenta Brasil (PAB), dispõe de R$ 1,3 mi para atender 427 agricultores e 181 entidades nos 16 municípios.

O Governo do Amapá lançou duas chamadas públicas – para pessoas físicas e jurídicas – com foco na agricultura familiar.

Os certames são para o Programa de Alimenta Brasil (PAB), que dispõe de R$ 1,3 mi para atender 427 agricultores e 181 entidades nos 16 municípios. O programa, que visa a compra do excedente de produção, é coordenado pelo Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap).

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As chamadas são destinadas à seleção de agricultores e entidades socioassistenciais. Os agricultores interessados devem apresentar os documentos para habilitação no período de 4 a 15 de julho, na sede local do Rurap, em seu respectivo município.

As entidades sociais que pretendem participar do programa devem procurar a Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social (SIMS), também no período de 4/07 a 15/07.

O PAB substituiu o antigo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com as mesmas regras de compra do excedente de produção, mas com mais transparência.

Apoio à agricultura

De acordo com o diretor-presidente do Rurap, Hugo Paranhos, o programa é importantíssimo para os produtores, pois, é mais uma fonte de renda que vai diretamente para os agricultores.

“Queremos a cada dia incentivar a agricultura familiar e requerer a inclusão econômica e social com fomento à produção sustentável e a geração de renda. Agora ressalto que com o PAB é possível atender muitas famílias que são atendidas pelas associações que recebem os alimentos”, destacou.

https://www.portal.ap.gov.br/noticia/2906/governo-do-amapa-abre-chamada-publica-para-compra-de-alimentos-de-agricultores-e-entidades-sociais