Oportunidades no agronegócio atraem empresários e representantes do governo francês para o Amapá

Iniciativa busca exportar grãos não transgênicos para a União Europeia, gerando renda para o estado.


Empresários e representantes do governo francês investem em pesquisas envolvendo a produção de grãos não transgênicos em solo amapaense. O Governo do Amapá apoia a iniciativa, que busca exportar milho e soja à União Europeia, gerando emprego e renda para os amapaenses.

Como parte do projeto, na quinta-feira, 1, uma comitiva do país europeu visitou uma propriedade na zona rural de Macapá, onde já foram plantados 50 hectares de soja e 50 hectares de milho, com um investimento inicial de R$ 500 mil. O objetivo é analisar e levantar dados sobre a qualidade dos grãos em solo amapaense, como explicou Eric Martin, um dos representantes franceses.

“O mercado europeu exige, atualmente, alimentos naturais, sem agrotóxicos e totalmente orgânicos. Em nossas metas podemos afirmar que os valores de mercado dos grãos não transgênicos especificamente, a soja, tem divisas financeiras altíssimas”, afirmou.

O vice-governador, Teles Júnior, recebeu os franceses para debater e alinhar ações de incentivo à exportação de grãos. A inciativa está alinhada aos objetivos de desenvolvimento econômico do Governo do Amapá.

“Nós queremos desenvolver o estado e essa parceria com a França é fundamental para o setor do agro. Agora, já estamos com objetivo de organizar as questões burocráticas para que possamos ter nosso produto aceito pela União Europeia. A possibilidade de exportação vai gerar emprego e renda no Amapá”, destacou Teles Júnior.

O produtor rural Udimar Missolla é o proprietário da área que recebeu o plantio com investimento francês. Os empresários europeus repassaram ao trabalhador um questionário que contará com todas as informações técnicas sobre a plantação. O documento será apresentado futuramente para os países da União Europeia.

Acompanharam a inspeção nas áreas de campo o secretário de Relações Internacionais e Comércio Exterior, Lucas Abrahao, e servidores da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural (SDR) e do Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural (Rurap).

Governo do Amapá faz visita técnica à produção de grãos para incentivo ao agronegócio

Previsão é que o Amapá tenha em 2023 cerca de 10 mil hectares de plantio de soja, milho e feijão.


Uma equipe de técnicos do setor econômico do Estado acompanhada pelo vice-governador, Teles Junior, participaram de um “dia de campo” em uma produtora de milho e soja, no município de Porto Grande, a 102 quilômetros de Macapá.

A atividade aconteceu na Fazenda São Lucas no fim de semana. Na ocasião, o grupo participou do primeiro dia de colheita, para observar e incentivar investimentos privados no campo, uma das políticas públicas prioritárias do Governo do Amapá.

A fazenda é uma referência no cultivo de grãos no estado e atualmente apresenta uma área de 320 hectares de plantio de milho. Ainda neste primeiro semestre, o empreendimento deve plantar 400 hectares de soja, com colheita prevista para o mês de agosto, uma oportunidade também de geração de emprego e renda na região.

“O que estamos vendo aqui é exatamente o queremos para o nosso Amapá, uma produção grande com potencial de vendas no mercado local e externo. Vamos incentivar o agronegócio em um ambiente administrativo seguro e assim, diversificar a economia do Amapá”, destacou o vice-governador, Teles Júnior.

Com um comércio amplo e com muitas demandas, cerca de 70% da produção da fazenda já está vendida para o mercado local, que em beneficiamento, transforma o produto em diversos alimentos e ainda é a base de rações destinadas para pequenos animais como aves e suínos.

De acordo com o gestor da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Kelson Vaz, com produções desse porte é possível fomentar outras cadeias, reduzir custos de alimentos e incentivar também a agricultura familiar.

“Um segmento como esse puxa outros serviços como a produção de rações mais baratas que ajuda o pequeno produtor; além de contribuir também com os programas do estado que são voltados para a agricultura, já que haverá uma produção local e assim, não necessitar comprar em outro Estado. É uma cadeia no setor primário sem falar que aumenta a geração de emprego e renda”, enfatizou Vaz.

A previsão é que o Amapá tenha em 2023, cerca de 10 mil hectares de plantio de grãos envolvendo soja, milho e feijão. Com interesse de trazer mais investimento, o produtor rural, Renan Massoni, destaca as potencialidades do estado e a importância da gestão estadual para o setor.

“Temos uma área propícia, clima bom e um mercado aberto para o segmento, além de uma produção que apresenta grandes perspectivas, pois em nossas primeiras colheitas já chegamos em 100 sacas de milho por hectare, onde a média nacional é de cerca de 200, isso atrai investimento e alinhado com o setor público, traz segurança administrativa para nós que produzimos”, disse Massoni.

Selo Amapá
Visando atrair e incentivar valores aos produtos genuinamente amapaenses, a Fazenda São Lucas deverá ser certificada pelo Governo do Estado com o Selo Amapá. Desta forma, haverá uma diversificação do Selo, que envolve produtos in natura e beneficiados.

Comitiva
Estiveram compondo a comitiva do Estado os gestores e representantes públicos da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Desenvolvimento Rural (SDR), Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural (Rurap), Agência Amapá, Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa), além do presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae-AP, Josiel Alcolumbre, Assembleia Legislativa (Alap), com o deputado Jesus Pontes, e Associação de Criadores do Amapá (Acriap).

Governo do Amapá lança chamada pública do projeto Plataforma Quintais Florestais

O Governo do Amapá lança nesta quarta-feira, 29, a chamada pública do projeto Plataforma Quintais Florestais, que tem o objetivo de cadastrar a produção agrícola de produtores locais.

 

Esse cadastro é uma parte do módulo de criação do observatório do projeto, que busca aperfeiçoar o processo de compra e venda de alimentos através de um “sistema web”, possibilitando o acesso ao histórico das transações, a impulsão da economia local e a eficiência na utilização dos recursos públicos.

O projeto pretende alavancar a inclusão dos agricultores amapaenses no processo de distribuição de alimentos, tanto para o setor privado quanto para os estabelecimentos públicos, com foco especial nas escolas estaduais e municipais.

A plataforma é uma realização da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), em conjunto à Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec) e ao Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap).