Amapá reforça vigilância na rede hospitalar para notificações e identificação de casos de varíola dos macacos

 

O Amapá está reforçando a vigilância na rede hospitalar para monitoramento de casos suspeitos de monkeypox – vírus causador da doença popularmente conhecida como varíola dos macacos. Com isso, o Estado volta a capacitar a rede hospitalar dos municípios para  identificação e notificação de casos suspeitos – as ações preventivas  são realizadas desde o início das notificações da doença no mundo.

Até o momento, não há casos de varíola dos macacos no Amapá. O reforço é preventivo e está relacionado às alterações de monitoramento realizadas pelo Ministério da Saúde: com a rápida expansão da doença pelo país, as notificações não irão mais precisar de vínculo de viagem para ser realizadas.

 

“Com o aumento de casos confirmados e a notificação do primeiro óbito no país, as alterações na nota técnica do Ministério da Saúde se dão para facilitar a identificação dos casos e obter uma resposta rápida de amparo aos pacientes”, explica a gerente do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde, Solange Sacramento.

 

Nesta terça-feira, 2, a Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá (SVS-AP) participou de mais uma capacitação junto com a Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar, trazendo as atualizações necessárias para fortalecer o monitoramento e notificações junto aos municípios.

 

“Além de fortalecer nossa rede com informações e capacitações, também orientamos a população sobre a proteção contra a doença, que se dá por meio do uso de máscara de proteção e higienização das mãos. É importante também buscar atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas”, explica Solange.

 

Para a notificação de casos suspeitos, prováveis ou confirmados, serão atendidos os critérios estabelecidos pelo MS, como:

 

Caso suspeito:

 

– Início súbito de lesões nas mucosas ou erupções cutâneas sugestivas para monkeypox.

 

Caso provável:

 

– Exposição próxima ou prolongada sem proteção respiratória ou contato físico direto com parceiros (as) múltiplos ou desconhecidos nos 21 dias que antecedem os sintomas;

 

– Exposição próxima ou prolongada, sem proteção respiratória, ou com contato íntimo (incluindo sexual) com caso provável ou confirmado de monkeypox nos 21 dias anteriores ao início de sintomas;

 

– Contato com materiais contaminados, como roupas de cama, banho ou utensílios de uso comum que pertençam a caso provável ou confirmado da doença nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas;

 

– Trabalhadores da saúde sem uso adequado de equipamentos de proteção individual com histórico de contato com caso provável ou confirmado de mokeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas.

 

Caso confirmado:

 

– Casos analisados em laboratório com resultado positivo para a presença da doença.

 

Análise laboratorial

 

O Laboratório Central do Estado (Lacen/AP) também integra a equipe de Vigilância em Saúde. Já foram estabelecidos os fluxos de recebimento de amostras para envio ao Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais, onde serão realizadas as análises do Estado.

 

O fluxo de atendimento para a população será iniciado através das unidades de saúde, onde ele poderá ser avaliado para a notificação de caso suspeito ou não. Os indivíduos em busca de atendimento podem pertencer a qualquer faixa etária, contanto que apresentem erupção cutânea sugestiva para monkeypox ou vínculo epidemiológico prévio que anteceda 21 dias antes do início dos sintomas.

 

As coletas serão realizadas pelas unidades hospitalares e encaminhadas ao Lacen/AP para serem submetidas às análises necessárias. O laboratório também prevê ciclos de capacitações para os servidores das unidades de saúde sobre a coleta adequada do material para análise.

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