“Operação Calabar”: Gaeco/MP-AP e Polícia Civil prendem agente penitenciário e reeducando suspeitos de favorecer internos do Iapen, integrantes de facção criminosa

O Ministério Público do Amapá (MPAP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), em ação conjunta com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) e Delegacia de Polícia Civil de Mazagão, deflagraram nesta terça-feira (3), a “Operação Calabar” e deram cumprimento a mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra um policial penal e um interno do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). O agente penitenciário é suspeito de favorecer reeducandos integrantes de facção criminosa, que cumprem pena no Iapen.

De acordo com as investigações, o policial penal preso é suspeito de facilitar a entrada de objetos ilícitos no Iapen. Já o interno, também preso na operação, teria sido quem recebia esse material do agente penitenciário e o entregava aos outros reeducandos do instituto.

Os investigados responderão por participação em organização criminosa, tráfico de drogas e corrupção ativa e passiva, além de outras possíveis sanções. O policial penal também poderá responder a processo administrativo.

A operação “Calabar” foi denominada em alusão a um dos maiores traidores da história: Domingos Fernandes Calabar.

A coordenadora do Gaeco/AP, promotora de Justiça Andréa Guedes, destacou que o combate à corrupção praticada por agentes públicos que facilitam a entrada de objetos ilícitos no Iapen é essencial para manter a ordem no sistema penal e enfraquecer as lideranças das organizações criminosas, que, sabidamente, mesmo cumprindo suas penas, continuam a comandar e ordenar práticas criminosas externamente.

“Combater a corrupção de agentes públicos no sistema carcerário é essencial para o enfraquecimento das facções criminosas. Agradeço a todos os envolvidos pelo sucesso deste trabalho. Parabéns às equipes do Gaeco e Polícia Civil que trabalharam na ação. Continuaremos atuando em parceria com as forças de segurança para o combate à criminalidade e para fazer valer a Justiça”, frisou a coordenadora do Gaeco, promotora de Justiça Andréa Guedes.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá

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