Covid-19: Amapá tem queda de 83,33% nos óbitos e melhora classificação de risco de contágio

O Amapá melhorou a classificação final da avaliação de riscos para a covid-19, conforme o atual parecer técnico do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (Coesp) que aponta o baixo risco em relação à doença no estado. Entre os principais indicadores, estão a queda de 83,33% nos casos de óbitos e a baixa procura por atendimento médico e dispensação de receitas.


Diante deste cenário, o Governo do Estado mantém no Decreto Nº 3520, de flexibilização de atividades essenciais e não essenciais, publicado nesta terça-feira, 28, as medidas que já estão em vigor desde 30 de agosto. As novas regras de funcionamento foram divulgadas nesta terça-feira, 28, junto ao parecer técnico que compara o período de 19 a 26 de setembro com a semana anterior.
Mesmo com os dados positivos, o Executivo estadual alerta sobre o risco de contaminação por novas variantes, como a delta, que já foi registrada no Amapá. Esta cepa é menos agressiva, porém contamina com mais facilidade.

Ainda de acordo com o parecer técnico, o município de Oiapoque requer mais atenção, uma vez que apontou indícios de aumento dos casos da doença. Dos 105 casos confirmados na semana de 19 a 26 setembro, 40 são do município fronteiriço.
O Governo do Estado garantiu o envio de uma equipe de profissionais de saúde para a cidade, que faz fronteira com a Guiana Francesa, com objetivo de reforçar as medidas protetivas e controlar a situação, com foco no aumento da cobertura vacinal.
“Os indicadores estaduais continuam estáveis, com queda em internação e óbitos, obviamente um reflexo positivo das medidas de proteção à vida em todos os municípios, mas Oiapoque exige um cuidado específico”, explicou o governador do Amapá, Waldez Góes.

Segundo o presidente do Comitê Médico de Enfrentamento à Covid do Amapá, Pedromar Valadares, o aumento de casos está relacionado à variante delta e a região de fronteira oferece mais vulnerabilidade devido a circulação de pessoas entre os dois países.

“Vamos continuar o alinhamento com os secretários municipais de saúde, prefeitos e responsáveis técnicos para manter o tratamento e protocolo, o modelo de enfrentamento não mudou. O reforço deve ser na abordagem e tratamento da fase inicial, para evitar casos graves”, disse Valadares.

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