Sankofa divulga sua última programação deste fim de semana, antes do fechamento do espaço

O espaço cultural Sankofa preparou um programação com reggae, cantores locais , poesia e muito Marabaixo que começa nesta quinta-feira, 10, e segue até domingo, 13. Os quatro dias de festa são para infelizmente encerrar o ciclo do Sankofa que fechará em definitivo.

 

O espaço começou em 2016, no Quilombo do Curiaú, como símbolo de valorização da arte e da cultura quilombola. Atualmente ele funcionava na Orla do bairro Santa Inês, tornando-se uma das grandes referências do setor cultural do estado.

O Sankofa se consolidou como palco de grandes manifestações culturais, entre shows, exposições, poesia, literatura.

O proprietário Willy Miranda, lamenta o fechamento do espaço. “Foram quase 8 anos cultuando a tradição de servir arte. Alegrias e choros, poesia e grito dos oprimidos, música e dança, arte e cultura, sons, cheiros e sabores, e acima de tudo afetividade. Uma jornada que iniciou em 2016, no Quilombo do Criaú, e veio parar na frente do majestoso Amazonas. De lá para cá a gente só viu e viveu a evolução, muita coisa mudou, mas a essência política sempre foi aquilombar com o propósito de continuar, cultuar e manter a herança do nosso povo. Fizemos o nosso melhor, um orgulho para nós e para os nossos, manifestando nossa arte e cultura como nunca antes registrado na história, um sonho realizado. Bar, restaurante, casa, quilombo, ninho ou simplesmente SANKOFA que passa a ser parte apenas das nossas memórias. E nunca iriamos encerrar sem deixar de nos despedir, e como em África a gente comemora tudo, inclusive o fim”, disse Willy.

 

Sankofa, que dá nome ao Espaço, é um símbolo que faz parte de um conjunto chamado Adinkra, um dicionário de valores e significados desenvolvidos pelos Akan (grupo étnico-cultural, presente em vários países da África). Esse conjunto constitui uma espécie de sistema de preservação e transmissão de valores que guia a ética e a política da comunidade. É representado por um pássaro estilizado que se move para frente, mas sempre olha para trás e carrega em seu bico um ovo (o futuro), manifesta a importância de compreender o presente sem entender e estar consciente do passado. 

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