Confraria Tucuju: eleição decide nova diretoria da entidade

Nesta sexta-feira, 30 de setembro, será eleita a nova diretoria e conselho fiscal da Confraria Tucuju, em Macapá, para o quadrênio 2022/2026. A eleição segue as regras do Edital de 29 de agosto deste ano e descrito na Ata da Reunião de Assembleia Extraordinária de 22 de abril. Os sócios aptos podem votar de 9h às 17h, na sede provisória da Confraria, Biblioteca Pública Elcy Lacerda. Ao final da votação a chapa vencedora será aclamada e a posse marcada em seguida.

A Comissão Eleitoral é formada pelos sócios José Henrique da Silva, presidente, e como membros, Aurino Borges, Miguel Arcanjo Ferreira, Odenora Rocha, e Lincolin Américo Filho. A composição da chapa é formada por presidente, vice-presidente, secretário-geral, secretário-adjunto, tesoureiro, diretor de marketing, diretor de biblioteca e acervo histórico, e três membros do Conselho Fiscal e seus suplentes.

As inscrições encerraram dia 19 de setembro, e somente uma chapa foi inscrita, encabeçada pelo economista e produtor de cultura no Amapá, Cláudio Bahia. Podem votar os associados adimplentes até 2014, os que atualizaram suas obrigações após ou associaram-se até 31 de julho de 2019.

A Confraria Tucuju foi criada no dia 8 de julho de 1996, como manifestação de insatisfação e repúdio, e para iniciar um movimento cultural de valorização da cultura macapaense. O fato que deu início à criação da entidade foi a prisão do líder negro e patriarca de família que realiza os festejos do Ciclo do Marabaixo, Mestre Pavão, após atos considerados arbitrários, cometidos por um operador de direito do Amapá.

Desde sua criação, a entidade passou a ser referência na valorização de pioneiros e da cultura e história de Macapá, trabalhando pelo resgate da memória da cidade e presevação das tradições. Se tornou tradicional a festa de aniversário de Macapá promovida pela Confraria, no dia 4 de fevereiro. Batalha de Confetes, Concertos de Verão, Sarau do Largo dos Inocentes e Baile da Cidade, eram algumas das programações realizadas pela Confraria. Os eventos eram produzidos com recursos do Governo Federal através de emenda parlamentar e projetos culturais.

A atual presidente, advogada Telma Duarte, explicou na última assembleia, que as atividades foram paralizadas devido acontecimentos sequenciais, como a extinção, em 2016, do Ministério da Cultura e o arquivamento de todos os projetos em trâmite e contas bancárias encerradas, desocupação da sede do prédio da Diocese, a pedido do Bispo Dom Pedro Conti, e a pandemia. Para a presidente, a eleição marca um novo momento na história da Confraria, com a retomada de projetos e eventos, e luta por valorização e resgate da cultura macapaense.

Marileia Maciel

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