‘A cultura de Santana é potente e precisava dessa casa’, celebra governador Clécio Luís na inauguração do 1º Cine Teatro Municipal do Amapá

Destacando Santana como um celeiro de fazedores de cultura, foi inaugurado nesta sexta-feira, 5, o Cine Teatro Municipal Sílvio Romero. O espaço, entregue pela Prefeitura de Santana, receberá suporte técnico do Governo do Amapá durante o primeiro ano de funcionamento.

Com capacidade para 500 pessoas, esse é o primeiro teatro municipal inaugurado no Amapá, cujo palco foi preparado para receber uma série de apresentações culturais e eventos.

“A melhor forma de entregar um cine teatro é com arte. A cultura de Santana é forte, é potente e é movimento. Esse teatro representa o movimento cultural de Santana e passa a ser também agora nossa referência. Esse município precisava dessa casa. O povo de Santana vai viver dias memoráveis aqui nesse teatro”, destacou o governador Clécio Luís, que celebrou a inauguração.

Autor das emendas parlamentares destinadas para a construção, no valor de R$ 8 milhões, o senador Davi Alcolumbre destacou o trabalho em conjunto para concretizar a entrega para um município que respira cultura.

“Esse teatro só foi possível porque nós sonhamos, acreditamos e fizemos isso acontecer juntos. Esse teatro será palco de sonhos, de muitas realizações e de uma coisa que todos nós sabemos e conhecemos: Santana é o centro da produção cultural do Amapá”, disse o senador Davi Alcolumbre.

Virada Cultural

O palco do teatro já foi ocupado por uma série de artistas, desde a quinta-feira, 4. Para celebrar a inauguração, com apoio do Governo do Estado, a prefeitura organizou uma virada cultural, com apresentações de música, teatro, circo, danças e audiovisual. A programação encerrou após a inauguração, com show nacional do comediante Tirullipa.

Com a presença de artistas, demais fazedores de cultura, políticos e moradores, a inauguração evidenciou o mais novo teatro do estado como um dos mais importantes espaços dedicados à valorização da arte amapaense.

“Um povo sem cultura não tem identidade e para ser forte um povo precisa ter a cultura forte. Nós de Santana temos uma cultura forte. Essa cultura faz pulsar o coração, faz vibrar as emoções e faz a gente se apaixonar cada vez mais por Santana”, afirmou o prefeito de Santana, Bala Rocha.

A partir de convênio firmado entre a Prefeitura de Santana e a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), no valor de R$ 800 mil, o equipamento público vai contar com um trabalho técnico na gestão e na organização de pautas culturais por meio do Governo, que auxiliará com técnicos de iluminação e som, organização do conselho de pauta, bilheteria e outras funções.

“O primeiro teatro municipal do Amapá vai ser o palco de toda a classe artística do estado. Hoje está sendo entregue um dos mais importantes equipamentos culturais do Amapá”, comentou a secretária de Cultura em exercício, Marina Beckman.

O Cine Teatro

Localizado na Rua General Ubaldo Figueira, bairro Nova Brasília, o teatro tem uma área de mais de 2 mil metros quadrados. Além do salão principal, com capacidade para receber 500 pessoas na plateia, e um palco de 180 metros quadrados, o espaço também possui uma sala com 80 lugares e um palco menor, para apresentações diversas.

“Hoje nós estamos focados em construir a economia criativa do setor cultural. O fazedor de cultura é um trabalhador da cultura, que precisa de uma indústria, uma estrutura. E um passo importante para isso é esse abrir casas de espetáculos para que essa produção cultural possa ser apresentada”, disse o presidente do Conselho Estadual de Política Cultural, Cirley Picanço.

Com acessibilidade nos pavimentos térreo e superior, a estrutura conta ainda com sala de convenções, sala para oficinas de teatro, música e arte; sala de leitura, salão de espera, dois camarins (masculino e feminino), bilheteria e videoteca. Há também salas de apoio administrativo, coordenação, secretaria, depósito e copa.

“Em nome do presidente Lula, reafirmo o compromisso do Governo Federal em manter viva a política cultural brasileira. Se o Amapá tem mais equipamentos e ambientes de produção popular, é resultado dessa política. Que, a partir desse teatro, possamos captar ainda mais recursos e trabalhar em prol da cultura amapaense”, declarou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que foi governador do Amapá e garantiu convênio para a construção da obra.

Sílvio Romero

Filho de Raimundo Saldanha Dantas e Maria Natalice Ribeiro Dantas, Sílvio Romero nasceu em Santana, no ano de 1973. Professor do Estado de Língua Portuguesa e grande incentivador da cultura à frente de movimentos culturais, se destacou pela atuação na comédia, com críticas e sátiras da política e do cotidiano santanense.

Em vida publicou o livro “A Confusão de Uma Mão Dentro de Uma Mão”, em 1992, e o Chapeuzinho Roxo, registrado em 1993; foi um dos pioneiros do movimento cultural Lua Cheia; criou uma das maiores obras-primas do teatro santanense, a peça “A Parada”; deixou inúmeras obras para o audiovisual; idealizou o projeto Quarta Cultural e foi diretor da Biblioteca Pública Municipal de Santana.

Sílvio Romero morreu em outubro de 2011, aos 38 anos, em acidente de trânsito próximo ao distrito do Coração.

“A cada peça de teatro, a cada evento gospel, a cada música, a cada evento que for celebrado a partir de hoje no Teatro Silvio Romero é a permanência de Sílvio Romero e da arte amapaense entre nós. São esses atos que nos demonstram que o nosso trabalho vale a pena”, evidenciou o senador Randolfe Rodrigues.

O filho de Sílvio interpretou, ao lado de artistas santanenses, a performance “A Parada de Sílvio Romero”, uma homenagem ao pai e as obras dele.

“A cultura compõe a identidade de um povo. Sem ela, nós não saberíamos quem somos. Silvio Romero foi pioneiro em organizar o segmento e é maravilhoso testemunhar essa obra que vai servir para fomentar ainda mais a nossa cultura e a nossa identidade”, comentou o único filho de Sílvio Romero, o jovem Romero Dantas Júnior, de 21 anos.

Ao fim da performance, os senadores Randolfe e Davi anunciaram que livros de poesia de Sílvio Romero serão publicados pelo Conselho Editorial do Senado Federal, inclusive uma obra inédita.

“Eu conheci Sílvio Romero aos 10 anos de idade, na escola, eu vi as primeiras peças dele. A gente ensaiava na casa da mãe dele, ao lado da casa do meu pai. Silvio era a representação da cultura santanense”, descreveu o deputado Jory Oeiras.

Além dele, também representaram a Assembleia Legislativa do Amapá os deputados estaduais Edna Auzier e Rodolfo Vales.

Confira como foi a entrega do Cine Teatro Municipal Sílvio Romero, em Santana:

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