Plano de monitoramento da foz do Amazonas e costa oceânica do Amapá é destaque no Global Ocean Day

Iniciativa do Governo do Estado integra as ações do Junho Verde

Com apresentação do Plano Foz de monitoramento da costa oceânica do estado e da foz do Rio Amazonas, o Amapá foi destaque no primeiro dia do Global Ocean Day e Oceans20 Dialogues, nesta sexta-feira, 7. O evento mundial no Brasil, reúne lideranças políticas, empresariais e investidores em Economia Azul, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

A iniciativa do Governo do Estado, que também integra as ações do Junho Verde, mês do meio ambiente, teve como porta-voz a especialista do Instututo de Pesquisa Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), Cláudia Funi, mestre em Biodiversidade Tropical e Geografa, que participou do Painel: “Planejamento Espacial Marinho e o Monitoramento”.

O objetivo é integrar o Plano Foz às redes de observação e monitoramento do Brasil relacionadas à zona costeira e ao mar amazônico, buscando inovação e desenvolvimento econômico no setor marinho.

“Mostramos os desafios tecnológicos, metodológicos, que vivemos hoje onde métodos convencionais utilizados em outras áreas costeiras do país não se aplicam, e temos a necessidade de avançar no conhecimento para poder impulsionar a economia local e a navegação. Nós estamos em uma área extremamente plana, com a nossa parte costeira muito próxima ao nível do mar, então isso traz para a gente grande vulnerabilidade nesse cenário atual de mudanças climáticas e precisamos de uma série de estudos e de planos para poder ter ações para mitigar esses efeitos”, explicou a especialista.

O secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Edvan Andrade, destacou a troca de experiências, ressaltando que além do aprendizado, o Amapá também trouxe grandes contribuições para o evento.

“Estamos com o alinhamento para levar inovação e economia para dentro do hub de inovação do Estado voltado para a economia marinha. O Amapá também buscou na apresentação do Plano Foz do Amazonas, procurar captar recursos para integrar o Estado às redes de monitoramento do Brasil relacionadas à zona costeira e ao mar amazônico e amapaense, uma necessidade que vai contribuir para estudos de todo o país”, pontuou o secretário.O papel dos oceanos na produção de conhecimento e na regulação do planeta foi importante para promover debates qualificados entre cientistas, políticos e gestores para encontrar as melhores ações visando a qualidade de vida da população, respeitando o meio ambiente marinho, que compreende mais de 70% do planeta, ressaltou o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), Gutemberg Silva.

“Participar deste grande encontro é muito importante para o Amapá, o Oceano Global Daty, discute o papel dos oceanos na produção de conhecimento, na regulação do planeta, no futuro da humanidade, o momento em que vários cientistas políticos, gestores, estão promovendo um debate qualificado, pensando nas ações mais eficazes para a gente conseguir, pouco a pouco, melhorar a qualidade de vida da população, respeitando o meio ambiente, neste caso a vida marinha, que compõe a maior parte do nosso planeta”, enfatizou o presidente.Plano Foz

O projeto tem como objetivo estratégico implantar uma rede de monitoramento da foz do Amazonas e da costa oceânica do estado e integrá-la à rede de observação do Governo Federal para aumentar o volume de informações sobre a região, que possui grande relevância ambiental e climática para o planeta.

O estuário amazônico fica entre os estados do Pará e Amapá e é formado pelo encontro dos rios Amazonas e Tocantins, que desembocam no oceano Atlântico, no norte do país. O estuário é uma das regiões costeiras mais dinâmicas e menos conhecidas do mundo.

Global Ocean Day e Oceans20 Dialogues

Evento inédito no Brasil, de dois dias, que encerra neste sábado, 8, busca promover o encontro das principais lideranças do setor de Economia Azul ou Economia do Mar, do Brasil e do mundo. O evento, no ano que o Brasil preside o G20, chapter Oceans20, destacando o desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), tem objetivo de posicionar o Brasil como referência em Economia Azul, alcançado as metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14 da ONU e do Oceans20, promovendo e incentivando a inovação, tecnologias, empreendedorismo, sustentabilidade, defesa e competitividade no país.

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