Soluções para o grave problema da Água em discussão nos blogs

Do engenheiro Zema, na caixinha de comentários.

Quem conhece a estrutura do poder público sabe que os governos, quaisquer que sejam eles, são pródigos em investimentos, mas mãos de vacas no custeio, na manutenção. Em qualquer situação é assim. Saúde, educação, infra-estrutura, etc e etc.

Na água não seria diferente. A velha CAESA de guerra padece dessa falta de recursos ao longo de sua existência. Poderia ser menos traumático o custeio da empresa, entretanto a forma de captar e tratar a água faz a diferença.
Quando se instalou a captação e tratamento foi em pleno regime militar, no governo de Ivanhoé Martins. Nessa época dinheiro caia em pencas e a população era dez vezes menor. Não tinha problema retirar sedimento do amazonas a qualquer custo. Quem iria reparar nisso e contestar os militares? E assim ficamos até hoje gastando o que não se tem para comprar sulfato férrico, cloro e polímeros especiais para floculação. O sistema começou errado e vai continuar errado. Qualquer solução é bem vinda. Menos a atual.
Belém, por exemplo, capta água lá da bacia de Utinga. Poderia estar captando do Rio Guamá ou baía de Guajará, que em última instancia é Amazonas. Mas não são doidos. A COSANPA já teria quebrado como a CAESA.
A questão da captação é turbidez. O Pedreira tem água cristalina. Permite mergulho para pesca subaquática. É uma água cristalina. No máximo se gastaria cloro, fluor e pouquíssimo sulfato. Não imaginam a economia para o Estado.
O Lula está transpondo o São Francisco para irrigar e dessedentar o Nordeste. Os russos desviaram o Mar de Aral só para irrigar algodoais (se ferraram por isso). Os espanhois estão levando água do Tejo português para irrigar suas vinhas.
Temos alternativa de águas profundas, através de prospecção especial a mais de 500 metros.
Alternativas existem. E bastantes. Falta vontade política para fazer. Que venha um governante jovem de boa disposição que acredite nas soluções técnicas que com certeza lhe serão apresentadas.

Água pra Macapá: Uma simples análise

Por Sérgio La-Rocque*

Com interesse, sempre que posso, acompanho o debate que se desenrola em Macapá sobre o problema do abastecimento de água da cidade.

Muitas são as propostas apresentadas para a solução do problema, especialmente, agora, na sucessão governamental.

Como ex-presidente da CAESA, na gestão Capiberibe, e, também, como profissional do setor de Saneamento, apresento algumas considerações que julgo importantes para esse debate:

O atual sistema central de produção de água de Macapá, no bairro do Trem, denominado ETAM (Estação de Tratamento de Água de Macapá) foi inicialmente implantado, no governo do Gal Ivanhoé G. Martins, início dos anos 70, para produzir 550l/s.

Esta capacidade, quando a cidade tinha cerca de 87 mil habitantes, atenderia Macapá até uma população próxima de 210 mil habitantes (Zona Urbana, que corresponde a aproximadamente 95% da população do município) atingida em meados dos anos 90, sem que a ETAM, sucateada, tivesse sido ampliada, conforme previsto, pelo malfadado Projeto Macapá 2010, paralisado devido a problemas de superfaturamento pelo TCU.

As obras do referido Projeto, com as devidas correções e adequações foram retomadas a partir de 1995, no governo Capiberibe, com o nome de Macapá Água Urgente. Sua conclusão ocorreu, de forma plena, em Setembro de 2000. Como resultado, foi duplicada a capacidade de produção, isto é, para 1.100l/s, para atender uma população de aproximadamente 420 mil habitantes que, pela taxa de crescimento populacional do município de 3,25%, atualmente com cerca de 348 mil habitantes, ocorrerá em 2015.

A capacidade da ETAM chegará ao limite em seis anos. Urge, portanto, o próximo governo retomar os planos e programas da CAESA.

É preciso consultar seus técnicos. Mais do que ninguém no Amapá, eles possuem o conhecimento e acervo tecnológico necessários para apontar a solução para a questão. Sabem, por exemplo, que a ETAM pode ser ampliada, no médio prazo, em mais 550l/s, o que aumenta o horizonte de atendimento para 2027.  Não sendo necessário se construir Nova Estação de Tratamento em outro local e nem mudar deste poderoso manancial chamado rio Amazonas.

**Sérgio La-Rocque é engenheiro químico/MBA, ex-presidente da CAESA e atualmente diretor de expansão e tecnologia da Cosanpa/Pa.

  • Pessoal, o que tem que ser feito já está sendo feito. O Governo do Estado já está recuerando a ree de água de macapá e está construindo novas estacoes de tratamento com recursos do PAC. daqui a um ano a cidade de Macapá já 90% de cobertura de agua tratada. E nao um monte de ciaxas dáagua como as construidas no tempo do La roque que nunca deram água. Foi so pra reeelicao do Capi.

    • Lamento companheiro, mas de promessas e de boas inteções o Ifer… tá cheio, nos ludibriaram a muitos anos atraz com o projeto “Macapá 2010”, lembro que hove até desfile de veículos com a tubulação nas principais ruas da cidade.
      2010 já está no fim, e a realidade é a mesma, falta água de qualidade nos bairros nas seguintes formas, em dias de feira falta hora sim a outra também, nos sábados e domingos faltam o dia todo.
      Se a atual administração quizesse realmente fazer alguma coisa, teria feito no início da gestão e não deixar o problema chegar a essas proporções.

  • é realmente até 2002 tinha água, mas depois que o WG assumiu o comando do Estado, não ligou para a CAESA dando apara os Borges, e, vejam como ficou………, é essa turma que quer votar a ter mandato. Vamos dar respostas no dia 03/10/10

  • Nada vê evocar “época dos militares” para criticar o projeto executado para a CAESA. O projeto é bom, tecnicamente correto e foi a grande solução para o Abastecimento de Água de Macapá, inclusive já naquela fase previa a expansão do Sistema. O principal fornecedor de água bruta para o tratamento da Cosanpa é o rio Guamá. O lago Água Preta e lago Bolonha são constantemente supridos pela Elevatória de Água Bruta do Guamá. A grande sacada do projeto do complexo Bolonha, como se chama o Centro Produtor de Água de Belém, é que as duas bacias de acumulação (Água Preta e Bolonha) favorecem a diminuição da salinização da água do Guamá, a pré-retirada de sedimentos e a economia de energia, especialmente na estação chuvosa, quando diminui o funcionamento das bombas do Guamá. Por outro lado, devido aos sedimentos orgânicos, os lagos acabam aumentando a coloração da água bruta.

    Embora aparentemente cristalina, a água do rio Pedreira, dado os depósitos orgânicos, apresenta coloração elevada, de difícil remoção no tratamento convencional. Além de está muito distante do centro consumidor.

    A água bruta do rio Amazonas é excelente. Apresenta um comportamento soberbo no processo de remoção das impurezas presentes e a água tratada resultante é de alta qualidade.

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