Repúdio à Nota de Repúdio

O jornalista Abinoan Santiago, do Portal G1 Amapá, foi atacado e desrespeitado em seu oficio, porque o presidente da Assembleia Legislativa, Moisés Souza, que estava sendo entrevistado por Abnoan, não gostou das perguntas.

Vale esclarecer que o G1, Portal da Rede Globo, tem linha editorial independente e o jornalista Abinoan é um profissional sério e competente, apesar de ainda muito jovem. É considerado no meio da imprensa como uma grande revelação do jornalismo do Amapá. Bom que se diga, – e todo mundo sabe, que a maioria dos jornalistas em Macapá trabalha em redação e assessorias, e isso não desmerece o oficio de ninguém. Quem dera o mercado local pagasse um salário onde ninguém precisasse ter dois empregos. Isso não é motivo pra nenhum jornalista ser desrespeitado. Ter dois empregos não é uma atividade ilegal e nem clandestina para os profissionais da comunicação.

Na falta de coisa mais importante para debater, a Assembleia Legislativa se deu ao trabalho de lançar até uma nota de repúdio, atacando o trabalho de Abinoan, onde trata as perguntas dele como capciosas e mentirosas.

No twitter, a respeito da nota tosca da Assembleia Legislativa, a jornalista Alcinéa Cavalcante esclareceu que: “Não existe pergunta mentirosa. Pergunta é pergunta. O que pode ser mentirosa é a resposta”.

As perguntas do jornalista que ofenderam o deputado Moisés Souza foram essas:

“O senhor fala em oxigenação. Não seria contraditório disputar a eleição pela terceira vez?”

“O senhor pretende aumentar o controle de gastos, tenho em vista que deputados são processados por usar dinheiro pra comprar ração e assinar contrato com mortos, conforme denuncias do MP?”

Tem hora que esse Amapá é um Fuá. Sério!

Eis a nota.

Nota de repúdio

A Assembleia Legislativa do Amapá vem a público repudiar a ação desrespeitosa e direcionada de um militante político travestido de repórter do Portal G1, sr. Abinoan Santiago.

Nesta segunda-feira, mais uma vez, o mencionado jornalista compareceu ao prédio do Parlamento Estadual com o único propósito de tumultuar e constranger autoridades locais com perguntas capciosas e mentirosas, que subsidiam reportagens sensacionalistas e em desalinho com a boa técnica jornalística e a ética profissional.

Abinoan é recém formado jornalista e de certo vem tentando ganhar notoriedade com suas incursões na Assembleia Legislativa, tanto que costuma vangloriar-se de seus “feitos” nas redes sociais da internet.

Fazendo jus à histórica denominação de Casa de Leis, a Assembleia Legislativa do Amapá sempre esteve de portas abertas para a sociedade, sendo um dos Poderes Constituídos que mais democratiza o acesso da população às suas dependências. De igual forma, em respeito aos princípios norteadores da liberdade de imprensa, sempre franqueou o acesso dos profissionais de imprensa para a cobertura dos acontecimentos na Casa.

Mas a ação de Abinoan Santiago destoa completamente daquilo que se considera um contraponto aceitável. Ocupante de cargo comissionado na administração do PSOL na Prefeitura de Macapá, sua postura denota uma orquestração política a serviço de interesses outrem, além de atentar contra o Código de Ética do Jornalismo.

A Assembleia Legislativa está adotando as medidas administrativas e legais para fazer frear tamanha disparidade, especialmente junto à Rede Amazônica de Televisão, um dos mais respeitados conglomerados de comunicação da região e que não pode ter toda sua tradição e credibilidade enodoada por oportunistas de ocasião.

 

Macapá-AP, 02 de fevereiro de 2015.

Assembleia Legislativa do Estado do Amapá – ALAP

Departamento de Comunicação – DECOM

  • Esse despreparo do Dep Moisés já era conhecido, assim também como os inúmeros processos que carrega nas costas. O povo o reelegeu. Ele, como ´mais uma pá de políticos foram eleitos ou reeleitos pela vontade da maioria. Portanto, que esse povo EXPLODA. NÓS MERECEMOS!

  • O Zé Povinho merece os políticos que reelegeu.
    A Assembléia está tomada por gente de índole duvidosa, haja visto o monte de processos que essa corja carrega nas costas.
    Haverá justiça?

  • Um bom jornalista faz perguntas relevantes. Um entrevistado que domina o assunto deve ter jogo de cintura para responder e não perder o controle e inteligencia emocional caso a pergunta não o agrade. Desta forma, o mais sensato para o deputado seria investir em media trainning ao invés de emitir uma nota de repúdio. É necessário ter respeito com o jornalista que no exercício de sua profissão representa a voz do povo.

  • É uma vergonha.O deputado moisés é investigado por improbidade administrativa e os demais deputados ainda o elegem presidente. Esperar o que de dessa AL.

  • Me espanta, a cara de pau desse senhor; que está nesse cargo pla sonolência da Justiça; que caminha à passos lentos. Quem sabe, amanhã o jornalista não nos dará a notícia de que a justiça acordou e os inúmeros processos de Moisés Souza foram julgados dentro da lei.

    • Liberdade de imprensa é a pauta principal. Lutamos à toa pela democracia? Não importa quem seja o repórter. A imprensa é e deve ser livre. Entrou a cabeça já era

  • Tudo bem que seja vergonhosa, não apenas a sua eleição para a presidência da casa como também a própria como deputado; mas o fato de todo mundo saber “que a maioria dos jornalistas em Macapá trabalha em redação e assessorias” não torna isso sinônimo jornalismo sério, independente e ético

  • Onde nòs chegamos… Um politico imoral, vim posar de moralidade. Quem decide ter vida pública, tem que arcar com as consequências, inclusive com perguntas comprometedoras, como essas que o jovem, porém abnegado repórter fez ao presidente da AL, que em seu turno nao as respondeu pra nao se contradizer nas respostas, que com certeza seriam mentirosas. O Amapá ta mergulhado num caldeirão de maldiçôes, que somente Deus pra nos salvar de coisas que ainda irão acontecer.

  • Ah!!! E ja ia esquecendo. NINGUÉM AINDA TOCOU NAS DIARIAS ABSURDAS QUE ESSES CARAS RECEBEM. ISSO É UMA VERGONHA!!!!

  • Que o Moises Souza e muitos eleitos para a Assembléia são nocivos para o Estado isso é fato, porém o povo assim deciciu “democrativamente”, que sofram as consequências.
    Agora que a qualidade dos trabalhos de muitos que se dizem “profissionais da imprensa” é no mínimo deprimente, isso não resta duvida, com ressalvas é claro.

  • “… E nessa destruição geral de nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína da justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelo interesse dos nossos partidos, pela influência constante dos nossos Governos. E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos criminosos confessos, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem …”

    (Rui Barbosa – Discursos Parlamentares – Obras Completas – Vol. XLI – 1914 – TOMO III – pág. 86/87)

  • Hoje, quando perguntam onde nasci, digo q sou “uma sem fronteira”. Tudo porque tenho vergonha de dizer, que, infelizmente, nasci no Estado do Amapá.

  • Eu quero assim que for possivel é “botar o meu bloco na rua” e zarpar desse estado sem futuro, depenado e que não tem nada a oferecer aos jovens que estão lutando por uma vida melhor. Coitados desses jovens.

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