Promotores incansáveis

coletiva

Na manhã de quarta-feira, 13, os promotores de Justiça do Ministério Público do Estado do Amapá, Afonso Gomes Guimarães, Moisés Rivaldo Pereira, Andréa Guedes, Flávio Cavalcante e Marco Antônio Vicente receberam os jornalistas amapaenses, em coletiva à imprensa, para esclarecer sobre o andamento da operação “Lucilius”, que decretou a prisão temporária do empresário Luciano Marba, e as buscas e apreensões em suas empresas.

O promotor de Justiça Afonso Guimarães abriu a coletiva informando que, depois do inquérito policial da morte de Hedival Fernando Coelho de Queiroz ter sido encaminhado à Justiça, o MP-AP foi chamado para dar prosseguimento às investigações, uma vez que algumas circunstâncias não haviam sido aprofundadas no inquérito.

“Iniciamos a investigação, e, na medida em que os fatos iam surgindo, houve a necessidade de pedir a busca e apreensão nos locais pertencentes ao empresário Luciano Marba. Queremos deixar claro que a prisão de Luciano Marba foi motivada por um critério estritamente técnico, para garantir a execução das buscas”, ressaltou o promotor de Justiça Afonso Guimarães.

“O Ministério Público do Amapá, no seu papel constitucional, deu início às investigações em um caso que está envolvendo um homicídio. Com a busca e apreensão, foi encontrada uma farta quantidade de equipamentos de espionagem, vários documentos comprometedores. Todo esse material foi desmembrado e, agora, o MP-AP, por meio das Promotorias de Justiça de Investigações Cíveis e Criminais, Tribunal do Júri e Patrimônio Público de Macapá, irá analisar com profundidade o conteúdo das gravações e a documentação apreendida. Mas, pelo que já verificamos, novos inquéritos irão surgir”, informou o promotor de Justiça Moisés Rivaldo.

Ainda segundo os promotores, os documentos apreendidos em cumprimento de mandados judiciais, no dia 23 de outubro de 2013, estão em fase de averiguações, entretanto, indicam possíveis práticas que apontam para a ocorrência de crimes previstos no Estatuto do Torcedor (Lei nº 10.671/2003), na Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 8.666/93), Lei de Crimes de Lavagem de Dinheiro (Lei nº 9.613/98), entre outros, além de elementos de prova relacionados ao crime de homicídio que vitimou Hedival Fernando Coelho de Queiroz.

Na ocasião, foi informado que as quantias de R$ 165.000,00, apreendida na residência de Luciano Marba Silva, e de R$ 212.590,00, apreendida na sede da empresa LMS Vigilância e Segurança Ltda., foram devidamente depositadas em conta vinculada ao Juízo, bem como diversos equipamentos de espionagem, mídias removíveis, cheques, notas promissórias, computadores e documentos.

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá

  • É evidente que esse homicídio estava mal explicado, ainda mais com a investigação nas mãos de gente aliada ao principal suspeito de ser o mandante, Luciano Marba. Ainda bem que o poder de investigação do Ministério Público foi preservado. As polícias civis como um todo estão muito permeadas e contaminadas por suas relações de amizade e proximidade com gente granada. O sr. Luciano Marba sempre se arvorou acima da lei, andando com diversos seguranças,ameaçando, achacando, agredindo e se protegendo de eventuais inimigos, desacreditando no poder das autoridades para por fim às suas armações delituosas. Agora a coisa pegou. Desenrolando esse novelo, muita gente do poder, muita gente de influência e muita gente da sociedade vai aparecer como beneficiários dos presente caridosos do sr. Marba. É evidente que as atitudes de filmar e gravas suposto adversários com caneta, relógio, etc, inclusive na intimidade, denota uma personalidade pervertida, doentia e fora das regras de conduta social. Aqueles que protegem o sr. Marba e que são homens públicos têm, também, de ser investigados, sendo necessário saber se recebiam dinheiro ou outro tipo de estímulo ilícito para protegê-lo das barras da Lei e da Justiça.

  • Ministério Público deveria investigar outros casos de homicídios, existem muitas pessoas inocentes sentando no banco dos réus por causa de inquéritos direcionados; isso é só a ponta da corrupção na civil.

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