Produção e Conservação no Cerrado do Amapá

 

*Observatório de Política Ambiental

“O cerrado do Amapá estará reduzido, muito rapidamente, ao mínimo de áreas naturais”. Essa é uma das conclusões do Zoneamento Socioambiental do Cerrado do Amapá (ZSC), estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (IEPA) em parceria com a EMBRAPA-Amapá.

Diante deste cenário e considerando as indicações do workshop “Ações Prioritárias para Conservação da Biodiversidade do Cerrado”, o Observatório de Política Ambiental do Amapá (OPA) propõe a retomada do projeto de criação da unidade de conservação do cerrado do Amapá.

O OPA também entende que o cultivo de grãos no cerrado do Amapá e a instalação de uma indústria de beneficiamento para produção de óleo e farelo de soja em Santana sinalizam uma agenda positiva para o desenvolvimento de cadeias alimentares, como a cadeia carne-grão – avicultura, suinocultura, piscicultura, etc.

Entretanto, a fragilidade das políticas públicas no Amapá impõe a vigilância constante da sociedade civil e dos órgãos de defesa da ordem jurídica e de combate à corrupção. Reconhece-se ainda que em torno do agronegócio existem pessoas e famílias dignas que não podem ser rotuladas de grileiros ou destruidoras do meio ambiente.

O OPA sugere algumas medidas ao Governo do Amapá para realinhar as atividades produtivas no cerrado aos princípios da sustentabilidade. A primeira proposta é vincular o ZSC a norma regulatória de ordenamento territorial, garantindo o respeito às vocações de uso e ocupação do ecossistema.

A segunda proposta remete ao licenciamento ambiental corretivo dos cerca de 15 mil hectares de áreas de cerrado convertidas em plantio de soja sem informações sobre regularização fundiária, situação de áreas de proteção permanente, reserva legal, uso de agrotóxicos, etc. Entende o OPA que o licenciamento ambiental agrega valor a atividade e aos negócios correlatos.

O licenciamento ambiental proposto pelo OPA destina-se a regularização dos 220 mil hectares indicados pelo ZSC para consolidação e expansão do plantio de soja e deve ser conduzido com respeito às diretrizes do estudo do IEPA e com uso de técnica de Avaliação Ambiental Estratégica (AAE).

  • O Amapá possui 142.815 km², tendo como área produtiva aproximadamente 6% desse território, segundo estudos da Embrapa Monitoramento por Satélite realizados em 2008. Isso corresponde a mais ou menos 8.567 km². O restante está imobilizado. Ou é SNUC, INCRA, FUNAI, APP ou Reserva Legal. São aproximadamente 134.248 km² nessa situação.
    Ora, nosso cerrado tem mais um menos 9.500 km², para efeito didático, correspondendo a um pouco mais do que a área levantada pela Embrapa. Desse cerrado todo, tem que ser preservado 35% como reserva legal, ou seja, sobram pouco mais de 6. 175 km² de área produtiva. É uma bela área, sem dúvida. Enretanto, nela existe um enc 310.0000 hectares pela cpt 380.000 9.854 km²

  • O Amapá possui 142.815 km², tendo como área produtiva aproximadamente 6% desse território, segundo estudos da Embrapa Monitoramento por Satélite realizados em 2008. Isso corresponde a mais ou menos 8.567 km². O restante está imobilizado. Ou é SNUC, INCRA, FUNAI, APP ou Reserva Legal. São aproximadamente 134.248 km² nessa situação.
    Ora, nosso cerrado tem mais um menos 9.500 km², para efeito didático, correspondendo a um pouco mais do que a área levantada pela Embrapa. Desse cerrado todo, tem que ser preservado 35% como reserva legal, ou seja, sobram pouco mais de 6. 175 km² de área produtiva. É uma bela área, sem dúvida. Entretanto, nela existe um enclave de 3.100 km² oficialmente, podendo chegar 3.800 km², segundo dados da CPT que corresponde aproximadamente a 40% das terras produtivas amapaenses. Nas mãos de um único dono, chamado AMCEL. Isso há mais de trinta anos.
    Se houver a criação da Unidade de Conservação do Cerrado, menor serão as terras produtivas e maior a concentração nas mãos da AMCEL.Em que isso ajudou o Amapá?

  • Melhor do que ficar nas mãos de dois políticos condenados, que estão montando uma infraestrutura com o apoio do Estado, para escoar a soja que está sendo plantada por eles.

  • De certa forma você tem razão. Nossos agricultores são políticos. Péssimos políticos.
    O grande problema da imobilização de nossas terras produtivas pela monocultura atual, o eucalipto, é que não gera empregos, muito menos impostos.
    Aqui é a última fronteira do agronegócio. Muitos tem apanhado e desistido, mas outros estão vindo, sempre achando que podem ter sucesso onde outros falharam. Esse é o ciclo que move o empreendedor.
    O político agricultor vai desaparecer rapidamente. Não e do ramo. Vai dar lugar ao agricultor politico. Talvez em dez ou quinze anos estejamos produzindo soja com excelente produtividade. Por enquanto é só teste e muita conversa, como aquela história do cara que saí com a rainha do baile e todos ficam babando, imaginando que a levou ao Bariloche, mas na verdade não deu sequer um beijinho.

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