Os ladrões do Laguinho já não são os mesmos

* Marileia Maciel
Foi-se o tempo que no pacato, festeiro e minúsculo bairro do Laguinho os ladrões andavam de boca-em-boca nas rodadas de marabaixo, cantada por Tia Biló e mestre Pavão. Agora eles estão cada vez mais presentes nas ruas e avenidas do bairro, levando objetos, encarando os moradores e passantes e ameaçando vidas.
Somente nos últimos dias nas conversas de esquinas, o “data-poço-do-mato” contabilizou muitos “causos”, uns mais, outros menos graves.  De abordagens feitas por ladrões de bicicleta que roubam moradores que cumprem o ritual gostoso de sentar na frente da casa nos fins de tarde, até encontrões no meio da rua onde são roubados, principalmente, celulares.
Um cursinho preparatório que funciona na avenida Ernestino Borges foi assaltado. No último domingo um jovem morreu esfaqueado em frente ao Tio Duca. Um policial civil que estava desarmado foi assaltado em frente a sua casa, na José Antônio Siqueira, quando abria o portão. Na última sexta-feira um táxi que havia sido roubado na madrugada, foi abandonado no final da Mãe Luzia, e os moradores acordaram com viaturas e taxistas pregando vingança contra os ladrões. São alguns exemplos.
O secretário de segurança, Marcos Roberto, me afirmou que ainda hoje, mesmo em convalescença, vai determinar ao Tenente Coronel Nielsem, do 6º Batalhão, responsável pela segurança do bairro, que aumente com urgência o efetivo e as rondas sejam mais frequentes.

O Laguinho agradece. É o menor bairro de Macapá, tem somente 10 avenidas e vai da Cândido Mendes até a Odilardo Silva, mas por ele passam centenas de pessoas que cruzam da zona Norte para a Sul, e vice-versa. “Ladrão” tem que voltar a ser cantado e passado provocativamente de um cantador pra outro nas festa de marabaixo. Esse é o bom ladrão.

Vida no Laguinho

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