Novo Amapá. Pra não esquecer

A maior tragédia fluvial da Amazônia faz 29 anos, hoje, 06 de janeiro.

Os acidentes fluviais continuam a vitimar a povo amazônico.

Os heróis que salvaram vidas e os que socorreram sobreviventes nas condições mais adversas, jamais foram reconhecidos.

Emergencia15_Resgate

Leia emocionante depoimento do jornalista Humberto Moreira, que cobriu, como repórter, a tragédia.

Depoimento de Humberto Moreira

Meu nome é Humberto Moreira. Sou jornalista e na época do naufrágio do barco Novo Amapá eu estava na direção do departamento de jornalismo da Rádio Nacional. Um imprevisto ocorrido com o companheiro Paulo Silva, obrigou-me a embarcar no empurrador Pajé, na noite do dia 7 de janeiro, rumo ao local da tragédia.

A notícia do naufrágio chegou a Macapá no começo da tarde do dia 7 de janeiro. Mas as informações eram muito vagas. Ninguém sabia ao certo quantas pessoas estavam à bordo do barco sinistrado. Havia um boato que dava conta que a Jari Florestal mandaria uma balsa para socorrer as vítimas. O governo demorou para tomar as primeiras providências. Só quando os primeiros sobreviventes chegaram a Santana foi composta a equipe de resgate.

Na manhã do dia 8 chegamos ao local da tragédia do Novo Amapá. Parte do barco estava fora dágua, numa demonstração de que o pânico acabou matando muita gente naquela fatídica noite. O quadro era Dantesco. Dezenas e dezenas de cadáveres boiando nas águas barrentas do Cajari, no lugar chamado de Ponta dos Aruans.

No resgate estavam: o doutor Torrinha, um enfermeiro, sete soldados voluntários do exercito. três policiais militares e mais duas embarcações pequenas, (Dias e Colares)que traziam os corpos amarrados uns aos outros em adiantado estado de putrefação, exalando um odor que entranhava em nossas roupas. Um guindaste (pau de carga) manuseado pelos soldados, embarcou 192 cadáveres, empilhando-os na balsa uns sobre os outros. Foram dois dias de trabalho. Durante o dia aviões atiraram frascos de formol no rio. A substânciae foi aplicada sobre os mortos sem fazer muito efeito. Caixas de leite em pó, carne em conserva e cachaça, eram jogadas no rio para que as voadeiras apanhassem. Os tripulantes do empurrador estavam constantemente embriagados, chorando nos corredores.

Ninguém estava preparado para um choque daquele tamanho.

O comandante Marapanin, totalmente transtornado, falava em atracar direto em Santana. Manoel Antônio Dias, na época secretário de obras do TFA, pediu a mim e ao médico Torrinha para não deixar o comandante trazer a balsa direto para para o porto, onde milhares de pessoas esperavam nossa chegada.

A Rádio Nacional teve um papel importante, informando o andamento do resgate. Utilizando o equipamento de comunicação da embarcação consegui passar mais de trinta flashes. Conosco um motorista que perdeu toda a família, procurava identificar seus entes queridos. Tudo em vão.

No dia 10 de janeiro fundeamos na entrada do Rio Matapi, onde os corpos foram colocados nos caixões. Uma equipe veio do porto para auxiliar nos trabalhos. Mas ao chegar perto da balsa, muitos quiseram pular no rio, tal era a intensidade do odor e ainda devido o quadro horripilante dos corpos empilhados uns sobre os outros.

Quando saltei em terra permaneci alguns minutos perambulando pela área do porto, até que alguém me levou a uma barraca, onde fui imunizado. Um carro da Radiobrás me trouxe para Macapá. Ao chegar na minha casa fiquei mais de uma hora tomando banho. Porém parecia que o mau cheiro continuava presente. Ele estava dentro de mim, nos meus pulmões. Por fim consegui dormir, depois de 72 horas sem pregar os olhos. As imagens, infelizmente continuam gravadas em minha memória. Trata-se da reportagem que eu nunca gostaria de ter feito. (Humberto Moreira)

Você tem alguma lembrança sobre essa tragédia, alguma história ou sobre as vítimas?

Pode escrever aí no espaço de comentários.

  • Depois de alguns anos na Marinha, passei por uma situação igual a esta e sei do que o Humberto fala, pricipalmente do mal cheiro. eu cheguei ao extremo de colocar duas pedras de ” Canfurina” no nariz ateh hj qndo sinto o cheiro da naftalina, tudo volta….é horrível!!

  • É, eu ví de perto o sofrimento de meu compadre. Lembro, que uma senhora, moradora da Almirante Barroso, ao saber do acontecido, sofreu um ataque cardiaco fulminante. É que seu filho caçula Marivaldo estava no Novo Amapa, de retorno ao Jarí e o mesmo não sabia nadar. Quando estava no porto de Santana para esperando o Humberto chegar, na hora que chegou uma embarcação com parte dos sobreviventes, a primeira pessoa que avistei, foi o Marivaldo. Foi triste, muito triste.

  • Quando eu era escrivão de polícia, as vezes tinha de acompanhar o delegado com a máquina de escrever portátil debaixo do braço, para lavrar o chamado “Auto de Exumação de Cadáver” à beira da sepultura. A primeira vez, sem experiência alguma, fui de cara limpa e passei mal porque, ralmente, o fedor do cadáver em estado de putrefação é insuportável e entranha nos pulmões, nariz, na pele, que você chega a sentir nojo do próprio corpo. Depois disso, meu velho e saudoso amigo Pedro da Costa Uchôa, delegado, aconselhou-me a usar sob a língua ou mastigando, duas ou tres ervas doces todas as vezes que eu tivesse que me apromixar de cadáver em decomposição cadavérica. Não sei qual a explicação cientifica ou técnica, mas funciona. A erva doce inibe mesmo a penetração do gas exalado pelo corpo podre. Certa feita, no Instituto Renato Chaves, a quando dew uma aula prática de medicina legal, lidamos com 01 cadáver em decomposição oriundo de um incêndio que houve no cais de Belém. Levei erva doce e dei para alguns colegas. Os que usaram a erva doce nada sentiram. Os que não usaram e nem tinham experiência alguma sobre o assunto, vomitaram bastante. REstam pois, duas dicas: Primeira – Use erva doce para evitar que o mau cheiro do cadáver permaneça no olfato; – Não seja metido, quando morremos, fedemos mais do que qualquer outro animal.

  • É incrível o poder de comentário dos leitores,mas creio que o foco do artigo postado, vai muito além do mal cheiro que os corpos exalavão.

    • Gino… o horror da Morte neste caso, NÃO tava no monte de cadaveres boiando, empilhado nas balsas e caminhões e no choro desesperado de parentes. Tava no Cheiro da morte(“A morte tem um cheiro acre e nauseabundo”)todos aqueles que vivenciaram este momento in loco, vão lembrar dele quando pro algum motivo, sabe se lá qual, sentirem o cheiro da morte e na cabeça pensamento fluirem com a agonia e desespero de pessoas sem saber o que fazer com aquele monte de corpos em decomposição. ESSE É O FOCO QUE LEMBRO E JAMAIS ESQUEÇO…

  • Eu tinha apenas 6 anos de idade, e lembro-me nitidamente quando nossa vizinha, a Sra. Adeláide sacudia freneticamente o meu pai pedindo que ele troucesse a sua filha que estava a bordo do Novo Amapá; ocorre que na época meu pai era Cabo da Polícia Militar e apezar de estar de folga, foi convocado para ajudar no desembarque dos corpos em Santana.

  • Abri o blog neste momento junto com minha mãe,e me deparei com esta narração do jornalista Humberto Moreira e fiquei extremamente impressionada com o fato ocorrido,pois não era nascida e fica o meu reconhecimento às pessoas que ajudaram no momento da tragédia e os meus sentimentos aos familiares das vítimas.No dia 6 de janeiro de 1981,minha mãe estava na sala da sua casa no horário entre 8 e 9 hrs da noite no município de Amapá, quando de repente começou a ouvir gritos de crianças pedindo socorro e chamando “mamãe”,portanto somente ela escutava os gritos de desespero,apesar de toda sua família encontrar-se naquele momento na sala.E hoje,6 de janeiro de 2010,minha mãe conta-me neste horário entre 8 e 9 hrs da noite, este momento que ela vivenciou na sala da sua casa de que algo estava acontecendo,quando no dia seguinte todos souberam da tragédia,ou seja,foi um aviso.

  • Foi um momento tenebroso da nossa história, linçoes que deveriamos ter aprendido, pois ainda hj os barcos saem super-lotados para vários lugares da amazônia,.. temos muito pra falar desde dia terrivel, eu era muito criançã, não lembro de muita coisa.. mas acho que temos muito mais a falar do que o cheiro dos cadaveres! Deus conforte os familiares!

  • Alcilene, falei antes no mau cheiro que imperou a quando da remoção dos corpos, apenas para argumentar o que o nosso queiro Humberto Moreira deve ter passado quando cobriu o infortúnio. O caso do novo Amapá foi um dos maiores acidentes fluviais da Amazônia e cobriu todo o então território de luto. Eu e meus familiares, por exemplo, perdemos uma sobrinha e um primo que morreu com a esposa e tres filhos, sem contar os inúmeros amigos. Me sentiria a mais ínfima das criaturas para ironizar tamanha dor deste sofredor povo amapaense, do qual, com muito orgulho, faço parte.

  • Não sei se o motorista que Humberto cita é o filho da minha vizinha Maria Bandeira, Ubiratan, o Bira, que perdeu toda a família.

  • Ainda hoje a vigilância sobre os barcos que navegam nos rios da Amazônia é ridícula. No mínimo uma vez por mês sabemos de alguma tragédia. Quando isso vai mudar?

  • Tinha apenas 6 anos a epoca do ocorrido e a lembrança que tenho é de muita tristeza, minha mãe pedia para que não fizessemos barulho, por que tinhamos que respeitar a dor das outras pessoas e eu na inocencia da infancia perguntei quem estava doente sentindo dor. Lembro da minha mãe chorando na janela do quarto e me respondendo, não tem ninguem doente filha! mas um barco afundou e muita gente morreu, na epoca não entendi muito bem, lembro muito do silencio, era um silencio meio que sobrenatural que pairou na cidade, na rua não se via uma criança brincando, lembro bem disso, pois não entendia por que nenhuma criança podia brincar na rua. Deixo aqui o meu reconhecimento a Humberto moreira!

    • Sol , o Humberto Moreira cobriu todo o acontecimeto na época e autor deste artigo. Se você mora em Macapá procure-o. Eu acho que ele ainda trabalha nos meus de comunicação da cidade. Se obtiver algum resultado, me informe para o meu email:[email protected] , abçs.

  • gostaia de aproveitar o espaço e fazer uma indagação.
    Cadê os arquivos de fotos e reportagens da época do acontecido?
    Se desse para juntar um bom material, daria para montar um bom site em memoria de tudo o que representou esse acidente para o povo do Amapá.
    Poderiam juntar os arquivos de imagens com os depoimentos de sobreviventes, ficaria muito bom, serviria até de alerta, para que outras tragédias não ocorram, afinal é atraves dos erros do passado que aprendemos para não errar no futuro!

  • conheci meu esposo nessa tragédia e começamos a namorar no dia 10 de janeiro de 1981, ele era meu vizinho de frente e tinha acabado de perder a mãe e a irmã de17 anos na época, ele trabalhava na facel e depois dessa tragédia, pediu demissão.Estamos casados há 27 anos mas de vez em quando vem a depressão misturada a um sentimento de culpa da parte dele, pois como era muito jovem e queria curtir a vida boêmia do beiradão, não veio passar o natal nem o reveillon com sua mãe e ela estava indo pra saber o que tinha acontecido. O que não entendo é que se a responsabilidade por excesso de lotação é da capitania porque em todos os processos idenizatórios isso não deu em nada, será que é porque estamos no amapá e não no rio de janeiro como aconteceu com o bateaumouche.

  • sou filho desta tragédia, pois perdi nesta tragédia, o meu pai, minha mãe, minha única irmã e meu irmão caçula e somente tinha 21 anos de idade e até hoje quando olho para as fotografias dos meu entes querido, eu hoje com 50 anos de idade, vem tona todo aqueles corpos amontoados ou amarrados para que não fossem levado pela água de volta para o rio outros eram cobertos com folhas de árvores para nao ficar expostos as moscas devido ao mau cheiro e pessoas sobreviventes que após esta tragedia se suicidaram, como eu lembro de um militar que era chamado de magalhães que ajudou muito naquela tragédia e que algum tempo depois veio a cometer o suicídio. Até hoje eu não acredito nesta justiça que nada fez para punir os responsavéis por esta tragédia e meus irmão que eram crianças naquela epoca nos ajudamos uns aos outros e graças a Deus estamos hoje com esta lembranças que ficarão para sempre em nossas mémorias.

  • Isso tudo que aconteceu com o barco ¨O NOVO AMAPA¨foi realmente um tragico acidente, imagine como as familias poderiam estar naquele momento de muito desespero,como foi pras pessoas se comformar com as mortes de seus parentes,E como foi pra quelas pessoas que conseguiram sobreviver a esse tragico ascidente, como elas conseguiram esquecer.

  • Deve ter sido horrível o que essas pessoas presenciaram.
    O que recordo dessa época é de uma princesa se casando.Ela estava linda!Seu prícipe Franklin,era seu primeiro namorado.Casaram-se e viajaram.
    Após alguns dias minha família chorava.Eu não entendia,chamavam o nome dela e choravam…Por que choram?-Perguntei.Disseram que minha irmã tinha morrido,eu sorria e dizia :-Não!Ela viajou,ela vai voltar.Eu tinha sete anos.Esperei ela voltar,passou-se o tempo…E entendi:eu não veria mais a princesa linda!É muito difícil aceitar a morte sem que haja o corpo para sepultamento.Tenho curiosidade de conhecer este lugar.Espero algum dia poder encerrar esta parte da história de minha vida.Não sou garotinha,mas trago nas lembranças as dores desta garota de sete anos.

    • Carmelita.. escreve essa sua história e manda pra gente publicar. Manda uma foto de sua irma junto.

  • O naufrágio na época teve repercussão nacional. Acredito que autoridades governamentais, não deixaram de observar e opinar a respeito do acidente fluvial.Até hoje pergunta-se: De quem foi o erro? Porque a capitania dos portos de Santana não fiscalizou o embarque das pessoas? O ambicioso comandante do Novo Amapá, Sr. Alexandre Góes, não percebeu que estaria acolhendo em seu barco vidas humanas? O que fizeram com o dinheiro que deveria ser repassado, para ajudar as vítimas do acidente? Por que o Governador Anibal Barcelos não criou uma comissão para indenizar os filhos(as) das famílias atingidas?
    Algumas famílias dos sobreviventes do naufrágio,entraram com ações indenizatórias na justiça e nada foi resolvido, porque?. Lembrando que o Governador da época, Anibal Barcelos, ex-comandante da Marinha do Brasil,sob governo militar, não acionou abertura de inquérito para investigar, se os Sargentos e reponsáveis da capitania dos portos de Santana-Ap, tiveram ou não a culpabilidade no acidente. Metade da minha família que viajavam nesta embarcação, foram a óbito: Mãe e duas irmãs. A falta de controle de embarque no barco, a superlotação e bom senso por parte dos tripulantes, os quais violaram a capacidade do transporte, somaram-se para a grande tragédia no Rio de águas turvas. Presenciei a dor e o sentimento dilacerado dos familiares, parentes e amigos. O meu pai, sobreviente, conseguiu encontrar os corpos da minha genitora e irmãs. Isso me serviu de consolo, pois queria que fosse feito um enterro digno . No entanto, algumas famílias, não tiveram como reconhecer os corpos, devido seu estado muito elevado de putrefação. Muito cadáveres foram colocados em caixas de madeira improvisadas e assim foram sepultadas em valas coletivas, sem nenhuma identificação. Foi uma semana muita dolorosa para todos que de uma certa forma, tentavam ajudar. Na entrada do cemitério de Santana-Ap, existe uma placa metálica com o nome de todas as vítimas do acidente. Uma homenagem póstuma para as famílias que foram dizimadas.
    Waldez Lima.

  • Meu nome é Redimar Pontes, não lembro muito bem da magnitude dessa tragédia, pois a época eu tinha apenas três anos, mas lembro do tumulto em família.
    Nessa tragédia perdi um irmão chamado Redinar Cardoso Pontes, uma tia chamada Maria Erandy Pontes (no Jari hoje existe uma escola que leva seu nome em homenagem, pois ela era professora na região), com ela faleceram dois de seus três filhos, perdi ainda outros primos, no total foram sete vítimas em nossa família, mas tivemos também dois sobreviventes, meus primos Raimundo Pontes Costa e a hoje professora Anesia Silva Pontes.
    Nada poderá apagar a dor vivida à época, foi devastador, essa dor é como uma ferida que nunca sara, mas que sempre que lembramos sangra, tenho um primo que hoje é militar, ele é filho da saudosa professora Erandy, sempre que lembra sofre e não consegue segurar as lágrimas.
    Acredito que a maior indignação das famílias de vítimas e sobreviventes, vai muito além do exclarecimento de culpados e responsáveis, o pior é saber que até hoje pouco é feito na fiscalização dos barcos que navegam em nas águas de nosso estado.
    Pergunto, será que não há ninguém que seja capaz de reabrir o processo que era defendido pelo já falecido Dr Pedro Petcov, para que seja de uma vez por todas resolvido a questão da indenização ás famílias de vítimas e sobreviventes? O que faz o Ministério Público nesse momento? Qual a posição de nossos representantes no que diz respeito a esse assunto?
    Em janeiro próximo completará 30 anos da tragédia, muitos já esqueceram o que aconteceu, mas essa história estará sempre viva entre as famílias de vítimas.

    • Oi, conheço a professora Anésia Pontes. Ela nos contou tudo sobre esse assunto. Confesso que nunca tinha visto uma história como esta, pois para mim assim ela como os outros que hoje são sobreviventes deste trágico acidente, são uns verdadeiros guerreiros. E confesso que não gostava dela (hehe). Tinha meus principios em relação à ela. Mas com essa história o meu pensamento sobre ela acabou. Adimiro muito essa mulher.

  • EU PERDI MEU SAUDOSO PAI O REPÒRTER EMANUEL SQUIRES,QUE FOI COBRIR A REPORTAGEM E OUTRA TRAGÈDIA ACONTECERÁ O TAXÍ AÉREO CAIU COM ELE!

  • Prezados senhores, li uma informação errada em um site,o barco, novo Amapá, não naufragou no rio Cajari, e sim no rio Amazonas, proximo à foz do rio Cajari.

  • É só pesquisar no google em imagens por Novo Amapá, que irão aparecer várias fotos do naufrágio!! Espero ter ajudado!

  • O Cemitéiro SANT´ANNA do muinicipio de Santana – Ap, foi criado em 1977 e em 1981 recebeu o maior numero de cadáveis com a grande tragédia do naufrágio de barco Novo Aampá, onde foram sepultado 333 corpos no cemitério SANT´ANNA em 05 covas coletivas (valas). O cemitério SANT´ANNA encontra-se super lotado desde o ano 2005 e ainda hoje são feito cerca de 35 sepultamentos mensal em covas de parentes ou reservas de lote feita anterior… o unico cemitério púlblico do município de Santana Ap, nao tem mais espaço pra sepultamentos, por isso a Secretaria de Desenvolvimentos Urbanos e Resíduos Sólidos estar planejando fazer um recadastrameto de todas as sepulturas onde serão obrigatório todos os responsáveis pelos túmulos de seus entes queridos comparecerem ao referido cemitério munidos de documentos (RG, CPF, CERTIDÃO DE ÓBITO E DOCUMETO DA SEPULTURA), para fazer o recadastramento que ainda serar anunciado seu inicio nos jornais local… hoje tem cerca de 11.500 mortos sepultados no referido cemitério que mede cerca de 53.000 m²

  • Eu não havia nascido mas já ouvi essa história de meu avô, Mario pántoja, na época devia ter uns 40 anos, ele viajava com um primo e só ele sobreviveu pq chegou tarde e não conseguiu lugar para atar sua rede, seu primo durmia em sua rede, meu avô foi ao jari buscar minha mae e diz q fechou os olhos e qnd abriu já estava na água, ele ajudou a salvar muita gente, e ate hj tem um problema nas mãos por causa desse naufrágio, ah e a e a namorada de meu pai, antes de conhecer minha mae tb estava no barco com sua mae, as duas morreram o nome dela era marina, quem conhecer meu avô ou conheceu a marina me diga por favor gostaria de saber mais sobre essa história

  • Acabei de ler este depoimento de Humberto, ao lado da minha avó, que junto com meu tio sofreram este naufrágio em 06/01/1981 , mas graças à Deus sobreviveram, na época meu tio tinha apenas 1 ano e 2 meses e minha avó 29 anos, e ela conta que lembra perfeitamente que eles ficaram presos no porão do navio com outras vítimas quando o navio virou, e por isso conseguiam respirar, pois nessa parte do porão ainda havia um pouco de ar, até que um cidadão desceu pela escotilha do barco e avisou a equipe de resgate que no porão haviam aproximadamente 15 sobreviventes. Assim a equipe de resgate foi para cima do porão (que estava de cabeça para baixo) e começou a mirar para furar, assim conseguiram a começar a resgatar as pessoas que alí estavam, o meu tio foi a primeira pessoa a ser retirada, pois minha avó o empurou logo para cima entregando ele nas mãos de alguém, e logo depois o barco afundou de vez, pois depois que furaram o porão o ar que ainda restava “fugiu”. Depois de resgatados, ela (minha avó) lembra que os lavaram para a beira do rio, onde lá entregaram o meu tio para a minha avó, e lá ela relata que dormiram por perto de corpos, ate´o dia 08/01/1981, que foi o dia em que uma balsa os trouxeram de volta para o porto de Santana.
    Minha avó chama-se Maria Lenilda Cardoso Freitas, hoje com 60 anos e meu tio, José Radson Cardoso, hoje com 32 anos. Apesar de já terem se passado 31 anos, minha avó chora até hoje quando lembra do sufoco, das perdas e do desespero, ela não gosta de comentar muito sobre esse assunto, pois ainda sofre muito ao lembrar.

  • Bom dia a todos que de auguma forma procura contar a triste hestória da maior tragédia de Naufrágio no Brasil eu estava lá tenho muito que contar mas ja pubriquei em outro saite,sou de São Paulo e trabalhava Madereira (GERENTE) que tinha escritóio na Avenida Fab.eu sou um dos sobrevivente,veja no autro saite.

  • Eu sou um Paulista que estava lá sou um dos sobrevivente quem quiser entrar em contato comigo meu telefone é 019 91 79 52 88 pode me chamar de Maranata moro na Cidade de Itobi fiquei calado por trinta anos e agora quero falar sbre o assunto.Assunto da maior tragédia Navegavél do Brasil me mande noticias e relatos que me possa ajudar a formalisar um documento para comprometer as autoridades a nívem Judiciario do Amapá coorrespeito as indenizações das famílias que ficaram só com a saudade e sofremento das percas de seus antes queridos .Por favor me ajude juntos smos fortes como um canavial.; Abraço e fique tds com Deus!!!

  • É inaceitável a impunidade e este descaso com o ser humano.Pois continuam permitindo que estes transportes naveguem ilegalmente e fazem vista grossa para as irregularidades e excessos de pessoas e de cargas.A corrupção fala mais alto que a dor que persiste nos corações dos parentes e amigos das vítimas destes naufrágios..O tempo não apaga as lembranças e a ausência de quem se foi.Mas o silêncio e a aceitação dos que ficaram,favorece a injustiça e contribui para que surjam novas vítimas.

  • meu padrasto hoje com 54 anos estava nesse naufrágio do barco novo Amapá..ele salvou varias pessoas entre elas o Marivaldo q não sabia nada…o mesmo q a mãe teve um infarto pois imaginou q o filho por não saber nadar teria morrido…mais ele foi salvo pelo meu padrasto…toda vez q ele conta os momentos de desespero pelo qual eles passaram eu fico muito triste ao imaginar q morreram tantas pessoas cheias de planos e sonhos e ingnada pelo descaso pelas autoridades…..o nome do meu padrasto é Marlúcio Damasceno Picanço….o apelido dele é Puruca….nesse naufrágio tiveram muitos herois q salvaram muitas vidas como meu padrasto e até hoje são anônimos….

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