Matéria no Portal Terra do naufrágio ocorrido ontem

Emerson Renon

Direto de Macapá

Um dos sobreviventes do naufrágio do barco Diamante Negro, ocorrido na noite da última segunda-feira no rio Amazonas, localidade de Pau Cavaco (a 65 km de Macapá), disse que a embarcação “de repente parou e tombou e não deu tempo para nada”. Bastante debilitado, Marivaldo Abreu afirmou que a preocupação era, principalmente, de manter a tranquilidade. “Não deu tempo de pegarmos os salva-vidas e sentimos logo a falta de quatro pessoas que devem ter ficado presas no porão. Outras quatro pegaram boias e nadaram em direção à margem e 32 ficaram na volta do barco”, disse. Nove pessoas estão desaparecidas.

O sobrevivente contou que o acidente ocorreu quando o leme da embarcação quebrou. À deriva, o barco não resistiu e tombou. A versão contraria o Corpo de Bombeiros, que afirmou que o naufrágio ocorreu após o choque com um tronco de madeira. Marivaldo disse que ele, juntamente com outros sobreviventes, passaram 14 horas no rio até serem resgatados por um navio cargueiro, que passava pela região.

“Por volta das 8h10, um oficial do navio avistou os náufragos e me avisou, eu retornei, parei próximo a eles e joguei o bote de resgate. Felizmente, conseguimos resgatar todos”, afirmou o comandante do navio, identificado como Menezes. Para manter a embarcação na superfície, os passageiros se juntaram e desprenderam a âncora, que estava atrelada ao barco.

“Se a âncora continuasse presa no barco, com certeza ele iria para o fundo”, disse Menezes. “Cada um foi ajudando como podia. Nós demos as mãos e procuramos socorrer as crianças e teve gente que morreu porque tentou resgatá-las”, disse Marivaldo Abreu. O comandante do Corpo de Bombeiros do Amapá, coronel Raimundo Américo Miranda, não confirma a informação. “Nós continuamos no local com uma lancha e sete mergulhadores, fazendo varreduras, e por enquanto a informação é que há nove desaparecidos. Vamos aguardar pelo prazo de 24 horas, tempo que os corpos boiam”, disse o coronel.

Conforme o comandante da Capitania dos Portos no Amapá, Marcelo Rezende, será aberto um inquérito administrativo para apurar os fatos, com prazo de 90 dias para conclusão. Os sobreviventes receberam os primeiros socorros em Santana (a 25 km de Macapá) e foram levados para a capital.

Notícias de ontem a noite

Pelo twitter, o jornalista Heverson Castro informava que foram encontrados dois sobreviventes e quatro corpos no final da tarde de ontem

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