MANIFESTO DO COLEGIADO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS SOBRE A REESTRUTURAÇÃO ACADÊMICA DA UNIFAP

Em reuniões realizadas nos dias 23 de agosto e 03 de setembro de 2010, os professores do Colegiado do Curso de Ciências Ambientais e representação discente debateram sobre a reestruturação acadêmica em curso na UNIFAP, muito embora, até a presente data, a Coordenação do Curso não tenha recebido qualquer comunicação oficial sobre o assunto.

O Curso de Graduação em Ciências Ambientais oportuniza a formação interdisciplinar de um profissional em busca de novos paradigmas, sem desconsiderar os paradigmas dominantes, capazes de estruturar conhecimentos a partir de experiências conectadas.

O Curso de Graduação em Ciências Ambientais foi concebido na forma de um curso interdisciplinar, encontrando sustentação no fato de que a complexidade dos problemas gerados pela conjugação entre dinâmica de desenvolvimento e meio ambiente impede o equacionamento isolado dos problemas quando se busca a sua compreensão ou solução, remetendo necessariamente à abordagem de contextos mais amplos e integrados.

Desta maneira a matriz curricular integrante do projeto político pedagógico do curso transborda a visão disciplinar que possui a maioria dos cursos de graduação e, dentro desse contexto, incompatibiliza-se com a formatação dos departamentos, até aqui apresentada.

Com isso, da nova estrutura acadêmica, divulgada no site da UNIFAP, o Curso de Ciências Ambientais não se enquadra em nenhuma delas, uma vez que o curso possui um perfil interdisciplinar, conforme já destacado.

Em face da proposta inovadora a que o curso se propõe, o Colegiado deliberou por unanimidade que não integrará quaisquer das novas estruturas acadêmicas recentemente criadas, e reivindica a criação do Departamento de Desenvolvimento e Meio Ambiente encaminhando a proposta para apreciação da comunidade acadêmica, bem como às instâncias competentes.

Entende-se que desta forma o projeto de reestruturação acadêmica poderá ser aprimorado, de modo a que possa cumprir a finalidade de assimilar o novo perfil que possui a UNIFAP, o qual já não é mais o mesmo daquele existente no período em que foram elaborados o estatuto e o regimento da instituição. As diretrizes norteadoras do projeto de reestruturação acadêmica além de ter que observar as normas estatutárias e regimentais vigentes, deverá estar aberto a acolher o novo, uma vez que a Universidade precisa cumprir o papel de ser o lócus da revolução social em consonância com as dinâmicas agendas impostas por um mundo em constante transformação.

Macapá, 03 de setembro de 2010.

Colegiado do Curso de Ciências Ambientais

  • Sou egresso da UNIFAP/1997(Turma de História/93), é com pesar que observo o quanto estamos distante da realidade; senão vejamos: Suas instalações físicas são um lástima; A Universidade Federal de Roraima e a Federal de Tocantins, criadas no mesmo período estão há quilômetros na frente. Há que se fazer alguma coisa. Por quê não dá um murro na mesa e exigir o mesmo tratamento das duas coirmãs acima mencionadas? Ps: Parabêns ao colegiado pelo manifesto, pois é pela resitência ao anacrônico que se cria o novo.

  • 1- O curso é um dos mais jovens, e já quer todas essas reivindicações?! O meu, Geografia, que foi o primeiro da Unifap, tá pra fechar pelo MEC por incompetência e falta de esforço do Reitor e professores. E Ciências Ambientais já quer criar Departamento?!
    2- Os professores do curso não eram da mesma chapa do atual Reitor?! A coordenadora inclusive foi Pró-reitora na gestão passada do Tavares.
    De qualquer forma, espero que eles ganhem força. Gosto muito da proposta do curso e sei que formarão os melhores profissionais do meio ambiente aqui no Estado.

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