Macron concede comenda Légion d’honneur, mais alta distinção da França, a Randolfe Rodrigues

O presidente da França, Emannuel Macron, concedeu a comenda Légion d’honneur, a mais alta distinção da França e uma das condecorações mais famosas do mundo​, ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

O governo francês afirma que a condecoração é um reconhecimento pela atuação do parlamentar no enfrentamento da Covid-19 no Brasil e por sua “defesa fervorosa” do meio ambiente e do Acordo de Paris, “como ilustra seu forte comprometimento com a luta pela preservação das reservas na Amazônia”.

O senador é o vice-presidente da CPI da Covid e um dos maiores adversários do governo de Jair Bolsonaro. Ele é o único brasileiro e o único político que será agraciado neste ano.

 

“É muito mais do que eu mereço, e mais longe do que pensei chegar. A comenda não pertence a mim, mas sim às milhares de familias brasileiras que tiveram um amor retirado de suas vidas pela pandemia da Covid-19”, afirma Randolfe à coluna.

O presidente da França, Emmanuel Macron, tem sido um dos mais contundentes críticos de Jair Bolsonaro (sem partido) no plano internacional.

O parlamentar recebeu carta, assinada por Gilles Pecassou, encarregado de Negócios da Embaixada da França no Brasil, informando a notícia, nesta terça (20). “Quero lher apresentar as minhas mais sinceras felicitações por esse título honorífico, que constitui um reconhecimento de seu profundo empenho em prol da cooperação transfronteiriça e, mais particularmente, de sua incansável dedicação ao desenvolvimento das regiões limítrofes do Amapá e da Guiana Francesa”, diz o texto.

As embaixadas francesas ao redor do mundo indicam nomes que passam pela avaliação do conselho da condecoração, nomeado pelo presidente da França. Neste ano, sete pessoas foram escolhidas, de seis países diferentes.

​”Quero, por fim, saudar o ex-professor por seu engajamento na área da educação e, mais particularmente, por sua preciosa contribuição para a instituição do novo Fundeb”, segue a carta.

Também foram agraciados neste ano os argentinos Alberto Barbieri e Patricia Pellegrini, a austríaca Cynthia Zimmermann, a belga Michèle Sioen, a camaronesa Marthe Wandou e a chilena Marcia Covarrubias Martinez.

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